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ABORTO . (12/08/2010)
Índice :
.www.uniaonet.com/aborto02.htm
13. Pena de Morte
12.   DECRETO Nº 25123 DE 11/3/05  - RJ/RJ .
11. Discurso Dep.Fed.Pr.Frankembergen (PTB/RR)em ( 14/3/05 10. Diversos .
09. A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA VIDA HUMANA

08.Aborto em prol da eugenia
07.Nos Bastidores das Campanhas Pró-Aborto:
06. ABORTO NOS CASOS DIFÍCEIS:
05. Legislação
04. Navio-clínica vem a Portugal : A interrupção da gravidez envolve uma viagem de barco
03. O aborto e o nazismo
02. Aborto é aceitável nos casos previstos no código penal

01 . Uma Mão contra o Aborto . 14.  MAQUIAGEM DA  RESPONSABILIDADE. (28/3/05)

www.uniaonet.com/aborto03.htm
23. AJUDA URGENTE 5: ABORTO NO BRASIL (25/08/2005)
22. Fracassou a tentativa do governo ... (14/8/05)
21. Comissão Tripartite para a Revisão da Legislação sobre o Aborto (01/08)
20 _ A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA VIDA HUMANA: (20/7)
19.
O QUE ESTÁ ACONTECENDO ... REVIRAVOLTA A CAMINHO.. O QUE FAZER ( 23/06/05 )
18. STF. irá decidir sobre aborto de fetos com anencefalia.( 27/4/05 )
17. 2ª Vara Cível de Bagé/RS (26/4/05)
16. Seminário teológico usa a Bíblia para promover o aborto (21/4/05)
15. DATAFOLHA DETECTA EM SP QUEDA "ABISSAL" DA APROVAÇÃO AO ABORTO

www.uniaonet.com/aborto04.htm
31. A VOTAÇÃO FOI ADIADA . (1/12/05)
30. PROJETO DE LEI QUE LEGALIZA O ABORTO SERÁ VOTADO : 30/11/05
29. lei será votada pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados
28. projeto de lei que LEGALIZA COMPLETAMENTE O ABORTO NO BRASIL
27. AJUDA ABORTO NO BRASIL: RESULTADO DA VOTAÇÃO ( 25/10/2005)
26. A COMPLETA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL SERÁ VOTADA : 19/10/05
25.LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL. (24/9/05)
24. O VALOR DA VIDA HUMANA: (30/8/05)



www.uniaonet.com/aborto05.htm
37. COMPROMETIMENTO DO GOVERNO LULA E DA DEPUTADA JANDIRA 8/9/06
36. Nova composição da Comissão de Seguridade e Família 19/2/06
35. NOTÍCIAS DA VOTAÇÃO: ADIADA PARA 2006 (18/12/05)
34.os deputados a favor do aborto entraram com um requerimento para adiamento da sessão. 10/12/05
33. RESULTADO DA SESSÃO DA COM.SEGURID.SOCIAL E FAMÍLIA (6/12/05 )
32. A votação do projeto de lei do ABORTO sera votado dia 6/12/05 15:00


www.uniaonet.com/aborto06.htm
38. LEGALIZAÇÃO DO ABORTO ( 20.10.06)
39. Portugal: Sites pela Vida (08/02/2007)
40. Aborto Pr.Marcos Amazonas - Portugal ( 01.02.07)
41. ATO PÚBLICO EM DEFESA DA VIDA - 24/03/07
42. Holocausto de inocentes CÍCERO HARADA 21 Apr 2007
43. RAIO X DO FINANCIAMENTO INTERNACIONAL DO ABORTO (07/05/07)
44. REUTERS INICIA CAMPANHA MIDIÁTICA INTERNACIONAL(07/05/07)
45. Nota Pastoral do Conselho Permanente Conferência Episcopal Portuguesa .
46 . LEGISLAÇÃO EM VIGOR EM PORTUGAL:
www.uniaonet.com/aborto.htm
47. A cultura da morte 07/05/07
48. Evangélicos e católicos marcham contra o aborto na Esplanada
49. PASSEATA CONTRA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO REUNE 5 MIL PESSOAS EM BRASILIA (8/5/07) .
50. AS DORES QUE UM FETO SENTE: QUANTO VALE A VIDA HUMANA? _ 12 May 2007 
51. Manifesto da Igreja Presbiteriana do Brasil (15/05/07)
52. Aborto é Crime! (Frank_25/05/07)
53. Pronunciamento Deputado Antonio Jácome / RN ( 05/06/07)
54. PL 1135/91 SERÁ VOTADO DIA 07/05/2008

55. Derrota esmagadora para os militantes pró-aborto - 08/05/2008
56. STF PRETENDE CRIAR JURISPRUDENCIA PARA LIBERAR ABORTO 26/05/2008
57. ) 31/05/2008 _ Lobby das CTE comemora vitória no STF   
58. ) EDUARDO BANKS _ segundo "round" na Câmara dos Deputados.
(01/06)
59 .  IGREJA AMERICANA REJEITA PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO (17/06)
60. uma grande vitória foi obtida na votação do projeto
61. segunda derrota consecutiva no Congresso
(19/07)
62. ABORTO EM RECIFE - BRASIL (14/03/2009)
63. Dois Deputados punidos (07/10/2009
64. 5/5/10 O ESTATUTO DO NASCITURO SERÁ VOTADO
65. o Estatuto do Nascituro foi aprovado 19/5/10
67. Matéria do Fantástico ( 12/08/2010)

47. A cultura da morte
 
 
por Carlos Reis em 13 de abril de 2007
 
Resumo: Não é coincidência que o gosto pela morte entre os abortistas e os partidários da eutanásia, e ainda a “homofobia”, tenha o discurso comum da liberdade de decidir e usar o seu corpo.
 
© 2007 MidiaSemMascara.org
 
A melhor maneira de se concretizar a cultura da morte é esconder essa insanidade sob a forma de ideais e princípios acima de qualquer divergência, encobrindo-os com o manto da unanimidade “moral” e, para manter as aparências, tornando-os virtuosos como frutos da democracia em defesa da vida. Nada mais insuspeito. Unanimidade “moral”, com aspas, porque nenhum princípio moral verdadeiro pode abrigar a idéia e a prática da morte, em especial de forma sistemática. E um tipo de morte que a vítima só vem a conhecer no último momento, no instante indesmentível e tardio da consciência de que ela se ocultava sob mil formas de virtude e de graça, e sob mil promessas de liberdade e emancipação. Quem é essa vítima de que falo? O povo brasileiro e latino-americano.
 
O que digo para o Brasil vale para toda a América Latina. Há décadas o povo brasileiro vem sendo enganado pela esquerda e seu discurso da virtude e da ética. Nos últimos tempos, com o crescimento assustador da impunidade para os crimes desses “éticos e virtuosos”, estes lograram uma posição fora do alcance da compreensão do povo. E quando digo povo, digo também seus representantes, todos imbuídos do mais alto fervor democrático, jurando por todos os diabos que estão trabalhando para “libertar” o Brasil do seu passado ignominioso enquanto o arrasta para uma mais do que previsível catástrofe. Quem manda e decide no Brasil hoje, ou está consciente do mal que ajuda a engendrar, ou o ignora por completo.
 
Que cultura da morte é essa? A resposta a essa pergunta está na História. Que povos cultuaram a morte com mais fervor do que os regimes totalitários nacional-socialistas e socialistas/comunistas? Quem mais se dedicou à matança sistemática de sua gente e de outras gentes, ao mesmo tempo em que trazia a “liberdade”, a “liberdade de escolha”, e a “salvação” para todos? O que são o aborto e a eutanásia senão as expressões mais claras e, paradoxalmente, as mais escondidas, dessa vocação sanguinária?
 
Aqui reúno apenas duas modalidades de se fazer “justiça” e promover “liberdade” às mulheres de um povo ao qual foi apresentada uma realidade muito pior do que ela é na verdade. Valho-me agora da idéia luminosa de Thomas Sowell que surpreendeu bem o artifício da esquerda de criar ou antecipar catástrofes que não existem para induzir o povo a atitudes que a reparem ou a evitem, assim transformando a realidade. Soma-se a essa dupla neste instante, no mundo inteiro, algo que mal disfarça a orquestração internacional subsidiada pela ONU e outros organismos mundiais – a ideologia do homossexualismo –, elevada agora à categoria de direito na sua luta pela proibição severa da homofobia. Não um direito de tipo comum, que produz uma justiça devida, mas de um tipo absoluto que se impõe sobre as maiorias, escravizando-as e criminalizando-as. O Brasil, no estágio revolucionário em que se encontra, reúne sob a lógica totalitária várias dessas maquinações importadas de instituições criadas para governar o mundo; um novo mundo, uma nova ordem mundial. Há que se “libertar” e incitar todas as minorias “prisioneiras” a se revoltarem através da ideologia salvacionista da justiça social e da “luta” pela igualdade total. Os negros, os gays, os abortistas, os índios, vêem amplificadas na sua percepção a sua falsa condição de minorias subjugadas, na exata hora em que gozam de uma condição muito favorável de “vítimas”, mas capazes de exercer contras as maiorias um poder quase irresistível.
 
Mas o cheiro de sangue quando é demais, e se apresenta por todos os lados, torna-se perceptível – a maquinação fica visível. Basta apenas então que alguém a denuncie. Não é coincidência que as demandas pelo aborto, a eutanásia e a aplicação do direito absoluto do gayismo, ao ser aprovada a ficção jurídica da homofobia no Senado Federal, aconteçam na maturidade do processo revolucionário nesse verdadeiro laboratório de cobaias em que se transformou o Brasil. Desde há pelo menos uma década o Brasil se transforma, se liberta do seu passado, e de sua moral verdadeira, abandonando seus princípios éticos verdadeiros por slogans da propaganda do mundo novo. Se soubermos aproveitar essa falsa coincidência poderemos advertir aos que ainda podem decidir que os argumentos que sustentam o aborto e o gayismo servem à fabricação de leis ad hoc, terrivelmente coincidentes e convergentes para o movimento revolucionário latino-americano. Claro, aqui primeiro, como bom laboratório de cobaias otárias, bem longe da ONU e da Comunidade Européia. O Brasil, como um patinho, caiu no receituário politicamente correto da ONU; tudo com apoio total da esquerda brasileira e sua cultura da morte.
 
Não é coincidência que o gosto pela morte entre os abortistas (a morte de fetos) e os partidários da eutanásia (a morte premeditada de incapazes, incluindo aqui os nenês anencéfalos), e ainda a “homofobia”, tenha o discurso comum da liberdade de decidir e usar o seu corpo. O problema é que todos estão decidindo pela propriedade absoluta do que não lhes pertence – a vida humana –, e o direito de criminalizar quem não concorda com suas posições ideológicas.
 
Se acham que estou exagerando ao ver as esquerdas como cultoras da morte, então contem nossos mortos. No Brasil, no ano passado, tivemos 56 mil homicídios! Em 20 anos de democracia de esquerda foram mais de 700.000 assassinatos! A morte aqui já é banal, gratuita, fútil e está ficando enjoada pela repetição monótona. Assim parece à sociedade. Uma sociedade que foi treinada pela esquerda há vinte anos a ignorar esses homicídios, somente enxergando-os como culpa sua, por que não estenderia essa banalidade aos que ainda não nasceram? Por que não proveria de direitos absolutos e irrecorríveis os seus novos heróis, os heróis de um novo mundo ateu e anti-religioso? Leiam esse ateísmo militante que despreza a religião e a fé de milhões de pessoas em um dos artigos da abortista Carta de Princípios Éticos sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos dirigidos à prática de ginecologistas e obstetras , da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia):
 
“e-) o direito à liberdade de pensamento, para que homens e mulheres não sejam submetidos a interpretações restritivas de ideologias religiosas, crenças, filosofias e costumes, instrumentalizadas para controlar a sexualidade, para estabelecer pauta de conduta moral no âmbito da sexualidade e para limitar o exercício de quaisquer direitos nas áreas da saúde sexual e reprodutiva”;
 
Com a palavra os propagandistas contra o aborto, a eutanásia e a homofobia. Se essas questões forem levadas ao julgamento plebiscitário, o pior e o mais empobrecedor tipo de democracia, sem o conhecimento e a revelação dessa verdadeira cultura da morte ao nosso povo, então encomendemos já a nossa alma. “Socialismo o muerte!”, clama um dos líderes desse culto! Por que não as duas coisas?
 
O autor é um médico envergonhado de seus colegas cultores da morte.
 
Saibam mais sobre o crime contra a vida no site http://www.providafamilia.org.br/index.php.
 
Todos os créditos à Dra. Maria Judith Sucupira da Costa Lins pela Bioética da Cultura da Morte, que me inspirou a escrever essa pequena contribuição à Cultura da Vida.  
 
Carlos Alberto Reis Lima é médico e escritor.
 
Fonte: http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5711&language=pt
 (Via_Carlos)


Religiosos, não-religiosos, e até ateus, unidos pela vida e contra o aborto:
Ser contra ou a favor do aborto não é questão de religião: é questão de humanismo.
 
48. Evangélicos e católicos marcham contra o aborto na Esplanada
Plantão | Publicada em 08/05/2007 às 11h12m
 
O Globo Online
 
BRASÍLIA - Católicos e evangélicos marcaram para esta terça-feira uma grande passeata na Esplanada dos Ministérios contra propostas de legalização do aborto. A marcha "Clamor pela vida, contra o aborto" promete reunir os dois grupos religiosos e integrantes da Frente Parlamentar em Defesa da Família e Apoio à Vida. A concentração está prevista para as 14h, em frente à Catedral. Depois, a marcha segue para a Praça dos Três Poderes, onde pretende entregar um manifesto contra a legalização do aborto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia, e do Senado, Renan Calheiros.
 
O manifesto, que tem o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), segundo os organizadores da passeata, diz que o "aborto é ato de extermínio de uma vida humana" e "uma clara violação à vontade de Deus" e à Declaração Universal dos Direitos do Homem. Segundo o documento, a mulher tem o direito de decidir engravidar ou não, mas não sobre a vida do filho. Com um texto duro, o manifesto chega a dizer que "há interesses escusos por parte dos grupos que financiam ricas campanhas pela legalização do aborto no Brasil, como o controle populacional, a constituição de uma 'raça superior' e interesses econômicos (vendas de tecidos de fetos abortados)".
 
O documento faz uma crítica especial ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que classificou o aborto como questão de saúde pública. Segundo evangélicos e católicos, as declarações de Temporão de que milhares de mulheres morrem anualmente em razão do aborto não encontra respaldo nos números oficiais, que "não contabilizam sequer duzentas mortes". De acordo com o documento, Temporão usou dados estatísticos questionáveis e inadequados, que misturam abortos espontâneos e provocados. O manifesto ignora, porém, que a grande maioria dos abortos realizados no país não são notificados, já que ele é crime previsto no Código Penal.
 
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/05/08/295666383.asp
 
 
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07 Maio 2007
Datafolha: 82% dos ateus são contra a descriminalização do aborto no Brasil
Quando se fala em aborto, há um lugar comum muito utilizado: a falácia de que o tema tem a ver com religião. Afirma-se que a Igreja não tem o direito de "impor" sua vontade à população, que vivemos em um Estado laico em que a religião não deveria influenciar a legislação sobre o aborto, etc.
 
O DataFolha acaba de divulgar uma pesquisa em que essa inverdade é flagrantemente desmascarada. Ser contra ou a favor do aborto não é questão de religião: é questão de humanismo. O citado instituto de pesquisa ouviu 5700 brasileiros, a partir de 16 anos, em 236 municípios, nos dias 19 de 20 de março de 2007, e a margem de erro máxima, para o total da amostra, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
 
E o que foi que se verificou? 90% dos brasileiros são contra a que o aborto deixe de ser crime. Além disso, 74% são contra a que o aborto seja permitido em mais casos além daqueles já previstos na lei (gravidez resultante de estupro ou que coloque em risco a vida da mãe).
 
Quando se observa a taxa entre os que se declararam sem religião (e que a pesquisa também chama de "ateus"), o quadro de esmagadora maioria contrária ao aborto permanece:
 
82% dos ateus são contra a descriminalização do aborto. Além disso, diante da pergunta "Há projetos de lei para ampliar a situação em que o aborto seria permitido. Você é a favor que o aborto seja permitido em mais situações?" -o que inclui a anencefalia por exemplo-, 80% dos ateus discordaram.
 
Os ateus são mais contrários ao aborto do que praticantes de algumas religiões. Se somarmos aqueles que concordam com a ampliação dos casos de aborto com aqueles que concordam com a descriminalização, os mais pró-aborto são os praticantes de umbanda (45%), seguidos por praticantes de candomblé e outras religiões afrobrasileiras (44%) e só depois os sem religião (38%).
 
Então, vamos combinar uma coisa: toda vez que numa discussão sobre o aborto alguém tocar em religião, alertemos nosso interlocutor de que o assunto não tem a ver diretamente com religião, ok? Isso é muito importante, porque os grupos pró-aborto geralmente procuram associar os pró-vida à religião, para desqualificá-los no debate público.
 
P.S. As tabelas do DataFolha serão disponibilizadas a todos os assinantes do Boletim da Família de Nazaré. Trata-se de um boletim quinzenal, enviado através de e-mail, com as últimas novidades do site. Se você tem interesse em receber o boletim, basta se cadastrar através de e-mail clicando aqui.
 
 

(Via_Carlos Ferreira : 8 Mai 2007)

49. PASSEATA CONTRA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO REUNE 5 MIL PESSOAS EM BRASILIA (8/5/07)
 
APRESENTAÇÃO E RESENHA
 
Terça feira dia 8 de maio de 2007 cerca de 5 mil pessoas
participaram de uma caminhada contra a legalização do aborto em
Brasília na Esplanada dos Ministérios. Saindo da da Catedral
Metropolitana de Brasília, foram até a Praça dos Três Poderes
com faixas contra o aborto e palavras de ordem contra o ministro da
Saúde, José Gomes Temporão. Católicos, evangélicos e
espíritas se reuniram em prol de uma causa comum. No final foi
entregue um manifesto ao Vice Presidente da República. O texto do
manifesto está reproduzido na íntegra no final da mensagem. 25
deputados federais participaram da caminhada contra o aborto. Mais de
600 mil assinaturas foram recolhidas para serem entregues, junto com
a Carta de Brasília contra a legalização do aborto, ao
vice-presidente da República, José Alencar. Segundo o deputado
federal Robson Rodovalho, o vice presidente da república mostrou-se
sensibilizado com a causa e "até assinou um documento solicitando uma
providência junto ao Ministério da Saúde para que os valores da
vida e da família sejam preservados nas diversas políticas
públicas". "Também pedimos para que a Portaria
1.508/05", afirma o deputado Rodovalho, "que autoriza
mulheres vítimas de estupro a interromper a gravidez, mesmo sem
apresentar boletim de ocorrência policial, seja revista pelo
governo".
 
O documento entregue à vice presidência da república contém, entre
diversas denúncias, a das
 
"Portarias do Ministério da Saúde que prevêem a interrupção da
vida em caso de estupro autorizando o procedimento apenas mediante
declaração e requerimento firmado pela suposta vítima"
 
e a "flagrante omissão do Governo em não identificar e não investigar
quais os verdadeiros interesses dos grupos que patrocinam campanhas pela
legalização do aborto no Brasil e o montante dos recursos por eles
enviados ao Brasil para realização das campanhas".
 
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CAMINHADA CONTRA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO
REÚNE 5 MIL PESSOAS NA ESPLANADA
 
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08/05/2007
 
Cerca de 5 mil pessoas participaram de uma caminhada contra a
legalização do aborto na Esplanada dos Ministérios. Com o lema
"Vida sim, aborto não", representantes das bancadas evangélica e
católica no Congresso Nacional e de organizações da sociedade civil
saíram da Catedral Metropolitana de Brasília e foram até a Praça
dos Três Poderes com faixas contra o aborto e palavras de ordem
contra o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
 
Às 18h está marcada uma audiência com o vice-presidente da
República, José Alencar. Na reunião, parlamentares que
participaram da manifestação devem entregar a Carta de Brasília
contra a legalização do aborto no Brasil e o "abaixo-assinado pela
vida".
 
"Essa carta é um ato de clamor à vida, um ato de sim à vida,
mostrando que a sociedade brasileira é radicalmente contra o aborto",
afirma o presidente da Associação Nacional Pró-vida e
Pró-família, Paulo Fernando Melo.
 
Ele é contrário à realização de um plebiscito sobre a
legalização do aborto. "A vida é um bem inalienável, intrínseco
da pessoa, nó achamos desnecessária a realização do plebiscito,
não se pode fazer um plebiscito para condenar um inocente à morte."
 
A presidente da Associação Brasileira de Assistência às
Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace),
Rosângela Justino, diz que uma das preocupações do movimento é
com a divulgação de conceitos que, segundo ela, desconstroem os
valores da sociedade. Entre eles, possíveis benefícios trazidos
pela legalização do aborto, como evitar mortes em decorrência de
abortos clandestinos.
 
"Nunca foi dito por nenhum profissional, nenhum jurista, que o
aborto é importante para a saúde da mulher, muito pelo contrário, o
aborto sempre foi considerado um dano não só para a saúde física da
mulher, mas também para a saúde psicológica também", afirma a
presidente da Abrace.
 
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MARCHA EM BRASÍLIA: PRESSÃO PELA VIDA
 
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Cinco mil manifestantes participaram de passeata contra a legalização
do aborto. Carta foi entregue ao vice-presidente
 
Manuela Borges
 
Uma passeata pela vida. Foi como os organizadores definiram a
manifestação que aconteceu ontem, na Esplanada dos Ministérios,
contra a legalização do aborto no País. Mais de 13 entidades
entre frentes parlamentares e movimentos sociais participaram da
caminhada, que saiu da Catedral e seguiu até a Praça dos Três
Poderes. Segundo estimativas da Polícia Militar, cerca de cinco
mil pessoas estiveram presentes no evento.
 
No início da passeata, houve um minuto de silêncio em respeito à
morte do fundador do Partido de Reedificação da Ordem Nacional
(Prona), deputado federal Enéas Carneiro. "Ele era um dos
parlamentares mais engajados na luta contra a legalização do
aborto", comenta Dolly Guimarães, advogada e presidente da
Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida.
 
Dolly veio de São Paulo representando mais de três mil paulistanos
que participam da federação. "A ONU vem promovendo uma jornada a
favor da legalização do aborto, alegando que a prática é um direito
humano da mulher. Só que eles se esquecem de que o ser humano que
está dentro do útero materno também tem direito à vida", acredita
Dolly.
 
As pessoas engajadas na passeata denunciam o que, segundo elas, está
por trás da indústria do aborto: controle populacional, a
constituição de uma raça superior, eliminando fetos com
deficiência, e a venda dos tecidos de bebês abortados.
 
Para a psicóloga e representante do Movimento Nacional em Defesa da
Vida e da Família, Rosângela Justino, todos estão perplexos com
a apologia que vem se fazendo no Brasil para legalizar o aborto.
"Sabemos que por trás disso há uma desconstrução social, que visa
minar os conceitos e valores da família", afirma a psicóloga.
 
600 MIL ASSINATURAS
 
Muitos parlamentares participaram da caminhada contra o aborto, entre
eles o deputado federal Robson Rodovalho (DEM-DF). Segundo o
deputado, mais de 600 mil assinaturas foram recolhidas para serem
entregues, junto com a Carta de Brasília contra a legalização do
aborto, ao vice-presidente da República, José Alencar. "Ao
todo, 25 deputados federais foram recebidos na audiência e a
receptividade foi a melhor possível", conta o deputado.
 
Rodovalho conta que Alencar se mostrou sensibilizado com a causa e
até assinou um documento solicitando uma providência junto ao
Ministério da Saúde para que os valores da vida e da família sejam
preservados nas diversas políticas públicas.
 
"Também pedimos para que a Portaria 1.508/05, que autoriza
mulheres vítimas de estupro a interromper a gravidez, mesmo sem
apresentar boletim de ocorrência policial, seja revista pelo
governo", informou o parlamentar.
 
Assim como Rodovalho, o deputado Luiz Bassuma (PT-BA),
também não concorda com o plebiscito para consultar a população
sobre o aborto. "Semana passada, uma pesquisa divulgada pela Folha
de São Paulo mostra que 97% dos brasileiros são contra a
prática, logo não há por que gastar recursos para realizar um
plebiscito".
 
CAUSA UNE RELIGIOSOS
 
Esta foi a primeira vez que católicos e evangélicos se reúnem em
prol de uma causa comum. Ambos os segmentos religiosos renegam os
métodos contraceptivos pregando a abstinência sexual como a melhor
forma para evitar uma gravidez indesejada.
 
O representante da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), padre Berardo Graz, argumenta que este é o grande
desafio do Evangelho para o milênio: "É muito mais valioso um
relacionamento ser mantido na castidade até a concretização do
casamento do que a profanação do sexo".
 
O deputado Luiz Bassuma que é espírita, acredita que esta é uma
visão errônea da Igreja Católica e evangélica. "Sou a favor de
todos os métodos contraceptivos, mas a partir do momento em que uma
vida está sendo gerada, sou radicalmente contra a eliminação deste
ser humano por meio do aborto", enfatiza Bassuma.
 
Segundo ele, o governo tem recursos suficientes para que sejam criadas
políticas públicas de prevenção à gravidez indesejada e controle da
natalidade, sem que isto fira o 5º Artigo da Constituição, onde
diz que o direito à vida é inviolável.
 
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CARTA DE BRASÍLIA, CONTRA A
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO
 
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Os membros e representantes da
 
Frente Parlamentar da Família e Apoio a Vida,
 
Frente Parlamentar Contra a Legalização do Aborto,
 
Frente Parlamentar Evangélica,
 
Confederação Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB
 
Lideranças Nacionais de Denominações Evangélicas,
 
Movimento Nacional Pró-vida Pró-Família,
 
Movimento Pró-Vida Família de Anápolis,
 
Associação Nacional Mulheres Pela Vida,
 
Missões Evangélicas Brasileiras,
 
Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida,
 
Associação Brasileira dos Juristas pela Vida,
 
LIBRA - São Paulo - Liga das Mulheres Eleitoras do
Brasil,
 
Associação dos Ex-Alunos de Direito Canônico da Arquidiocese
de São Paulo
 
ATINI - Voz Pela Vida,
 
e ainda, de diversas entidades da sociedade civil,
 
reunidos na cidade de Brasília-DF, no dia 08 de maio de
2007, durante manifesto público com o tema: "GRANDE
CLAMOR AOS CÉUS CONTRA A LEGALIZAÇÃO DO
ABORTO NO BRASIL", firmam a presente Carta de
Brasília, dirigida ao Presidente da República, ao Presidente do
Congresso Nacional e à sociedade brasileira, de forma geral,
apresentando posição contrária à legalização do aborto no
Brasil, considerando que:
 
- aborto é ato de extermínio de uma vida humana, visto que a
ciência declara que ela tem início com a fecundação, o que o faz
como fato científico, não podendo ser questionada pela fé,
religião, filosofia, ou qualquer outro segmento;
 
- que o aborto é uma clara violação à vontade de Deus, revelada
nas Escrituras Sagradas, nos mandamentos escritos do "Não
Matarás" e do "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo
como a si mesmo".
 
- que a livre interrupção da gravidez é uma afronta à Declaração
Universal dos Direitos do Homem que define que "todo o indivíduo
tem direito à vida" (artigo 3º) e a Constituição Brasileira
que tem como cláusula pétrea, o seu
 
artigo 5º, definindo como garantia fundamental a inviolabilidade do
direito à vida; bem como o artigo 4° do Pacto de São José da
Costa Rica, do qual o Brasil é país signatário, portanto, com
força constitucional;
 
- que o bebê ainda não nascido não é parte do corpo da mulher, mas
uma vida absolutamente distinta e com corpo autônomo;
 
- que a mulher tem o direito de decidir engravidar ou não, mas não o
direito de vida e morte sobre o filho;
 
- que o aborto é um atentado contra a saúde física, mental,
emocional e espiritual da mulher;
 
- no aborto, há pelo menos quatro vítimas: a criança, a mulher,
a família e a sociedade;
 
- que o aborto é ato contra a consciência e a dignidade humana;
 
- que o aborto nunca é uma solução dignificante, nem para quem o
pratica, nem para a mulher que a ele se submete, e muito menos para a
criança inocente; pelo contrário, o aborto provocado, mesmo nos
países desenvolvidos onde é legalizado, constitui fator de
agravamento de risco de mortalidade materna;
 
- que a prática do aborto fomenta a intolerância e a discriminação
contra as pessoas portadoras de necessidades especiais, visto que tem
como um dos objetivos impedir o nascimento de crianças com anomalias e
malformação congênitas;
 
- que nos Estados Unidos tem-se notícias de que a indústria do
aborto é a 4ª economia e que estaria nas mãos do crime organizado;
 
- que há interesses escusos por parte dos grupos que financiam ricas
campanhas pela legalização do aborto no Brasil, como o controle
populacional, a constituição de uma "raça superior" e interesses
econômicos (vendas de tecidos de fetos abortados);
 
- por fim, que o povo brasileiro tem se expressado, em sua esmagadora
maioria, contrário ao aborto, conforme bem o comprova a última
pesquisa Ibope, realizada em março de 2005, em que 97% se
posiciona contrário à legalização do aborto;
 
Os que subscrevem este documento também registram repúdio:
 
- às últimas declarações do atual Ministro da Saúde, Dr.
José Gomes Temporão, que classificou o aborto como questão de
saúde pública ao declarar que, ao ano, morrem milhares de mulheres
em razão de aborto, quando os dados oficiais do próprio Ministério
da Saúde não contabilizam sequer duzentas mortes; e que conclui por
um número de abortos realizados, baseando-se em números e dados
estatísticos questionáveis e inadequados, que misturam abortos
espontâneos com provocados, realidades inteiramente distintas e
inassimiláveis, tanto do ponto de vista jurídico, como ético,
moral e médico;
 
- às declarações de parlamentares congressistas, que usam como
argumentos os mesmos dados e números inadequados, para defender a
aprovação de proposições que tramitam no Congresso Nacional,
prevendo a interrupção da gravidez, sem o cuidado de observarem que
os verdadeiros dados, disponíveis do Sistema Único de Saúde -
SUS e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -
IBGE, apontam, nos últimos anos, para uma contínua e expressiva
redução da taxa de mortalidade materna decorrente de aborto no
Brasil.
 
Concluem que:
 
- Estado Democrático é destinado a assegurar o exercício dos
direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o
bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores
supremos de uma sociedade fraterna, conforme o preâmbulo de nossa
Magna Carta;
 
- Os fundamentos do Estado Democrático de Direito são, entre
outros, a soberania, a cidadania a dignidade da pessoa humana,
conforme preceitua o artigo 1° de nossa Constituição Federal, bem
como o seu parágrafo único: "Todo o poder emana do povo..."
 
- As políticas públicas devem se efetivar objetivando o bem comum e
baseando-se em informações claras, seguras e precisas, o que não
é o caso da campanha do Governo Federal com vistas à legalização
do aborto, que, dentre outras questões, omite o número crescente de
internações no SUS devidos a abortos espontâneos, que em alguns
anos superaram mais da metade do número de internações por
abortamento em geral;
 
- Deve ser aplicado o princípio da moralidade (Art. 37, caput,
da Constituição Federal), ao direcionar e decidir sobre as verbas
públicas;
 
- Que as políticas de Governo não podem e não devem violar o
direito à vida, à dignidade humana ou promover e incentivar a
discriminação e o preconceito (Art. 5. caput, art. 1º,
III e art. 3º, IV da Constituição Federal) como se propõe
o aborto ao determinar que os "indesejáveis" sejam eliminados .
 
Os presentes, no GRANDE CLAMOR CONTRA A
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, ainda lamentam:
 
- A vigência das Portarias do Ministério da Saúde que efetivam a
prática do aborto com verbas públicas, notadamente a Portaria
1.508/2005, que prevê procedimento de interrupção da vida
em caso de estupro nas unidades de saúde da rede SUS, nos casos
previstos em lei, autorizando o procedimento sem a feitura sequer de um
Boletim de Ocorrência Policial, aceitando, apenas, declaração e
requerimento firmado pela suposta vítima;
 
- A falta de um Programa Nacional de valorização da vida desde a
concepção, que preveja a construção de casas-lares de acolhida
para gestantes em situação de risco; incentivo aos programas de
adoção de crianças rejeitadas; cursos de método natural de
fertilidade (Billings); campanhas de educação, esclarecendo ser a
continência sexual o único meio comprovado e indiscutivelmente seguro
de prevenção à gravidez precoce e indesejada, Aids, HPV,
hepatite, entre outras DST's;
 
- Descaso com políticas públicas para com os jovens e adolescentes,
em discordância com a Carta Magna que prevê em seu Artigo 227:
"é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança
e ao adolescente com absoluta prioridade o direito à vida...".
 
- A flagrante omissão do Governo em não identificar e não
investigar quais os verdadeiros interesses dos grupos que patrocinam
campanhas pela legalização do aborto no Brasil e o montante dos
recursos por eles enviados ao Brasil para realização das campanhas.
 
Por último, rogam ao Congresso Nacional e ao Governo Federal,
 
que ao contrário de terem como meta a legalização do aborto, que só
apresenta graves riscos para a mulher e que atenta contra a vida de
inocentes, reforcem a proteção à família e o apoio à vida, desde
sua concepção até seu desfecho natural, pois esta é a vontade do
povo brasileiro e das religiões brasileiras. Vontade refletida em
enquetes, pesquisas, consultas e manifestações em todo Brasil, com
resultados e dados publicados pela imprensa e pela rede mundial de
computadores (internet) demonstrando que o Brasil e o povo brasileiro
dizem NÃO AO ABORTO E SIM À VIDA!
 
Brasília, 08 de maio de 2007. (Via_Carlos)

50. AS DORES QUE UM FETO SENTE: QUANTO VALE A VIDA HUMANA? _ 12 May 2007 
 
por Emanuelle Carvalho Moura
 
As relações entre feto e dor são objetos de inúmeras pesquisas científicas, ZENIT (07/06/2006) noticiou estudo do professor neonatologista K.J.S. Anand, “Estudioso de renome mundial demonstra que o feto experimenta dor”, publicada oficialmente na “Pain Clinical Updates”, revista da Associação Internacional para Estudo da Dor, mundialmente a fonte mais autorizada sobre o assunto, em que declara: “A evidência científica mostra como possível e inclusive provável que a percepção da dor no feto comece antes do período avançado de gestação”.
Cientistas da Nova Zelândia descreveram em “Archives of Disease in Childhood: Fetal and Neonatal Edition”, através de imagens de ultra-som, reações de fetos a pequenos barulhos: “alguns fetos de apenas 28 semanas responderam com uma série de intensas inalações e exalações, uma abertura da boca e um enrijecimento da língua e uma depressão do peito. Essa atividade tipicamente acabava depois de 20 segundos com uma exalação e um rebaixamento”. Ed Mitchell observa que “você pode até ver o queixo e o lábio superior tremerem (...) Eu não acredito que isso seja qualquer coisa a não ser choro”. (Tribuna da Imprensa, 19 de setembro de 2005, em: “Fetos choram quando aborrecidos, diz pesquisa”).
 
Dia 11 de maio de 2004, a agência ZENIT realizou uma entrevista com Dr. Carlo Bellieni, “Dor comprovada do feto faz cientistas refletirem”, quando indagado se o feto sentia dor, respondeu: “Certamente sim. Não só sente dor, mas sua percepção parece ser mais profunda que a de uma criança maior. Sabemos disso porque faltam na vida fetal muitas das “estratégias” que contudo se encarregam após o nascimento de não sentir a dor”. Ao alertar sobre a dignidade humana do feto, Bellieni declara: "Os neonatólogos modernos têm o privilégio de atender os fetos. Temo-los entre as mãos: às vezes, têm o peso de uma maçã: alguns são pouco maiores que uma mão. Nasceram prematuramente e durante meses deverão permanecer em sofisticadas incubadoras, atendidos e controlados 24 horas ao dia com instrumentos de alta tecnologia. E a nenhum se põe em dúvida que sejam nossos pacientes, que sejam pessoas. Às vezes, são tão pequenos que nossos esforços são inúteis. Morrem. E nós só podemos, junto aos pais, batizá-los. E todos demonstram uma vitalidade inesperada pela idade e as dimensões. Hoje sabemos que o feto dentro do útero materno percebe odores e sabores. Ouve os sons. Recorda-os depois do nascimento. Desde logo sabemos que o feto, desde as 30 semanas de gestação, é capaz de sonhar. Todas estas características permitem apreciar as dimensões humanas. Este paciente, nos últimos anos, foi objeto de investigação para garantir a  saúde desde o útero materno".
 
A prática do aborto, regularizada em vários países, faz com que o número de fetos mortos sejam uma das maiores causas de mortalidade humana, mais do que epidemias ou guerras. Em 10 de maio de 2006 um informe sob o título: “En Europa se realiza un aborto a cada treinta segundos”, constata : “cada vez nascem menos crianças e ainda se produz milhares de abortos que se convertem, junto ao câncer, na principal causa de morte na  Europa” <http://www.analisisdigital.com/Noticias/Noticia.asp?IDNodo=-3&Id=11808>.
 
A legalização do aborto gera para as empresas que lidam com esse “negócio”, lucros imensos, em 28 de junho de 2006, a ACI noticiou “Transnacional abortista arrecada quase 900 milhões de dólares por ano”: “Depois de uma inexplicável demora de sete meses, a Planned Parenthood Federation of America (PPFA), a maior organização abortista do mundo, emitiu seu relatório financeiro do período julho de 2004 - junho de 2005, no qual mostra que sua arrecadação total chega a quase 900 milhões de dólares. (...) O relatório também apresenta a alarmante cifra de abortos realizados por esta organização: 255 mil e 15, que geraram 108 milhões de dólares. O relatório evita referir-se à quantidade de falecidas em sua clínica como conseqüências dos abortos praticados”. Além dos lucros que essas empresas obtêm, depois da legalização da prática abortiva, existe um comércio clandestino de tráficos de órgãos e partes do corpo de bebês abortados, como Andrew Goliszek, PhD em Biologia e Fisiologia pela Universidade Estadual do Utah, denunciou nos Estados Unidos através do livro: “In the Name of the Science”, publicado em português pela Ediouro, sob o nome “Cobaias Humanas: a historia secreta do sofrimento provocado em nome da Ciência”, revelando que um único bebê poderia render até 14 mil dólares, separado e vendido em peças, para diversas indústrias de pesquisas científicas:
 
”Amostra Não-Processada (> 8 semanas) - US$ 70
Amostra Não-Processada (< 8 semanas) - US$ 50
Fígados (< 8 semanas) - 30% de desconto, se significativamente fragmentados - US$ 150
Fígados (> 8 semanas) - 30% de desconto, se significativamente fragmentados - US$ 125
Baços (< 8 semanas) - US$ 75
Baços (> 8 semanas) - US$ 50
Pâncreas (< 8 semanas) - US$ 100
Pâncreas (> 8 semanas) - US$ 75
Timo (< 8 semanas) - US$ 100
Timo (> 8 semanas) - US$ 75
Intestinos e Mesentérios - US$ 50
Mesentério (< 8 semanas) - US$ 125
Mesentério (> 8 semanas) - US$ 100
Rim (< 8 semanas) com / sem adrenal - US$ 125
Rim (> 8 semanas) com / sem adrenal - US$ 100
Membros (pelo menos 2) - US$ 125
Cérebro (< 8 semanas) - 30% de desconto, se significativamente fragmentados - US$ 999
Cérebro (> 8 semanas) - 30% de desconto, se significativamente fragmentados - US$ 150
Hipófise (> 8 semanas) - US$ 300
Medula Óssea (< 8 semanas) - US$ 350
Medula Óssea (> 8 semanas) - US$ 250
Ouvidos (< 8 semanas) - US$ 75 Olhos (> 8 semanas) - 40% de desconto para um único olho - US$ 75
Olhos (< 8 semanas) - 40% de desconto para um único olho - US$ 50
Pele (> 12 semanas) - US$ 100
Pulmões e Bloco Cardíaco - US$ 150
Cadáver Embriônico Intacto (< 8 semanas) - US$ 400
Cadáver Embriônico Intacto (> 8 semanas) - US$ 600
Crânio Intacto - US$ 125
Tronco Intacto com / sem membros - US$ 500
Gônadas - US$ 550
Sangue de Cordão
Congelamento Instantâneo em Luz - US$ 125
Coluna Vertebral - US$ 150
Medula Espinhal - US$ 35
Preços Válidos até 31 de dezembro de 1999”
O livro também denuncia como são dilacerados esses bebês para que se obtenha a melhor amostra possível, uma das colheiteiras fetais revela: “Enojada com o processo, a técnica disse que houve muitos desses nascimentos vivos. Os médicos simplesmente quebravam seus pescoços delgados ou matavam os fetos batendo neles com pinças de metal. Em alguns casos, revelou a técnica, começavam uma dissecação cortando para abrir o tórax, supondo que o bebê já estivesse morto, somente para descobrir que o coração ainda estava batendo. Ela acrescentou que a maneira como os abortos eram realizados tinha sido alterado, isto é, feito mais deliberadamente e lentamente, para garantir que tirasse o bebê antes de ele morrer. Quando o ritmo dos abortos aumentava, os bebês tirados vivos às vezes tinham suas partes removidas antes de estarem mortos”.
Outro depoimento, da enfermeira Brenda Shafer, descreve: “Fiquei de pé ao lado do médico e o assisti realizar o aborto de um nascimento parcial em uma mulher que estava grávida de seis meses. O batimento cardíaco do bebê era claramente visível na tela do ultra-som. O médico fez o parto do corpo e braços do bebê, tudo exceto sua cabecinha. O corpo do bebê se mexia. Os dedinhos estavam apertados. Estava chutando com os pés. O médico pegou um par de tesouras e as inseriu no dorso da cabeça do bebê e o braço do bebê sacudiu num recuo, uma reação de sobressalto, como um bebê faz quando acha que pode cair. Então, o médico abriu as tesouras. Depois, introduziu o tubo de aspiração em alta potência dentro do buraco e aspirou para fora o cérebro do bebê. Então, o bebê estava inteiramente flácido. Nunca mais voltei à clínica. Mas o rosto daquele menininho ainda me assombra. Era o rosto angelical mais perfeito que já vi”.
 

Há uma previsão de que esse mercado vale mais de um bilhão de dólares por ano, muitas mulheres consentem em realizar um aborto cada vez mais tardio para ganhar mais dinheiro com a dilaceração do próprio filho fornecido para este mercado de carnificina.
A denúncia de Andrew Goliszek é recente e, antes, no livro “Bebês para Queimar. A indústria de abortos na Inglaterra”, os jornalistas autônomos Michael Litchfield e Susan Kentish, no final da década de setenta, publicaram no capítulo “Bebês para fábricas de sabão”, a revelação de um médico sobre o comércio de bebês, pois: “As pessoas que moram nas vizinhanças da minha clínica têm se queixado do cheiro de carne humana queimada. O cheiro sai do incinerador. Não é propriamente um cheiro agradável. Dizem que cheira como um campo de extermínio nazista durante a última guerra. Não sei como eles podem saber o cheiro de um campo de extermínio nazista, mas não quero discutir o fato. Portanto, estou sempre procurando maneira de me livrar dos fetos sem precisar queimá-los”. A Lei do Aborto na Inglaterra permite-o até as 28 semanas e exige que as clínicas queimem o feto abortado em incineradores, logo, eles podem ter uma idade maior do que a prevista em lei no momento do assassinato, ou mesmo serem vendidos e utilizados para fins lucrativos, porque não há como saber quando foram trucidados, visto que estariam supostamente queimados, o médico abortista inglês continua o seu relato: “Muitos dos bebês que tiro já estão totalmente formados e vivem ainda um pouco, antes de serem eliminados. Uma manhã havia quatro deles, um ao lado do outro, chorando como desesperados. Não tive tempo de matá-los ali na hora, porque tinha muito o que fazer. Era uma pena jogá-los no incinerador, porque eles tinham muita gordura animal que poderia ser comercializada”. No capítulo “Os dilaceradores de bebês”, do mesmo livro, ao avaliar o cenário internacional, os jornalistas ingleses publicam o testemunho de um médico norte-americano abortista, Dr. Ridley, que aponta: “O ‘racket’ do aborto tardio divide-se em duas partes. Uma consiste em fazer o aborto na fase final da gravidez, mas conservar a criança viva, embora a mãe pense que ela morreu. Mais tarde, a criança será vendida para adoção e nós ficamos com o lucro. Algumas crianças são mandadas para serem adotadas na Inglaterra. Neste país há falta de recém-nascidos para adoção, por causa da Lei do Aborto. A outra parte vende os fetos para experiências. As crianças estão oficialmente mortas. Porém são mantidas vivas, mas não são registradas oficialmente como tendo nascido. Portanto, podem ser empregadas em toda espécie de experiências. Algumas delas vivem por mais de um ano sem terem nascido oficialmente. Algumas são usadas para testes de curas de doenças como o câncer, a leucemia e em cirurgia de transplante”.
O jornal francês “Le Figaro” publicou em 27 de dezembro de 2006 sobre o aumento no tráfico humano: http://www.genethique.org/revues/revues/2006/decembre/20061227.2.asp: “Tráfico Humano: negócio lucrativo” e constata a escravidão dos novos tempos: “Na Albânia, crianças são abandonadas ou concebidas para serem vendidas mais tarde. Um relatório secreto  compilado pela embaixada grega em Tirana revela que ‘elas são assassinadas  para venderem  seus órgãos’. Certas pessoas  apóiam este trafico, até pedindo para que seja legalizado, como um cardiologista de Atenas. De acordo com ele, ‘ não entende porque as pessoas mais pobres não deveriam fornecer para as necessidades dos mais ricos’. O artigo também cita casos de pais que vendem seus filhos a famílias ‘que não conseguem ter filhos’. Na Grécia, onde a adoção privada é legal, mães de aluguel têm sido presas”.
Totalmente inocente e sem possibilidades de se defender, o feto ainda sente a dor de cada parte de seu corpo trucidado: junte todos os abortos legalizados da Europa, com os dos EUA, Japão, China, Índia e demais países, imagine, depois, o grito, sob a cortina do ventre da própria mãe, que geme diante do oceano vermelho de sangue inocente que banha o planeta. Existirá um grupo de excluídos da sociedade melhor representado do que aqueles que tiveram sua vida suprimida na barriga de sua mãe, com o consentimento dela e, muitas vezes, do pai, ou seja, daqueles que o geraram? Não há maior exclusão do que aquela provocada pelo aborto: aversão da mãe, do pai, de médicos, enfermeiros e técnicos co-responsáveis; exclusão da sociedade que financia, pelos impostos, o crime nos centros de saúde públicos; ódio de todos aqueles que lutam pela ideologia da liberdade de escolha de matar a qualquer custo e não medem as conseqüências catastróficas que essas idéias implicam. A partir dessa exclusão, surge ainda o mercado dos que lucram vendendo o próprio filho, ou gerando-o até um certo momento em que ele lhe dará uma recompensa maior por cada parte do corpo processada. A diminuição da dignidade da vida desde a concepção, vista como mero objeto, reduzem o valor inestimável do ser humano ao que, simplesmente, o dinheiro pode pagar.

51. Manifesto da Igreja Presbiteriana do Brasil (15/05/07)
www.revsimonton.org _ *Rev. Ashbell Simonton Rédua
 
 
A visita do Papa, chefe do Estado Vaticano e Líder da Igreja Católica Romana ao Brasil produziu vários debates, envolvendo a igreja e a sociedade brasileira, tais côo educação sexual, a questão do ficar, aborto, casamento de homossexuais, uso de preservativo, preservação dos valores do matrimônio e da virgindade antes do casamento, e questões éticas como embriões e a eutanásia.
 
Os debates por serem polêmicos, polarizaram grande parte da população, sendo nítida as evidências de forças favoráveis e desfavoráveis ao pensamento da ICAR. Uma coisa é certa, a Igreja tornou-se o centro de assuntos relacionados aos seus interesses.
 
Apesar do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fazer uma nítida separação entre o Estado Laico do Estado Brasileiro, o que fica claro no entanto é perceptível que a igreja quer ser ouvida em questões éticas e morais como estas, isto é, o país por ser católico, nesses debates devem ser evidenciado as questões de interesse da igreja, como se fosse um grande concílio.
 
As ações disciplinares ventiladas pelo Líder da ICAR, aponta a defesa da excomunhão aos políticos pró-aborto.
 
Na antiga Grécia, o aborto era preconizado por Aristóteles como método eficaz para limitar os nascimentos e manter estáveis as populações das cidades gregas.
 
Por sua vez, Platão opinava que o aborto deveria ser obrigatório, por motivos eugênicos, para as mulheres com mais de 40 anos e para preservar a pureza da raça dos guerreiros.
 
Sócrates aconselhava às parteiras, por sinal profissão de sua mãe, que facilitassem o aborto às mulheres que assim o desejassem.
 
Já Hipócrates, em seu juramento, assumiu o compromisso de não aplicar pressário em mulheres para provocar aborto.
 
O livro do Êxodo cita que, dentre o povo hebreus, era multado aquele homem que ferisse mulher grávida, fazendo-a abortar. Esse ato de violência obrigava aquele que ferisse a mulher a pagar uma multa ao marido desta, diante dos juízes; se, porém, a mulher viesse a morrer em consequência dos ferimentos recebidos aplicava-se ao culpado a pena de morte.
 
Ainda que a regra geral se voltasse para a severidade legal, que punia a mulher com o exílio ou com castigos corporais extremados, na prática imperava quase sempre a impunidade.
 
Com o advento do Cristianismo, entretanto, o aborto passou a ser definitivamente condenado, com base no mandamento "Não Matarás".
 
Essa posição é mantida até hoje pela Igreja Católica mas, ao contrário do que se possa pensar, ela não foi tão uniforme ao longo dos anos. O que de certo modo favoreceu o surgimento de questões éticas que tomaram outros rumos com os simpatizantes de outras posições que  apoiariam mais tarde a Reforma Protestante do Séc XVI.
 
O que percebe-se em toda essa polêmica é que a Igreja Evangélica de tradição reformada precisa também ser ouvida sobre as questões levantadas. Embora as questões éticas estão sempre em evidências e posicionadas pela Igreja herdeira da Reforma Protestante.
 
Princípios norteadores da Igreja de origem Reformada
 
1. Quanto a Legalização do Aborto - Os Protestantes Reformados em sua maioria, são à favor da legalização do aborto em casos como estupro, mal formação do feto, ou quando a vida da mãe está comprovadamente ameaçada pela gestação, respeitando o princípio da Constituição Federal do Brasil, a preservação da vida materna. Caso contrário rejeita-a por ser contrário aos Princípios Bíblicos.
2. Quanto aos Métodos Anti-concepcionais - Os Reformados são à favor do uso de métodos anticoncepcionais como a camisinha (preservativo), a contracepção oral (pílula) e a vasectomia para o controle de natalidade, mas somente entre pessoas casadas.
3. Quanto ao Casamento - Para os reformados, o casamento entre um homem e uma mulher é sagrado, e o sexo só é permitido após o casamento. O casamento homossexual é rejeitado pelos reformados. Amam o pecador, e querem a sua restauração, porém rejeitam o pecado.
4. Quanto ao Namoro - Nossos jovens sofrem a influência da mídia que apregoa a sensualidade e a liberação dos impulsos, sem censuras como forma de atuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Tal comportamento leva à promiscuidade sexual, com suas tristes conseqüências. Os jovens -homens e mulheres - principalmente os que querem levar Deus a sério em suas vidas, observam cuidadosamente, o que Ele diz em Sua Palavra, antes de envolver-se com alguém. É óbvio que o "ficar" não é uma prática para esses jovens. Devemos entender que ficar está carregado do senso do descartável que era próprio das garotas de programas é, hoje, vivenciado por muitos jovens e adolescentes.
 
Manifesto da Igreja Presbiteriana do Brasil
 
A Igreja Presbiteriana do Brasil, de herança genuinamente reformada manifesta:
 
“Quanto à prática do aborto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reconhece que muitos problemas são causados pela prática clandestina de abortos, causando a morte de muitas mulheres jovens e adultas. Todavia, entende que a legalização do aborto não solucionará o problema, pois o mesmo é causado basicamente pela falta de educação adequada na área sexual, a exploração do turismo sexual, a falta de controle da natalidade, a banalização da vida, a decadência dos valores morais e a desvalorização do casamento e da família.”[1]
 
“Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.”[2]
 
Algumas considerações bíblicas
 
Em Romanos 1: 26-27,  O Apostolo Paulo  condena o ato sexual entre o mesmo sexo. Mas devemos entender o sentido teológico, o contexto da redação. O objetivo teológico da Carta aos Romanos é a narrar a justiça e a graça divina que foram reveladas pelo acontecimento Jesus Cristo. A carta enfatiza ainda o fato  de que todos os seres humanos são pecadores, sem exceção.  Isto é, os versículos de 1:26-27 devem ser interpretados a partir desse objetivo da epístola e esta carta não foi escrita para julgar a homossexualidade em si.  Para Paulo o fato de não aceitar Deus como Deus, é a raiz do pecado e fala ser a pessoa [digna de morte] (1:32).
 
“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não os enganeis: nem os imorais, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os afeminados, nem os homossexuais, nem os ladrões, nem os avaros, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes herdarão o reino de Deus.” (1 Cor 6:9-10).
 
“A lei não foi instituída para o justo, e sim para os transgressores e rebeldes, para os ímpios e pecadores, para os irreverentes e profanos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os imorais, homossexuais, seqüestradores, mentirosos, perjuros, e para qualquer outra coisa que é contrária a sã doutrina segundo o glorioso Evangelho do Deus bendito, que me foi encomendado.” (1 Tm 1:9-11).
 
Há duas palavras gregas que são traduzidas para estes pecados sociais. A primeira é arsenokoitai, a qual é traduzida para “homossexuais,” “sodomitas,” “violadores de crianças” ou “pervertidos”, e a segunda é malakoi, a qual é também traduzida como “efeminados”, “os afeminados” ou os “meninos prostitutos.”  Entretanto devemos entender que estas palavras gregas são de difíceis de traduzir levando em conta o contexto das passagens acimas de Coríntios e Timóteo.
Malakoi é uma palavra comum e significa “suave.” Pode referir-se a roupa (Mt 11:8) bem como a questões morais, como “falta de disciplina.”  Já Arsenokoitai é uma palavra rara que se compõe de arseno – “homem,” e koitai  – “cama”, e que significa “deitar-se ou ter sexo com”. Unindo arseno + koitai, a palavra significa “homens prostitutos”.
 
Soli Deo Glória
 
* Rev. Ashbell Simonton Rédua é formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte (1989), em Teologia com especialização em Capelania pelo Seminário Teológico Evangélico do Nordeste (1990), em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2006), graduando em Direito, Missiones Mundiales, pelo Ministerio Misionologico Pueblos, Pueblos, Porto Rico (1999),  Especializado em Bíblia pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (2006), pelo Centro Universitário Plínio Leite (RJ) e Especializando em Direito Ambiental pela Universidade Gama Filho (RJ), e outros.
----------------
 
[1] Brasileiro, Roberto. Manifesto Presbiteriano com a respeito das leis sobre o aborto e a homofobia. http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808
 
[2] Idem Ilibem.
 

52. Aborto é Crime! (Frank_25/05/07)

"Certa mãe carregando nos braços um bebê, entrou num consultório médico e, diante deste, começou a lamuriar-se:
 
– Doutor, o senhor precisa me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida de novo! Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro.
 

Indaga o médico:
 
– Muito bem... e o que a senhora quer que eu faça?
 

A mulher, já esperançosa, respondeu:
 
– Desejo interromper esta gravidez e quero contar com sua ajuda.
 

O médico pensou alguns minutos e disse para a mulher:
 
– Acho que tenho uma melhor opção para solucionar o problema e é menos perigoso para a senhora.
 

A mulher sorria, certa que o médico aceitara o seu pedido, quando o ouviu dizer:
 
– Veja bem, minha senhora... para não ficar com dois bebês em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer... Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar o que a senhora tem nos braços é mais fácil e a senhora não corre nenhum risco.
 

A mulher apavorou-se:
 
– Não, doutor!!! Que horror!!! Matar uma criança é crime!!! É infanticídio!!!
 

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, convenceu a mãe de que não existe a menor diferença entre matar uma criança ainda por nascer (mas que já vive no seio materno) e uma já crescida. O crime é exatamente o mesmo e o pecado, diante de Deus, exatamente o mesmo."
 

Texto: Aborto é Crime! - Autor Desconhecido.
 
 
 
Queridos, tudo bem?
 
Que o amor de Deus , a graça e paz de Jesus Cristo e a comunhão do Espírito Santo esteja contigo e com todos os que você ama no dia de hoje e para todo o sempre.
 

Esse é um tema muito comentado no momento, o aborto é algo que deve ser repudiado por todos aqueles que se declaram cristãos, na verdade creio que todas as pessoas de bem deveriam lutar contra essa prática, não só discutindo se deve ou não ser regulamentada, mas principalmente lutando para mostrar as pessoas que pensam em fazer um aborto que isso é algo totalmente fora da vontade de Deus, a ciência comprova que um feto é um ser vivo e o principal, a Palavra de Deus nos mostra isso, em Jeremias 1: 4 e 5 esta escrito: "Ora veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta."
 

Queridos, poderia escrever bastante sobre o assunto, mas, palavras as vezes não dão o devido destaque as situações, então estou enviando um arquivo (PPS), em anexo, "Diga não ao Aborto", e te peço que o veja e principalmente repasse a todas as pessoas que você conhece, vamos deixar Deus agir, quem sabe com isso poderemos evitar  muitos abortos, sejam eles por autorização judicial ou por clinicas clandestinas, se uma mulher estiver pensando em fazer um aborto e ver esse arquivo, eu te garanto que ela mudará de idéia.
 

No mais, queridos, vamos orar ao Senhor pedindo que abra os olhos das pessoas e nunca mais aconteça esse assassinato, que usa como nome a palavra aborto.
 
 
 

Para refletir:
 

"Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo... Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus."   ( Mateus 5: 13, 14 e 16 )
 
 
 
 
 
Um abraço,
 
 
Pr. Frank Medina - Discípulo de Jesus Cristo
www.uniaonet.com/ibppembuguacu.htm

53. Pronunciamento Deputado Antonio Jácome / RN ( 05/06/07)
 
Repassando!!!
Sei que muitos de vocês que receberão esta mensagem não poderão se fazer presentes no referido pronunciamento. Conheci Dr. Jácome, com quem convivi e acompanhei sua jornada politica nos ultimos 6 anos, cuja pessoa tem dado bom testemunho e tem defendido a causa evangélica. Contudo, poderão orar, re-enviar esta mensagem pra outros se unirem neste momento e manifestar sua reprovação a esse projeto de Lei da morte. Não podemos nos omitir, como servos de Deus! .
Celso Luiz Castro _ 06/06/07
 
 
CONVITE
 
Convidamos todos os cidadãos DEFENSORES DA VIDA, para prestigarmos o pronunciamento, em defesa da vida, do Deputado Antonio Jácome na Assembleia Legislativa do RN, nesta terça-feira, 05 de junho, às 16h.
 
O Dep. Antonio Jácome é Advogado, Médico e Pastor Evangélico (Assembléia de Deus), tendo exercido nos últimos quatro anos o cargo de Vice-governador do Estado do RN. Antonio Jácome, pela formação moral, é defensor das causas humanísticas e vem somando esforços conosco no Movimento Nacional em Defesa da Vida - Brasil Sem Aborto.
 
Em seu pronunciamento o Deputado irá lançar a proposta de criação da Frente Parlamentar em Defesa da Vida - Contra o Aborto na Assembléia Legislativa do RN, a exemplo das frentes existentes no Congresso Nacional e em alguns estados e municípios da federação.
 
É importante que estejamos presentes a este ato, para que a classe política, a imprensa e a sociedade de modo geral possam perceber nossa mobilização e a ênfase com que defendemos nossas idéias, desse modo estaremos pautando o assunto nos diversos espaços de discussão da sociedade potiguar e até nacional.
 
Vamos lá!!! Vamos levar faixas, cartazes, etc... manifestando nossa posição em relação a causa:
 
VIDA SIM... ABORTO NÃO.
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE DEFENDE A MORTE.
 
GOVERNO DA MORTE.
 
DIGA NÃO AO ABORTO.
 
POR UM BRASIL SEM ABORTO.
 
O MINISTÉRIO É DA SAÚDE OU DA MORTE?
 
POR UMA SOLUÇÃO INTELIGENTE PARA A GRAVIDEZ INDESEJADA.
 
Muita Paz em Jesus.
 
Cleber Costa (Coordenador do Comitê RN)
-------------
"Assim que é concebido, um homem é um homem" (Prof. Jerôme Lejeune, Pai da Genética Moderna).
 
========================================================
MOVIMENTO NACIONAL EM DEFESA DA VIDA - BRASIL SEM ABORTO
 

54. ) Zenobio Fonseca_ 06/05/2008   ALERTA:PROJETO DE LEI QUE LEGALIZA O ABORTO EM VOTAÇÃO DIA 07/05/2008  
 ALERTA URGENTE:
 
MOBILIZEM OS PARLAMENTARES DE SEU ESTADO E REGIÃO PARA VOTAR CONTRA ESTE PROJETO DE LEI QUE TRAMITA NA CÂMARA FEDERAL NA COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL.
 
É IMPORTANTE A APROVAÇÃO DO REQUERIMENTO Nº 172/08 DO ILUSTRE DEPUTADO (PRÓ-VIDA) HENRIQUE AFONSO, PARA QUE SEJA REALIZADO UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O INICIO DA VIDA.
 
 
 
PL 1135/91 (LEGALIZA O ABORTO NO BRASIL) SERÁ VOTADO PRÓXIMA QUARTA FEIRA DIA 07/05/2008
 
Conforme pode ser visto na pauta publicada este fim de semana pelo Congresso Brasileiro, na próxima quarta feira dia 7 de maio de 2008 será votado às 9:30 da manhã, na Câmara dos Deputados, o substitutivo do projeto de lei 1135/91, preparado em 2005 pela Comissão Tripartite organizada pelo governo Lula que, conforme compromisso apresentado repetidas vezes pelo governo brasileiro à ONU, pretende legalizar o aborto durante os nove meses da gravidez.
 
Entre vários outros documentos oficiais que atestam que a completa liberalização do aborto é parte do programa de governo do presidente
Lula, cabe recordar que em abril de 2005 o governo brasileiro declarava em documento apresentado à ONU que "o Governo do Brasil confia que o Congresso Nacional leve em consideração um dos projetos de lei que foram encaminhados até ele para que seja corrigido o modo repressivo com que se trata atualmente o problema do aborto".
 
[Segundo Relatório Periódico do Brasil ao Comitê de Direitos Humanos da ONU: http://www.ohchr.org/english/bodies/hrc/hrcs85.htm]
 
Em agosto de 2005 o governo Lula reconheceu, nas páginas 9 e 10 de outro documento entregue à ONU intitulado "Sexto Informe Periódico do Brasil ao Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher", o aborto como um direito humano da mulher e reafirma novamente diante deste organismo a decisão do governo de revisar a legislação punitiva do aborto:
 
"Falta muito por fazer em defesa e promoção dos direitos humanos no Brasil. De importância, mais especificamente na esfera dos direitos humanos da mulher, é a decisão do Governo de encarar o debate sobre a interrupção voluntária da gravidez. Com este propósito foi estabelecida uma Comissão Tripartite de representantes dos poderes executivo e legislativo e da sociedade civil, com a tarefa de examinar o tema e apresentar uma proposta para revisar a legislação punitiva do aborto".
 
[Para acessar este documento, abra o endereço http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/reports.htm role o documento até o ítem Brazil e clique em "Sixth periodic report"]
 
=========================================
 
COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA
 
 
53ª Legislatura - 2ª Sessão Legislativa Ordinária
 
LOCAL: Plenário 07 do Anexo II, HORÁRIO:
09h30min
 
PAUTA DE REUNIÃO ORDINÁRIA
 
DIA 07/05/2008
 
A - Requerimentos:
 
1 - REQUERIMENTO Nº 172/08 - do Sr. Henrique Afonso - que "requer a realização de uma Audiência Pública para discutir O Início da Vida Humana como Marco de Direitos Fundamentais".
 
B - Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário:
 
ORDINÁRIA
 
11 - PROJETO DE LEI Nº 1.135/91 - dos Srs. Eduardo Jorge e Sandra Starling - que "suprime o artigo 124 do Código Penal Brasileiro" (Apensado: PL 176/1995).
 
RELATOR: Deputado JORGE TADEU MUDALEN.
 
PARECER: pela rejeição deste, e do PL 176/1995, apensado.
 
Vista conjunta aos Deputados Dr. Pinotti, Dr. Talmir e Pastor Manoel Ferreira, em 21/11/2007.
 
Os Deputados Mário Heringer, Dr. Talmir, Pastor Manoel Ferreira, Dr. Pinotti, Osmânio Pereira e Elimar Máximo Damasceno apresentaram votos em separado.

= = =


Quinta feira, 8 de maio de 2008
 
A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA
VIDA HUMANA:
 
Quarta feira, dia 7 de maio de 2008, foi votado na Comissão de
Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados do Congresso
Brasileiro o substitutivo do projeto de lei 1135/91, elaborado
pela Comissão Tripartite organizada pelo governo do presidente Lula
em 2005 QUE TORNA O ABORTO TOTALMENTE
LIVRE, POR QUALQUER MOTIVO, DURANTE
TODOS OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ, DESDE
A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO.
 
Esperava-se uma maioria de votantes a favor da vida, e que a
votação fosse adiada a pedido dos deputados a favor do aborto.
 
EM VEZ DISSO, PORÉM, OS ADIAMENTOS
FORAM REJEITADOS, A VOTAÇÃO FOI
REALIZADA E O PROJETO FOI REJEITADO
PELA ESMAGADORA UNANIMIDADE DE 33
VOTOS CONTRA ZERO.
 
PORÉM AINDA PRECISAMOS DE SUA AJUDA
PARA DERRUBAR ESTE INFAME PROJETO.
 
O projeto seguirá nos próximos dias para a Comissão de
Constituição e Justiça, onde deverá ser votado novamente antes
que possa ser definitivamente arquivado.
 
O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO O MAIOR
ATAQUE JÁ DESENCADEADO CONTRA A
DIGNIDADE DA VIDA HUMANA QUE JÁ HOUVE
EM SUA HISTÓRIA.
 
Não se trata de uma evolução espontaneo do poensamento humano, o
qual, deixado a si mesmo, se dirigiria, como se vê claramente no
Brasil e em várias outras nações, ao reconhecimento do aborto, da
eutanásia e à destruição do respeito devido à sexualidade humana e
à familia como objetivos ultrapassados e próprios de tempos
bárbaros. O que está acontecendo é que duas dezenas de
organizações internacionais trabalham febrilmente desde os anos 50
para impor mundialmente a qualquer custo o aborto e outras
mostruosidades que, em seu conjunto, são chamadas de "cultura da
morte", sem as quais não se aceitaria o aborto.
 
O problema transcende o próprio Brasil e representa o coroamento de
investimentos estrangeiros de várias décadas que pretendem impor o
aborto não só ao Brasil como também a toda a América Latina e a
todo o mundo.
 
A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL
DESENCADEARÁ A APROVAÇÃO DESTA PRÁTICA
EM TODA A AMÉRICA LATINA, QUE TAMBÉM É
MAJORITARIAMENTE CONTRA O ABORTO.
 
É NECESSÁRIA AJUDA URGENTE.
 
Pede-se a leitura desta mensagem a qual, mesmo que seja longa, é
necessária para se poder entender como e até que ponto trabalham os
promotores da cultura da morte. Pedimos a divulgação do conteúdo
desta mensagem e principalmente que se escreva, que se enviem fax e que
se telefone aos deputados da Comissão de Seguridade Social e
Família da Câmara dos Deputados que votaram a favor da vida
agradecendo-os em nome do povo brasileiro por terem defendido a vida.
 
Alguns destes deputados pertencem também à Comissão de
Constituição e Justiça, a qual deverá votar novamente o mesmo
projeto.
 
LEIA E DIVULGUE ESTA MENSAGEM.
MANIFESTE SEU PENSAMENTO AOS
PARLAMENTARES DA CSSF.
 
No final da mensagem seguem os correios eletrônicos e os telefones dos
deputados da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara
dos Deputados do Brasil que votaram a favor da vida (todos os que
estavam presentes).
 
Você pode enviar diretamente uma mensagem, um fax ou telefonema aos
Deputados listados no final desta mensagem.
 
NO ENTANTO, TÃO OU ATÉ MAIS IMPORTANTE
DO QUE ISSO É QUE SE LEIA E ESTUDE TODO O
CONTEÚDO DESTA MENSAGEM A QUAL, MESMO
QUE SEJA LONGA, É NECESSÁRIA PARA SE
PODER ENTENDER COMO E ATÉ QUE PONTO
TRABALHAM OS PROMOTORES DA CULTURA DA
MORTE.
 
A imposição mundial da cultura da morte tem sido comparada com razão
a uma nova espécie de terrorrismo organizado. Uma rede de
organizações internacionais, pesadamente financiadas por fundações
sediadas no primiro mundo e trabalhando em conjunto, trabalha desde os
anos 50 para implantar a cultura da morte no globo, utilizando os
mais sofisticados recursos da tecnologia e das ciencias sociais e
políticas para impor o aborto, a eutanásia, a educação sexual
liberal e a destruição da família no mundo moderno.
 
A médio e longo prazo, não será possível contrapor-se a esta nova
forma de terrorismo apenas através de um email, um fax e um telefone.
 
É PRECISO O ESTUDO, O DEBATE E A
VEICULAÇÃO DE INFORMAÇÕES
CONSISTENTES E FUNDAMENTADAS, CAPAZES
DE ESTABELECER OS FUNDAMENTOS DE UMA
VERDADEIRA DEMOCRACIA.
 
Pedimos portanto o empenho de todos no estudo e na divulgação do
conteúdo desta mensagem.
 
Veja especialmente no ítem número 2 o histórico resumido dos
PRINCIPAIS FATOS SOBRE O ENVOLVIMENTO
DO GOVERNO BRASILEIRO COM A IMPOSIÇÃO
DO ABORTO e, no ítem número 3, as NOVAS
ESTRATÉGIAS DO GOVERNO PARA INTRODUZIR
O ABORTO NO BRASIL.
 
Continuaremos informando os acontecimentos aos que estiverem recebendo
esta lista.
 
Agradecemos profundamente o grandíssimo bem que todos estão ajudando
a promover. A humanidade toda lhes deve muito pela atenção que
tiverem dado a esta mensagem.
 
Alberto R. S. Monteiro
 
=============================================
 
NOTA:
 
Estou-lhe escrevendo esta mensagem porque seu e-mail foi-me passado
como sendo de alguém profundamente interessado na defesa da dignidade
da vida humana. Caso seu endereço me tenha sido passado por engano,
por favor, envie-me uma mensagem ao seguinte endereço e não tornarei
mais a escrever-lhe:
 
 
===========================================
 
LEIA A SEGUIR:
 
1. VOTAÇÃO DE QUARTA FEIRA DIA 7 DE MAIO
DE 2008
 
2. HISTÓRICO DO PROJETO DE LEI 1135/91
 
3. NOVAS ESTRATÉGIAS DO GOVERNO LULA
PARA INTRODUZIR O ABORTO NO BRASIL.
 
4. ENTENDA POR QUE O PL 1135/91
LEGALIZA O ABORTO DURANTE TODOS OS NOVE
MESES DA GRAVIDEZ.
 
5. TELEFONES E E-MAILS DOS DEPUTADOS DA
COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E
FAMÍLIA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
 
============================================
 
1. A VOTAÇÃO DE QUARTA FEIRA DIA 7 DE
MAIO DE 2008
 
============================================
 
Quarta feira, dia 7 de maio de 2008, foi votado na Comissão de
Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados do Congresso
Brasileiro o substitutivo do projeto de lei 1135/91, elaborado
pela Comissão Tripartite organizada pelo governo do presidente Lula
em 2005 QUE TORNA O ABORTO TOTALMENTE
LIVRE, POR QUALQUER MOTIVO, DURANTE
TODOS OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ, DESDE
A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO.
 
Esperava-se uma maioria de votantes a favor da vida, e que a
votação fosse adiada a pedido dos deputados a favor do aborto, os
quais suspeitavam que iriam perder a votação.
 
Houve, efetivamente dois pedidos de adiamento da votação por 10 e
mais sessões, os quais foram rejeitados. Na tentativa de adiar a
votação, foi também pedida uma quarta audiência pública com a
presença do Ministro da Saúde José Gomes Temporão, ao que o
presidente da Comissão respondeu que o ministro já havia sido
covidado várias vezes o ano passado e não quis vir. Consultado
poucos dias atrás novamente pela presidência da Comissão para
comparecer a uma audiência exclusiva, nas palavras do Deputado
Presidente Jeofran Frejat, o próprio Ministro afirmou que não
tinha intenção de comparecer.
 
Aparentemente o Ministro não quer apresentar-se em audiência na
Câmara porque, na tentativa de criar um clima favorável à
legalização do aborto, mentiu no ano passado repetidas vezes
afirmando à imprensa que havia milhares de mulheres por ano morrendo
por aborto provocado no Brasil. Mas não são milhares, como afirmou
Temporão à imprensa, nem 115, 152 ou 156, como foi
afirmado pela Ministra Nilcéia em documento oficial entregue à
ONU, mas 6, 7 e 11 por ano respectivamente em 2002,
2003 e 2004. A fonte é o Data SUS e o governo Lula sabe
disso.
 
O Ministro da Saúde mentiu com conhecimento de causa quando, a
serviço do governo e para criar um clima favorável à legalização do
aborto no Brasil, afirmou no dia 29 de março de 2007 à Folha
de São Paulo que milhares de mulheres morrem todos os anos no Brasil
por causa do aborto:
 
"Existe uma ferida aberta na sociedade brasileira", declarou o
Ministro, acrescentando imediatamente em seguida que "são milhares
de mulheres que morrem todos os anos por fazerem abortos em situações
inseguras. É um problema de saúde pública".
 
 
Estes números são falsos, e a equipe do governo sabe disso.
Segundo o Data Sus, 115, 152 e 156 são o número total de
mortes maternas anuais em 2002, 2003 e 2004 por gestações
que terminam em quaisquer tipos de aborto, incluindo aí os abortos
espontâneos, as rupturas de gestações tubárias, as molas
hidatiformes, os produtos anormais de concepção e os abortos não
esclarecidos.
 
As mortes por falhas de tentativa de aborto provocado, as únicas
realmente registradas como tais nos dados do DataSUS, foram,
respectivamente nestes anos de 2002, 2003 e 2004, em
número de 6, 7 e 11 mortes.
 
A importância destes dados merece que sejam conferidos. Para
conferir os verdadeiros dados do DataSUS, abra o site
www.datasus.gov.br, clique em INFORMAÇÕES DE
SAÚDE, depois clique em ESTATÍSTICAS VITAIS -
MORTALIDADE E NASCIDOS VIVOS, depois clique
novamente em ÓBITOS MATERNOS - DESDE 1996 e
selecione abaixo deste ítem a opção BRASIL POR REGIÃO
E UNIDADE DA FEDERAÇÃO. No quadro maior que se abre
selecione os seguintes campos:
 
Em Linha, selecione: CATEGORIA CID 10 [CID
significa Código Internacional de Doenças]
 
Em Coluna, selecione: TIPO CAUSA OBSTÉTRICA
 
Em Periodo, selecione: 2002 [depois 2003 e 2004]
 
Em Seleções disponíveis, selecione: GRUPO CID10 ->
GRAVIDEZ QUE TERMINA EM ABORTO
 
Se o Ministro Temporão se apresentasse em audiência na Câmara,
ele seria inevitavelmente confrontado com estes números e teria que
admitir que havia mentido à população brasileira.
 
Mais ainda, na terceira audiência pública realizada pela Câmara em
2007, a última antes daquela em que estaria presente o Ministro
Temporão, o Deputado Luiz Bassuma lançou uma denúncia
gravíssima contra o Ministro, que também não teria como explicar
adequadamente se se apresentasse diante dos deputados.
 
Na quarta feira dia 10 de outubro de 2007, realizou-se na
Câmara dos Deputados a terceira audiência pública para debater o
projeto de lei que extingue totalmente a figura do crime de aborto do
Código Penal.
 
O Deputado Luiz Bassuma questionou contundentemente o projeto e no
final, mencionando o Ministro da Saúde, denunciou:
 
"No programa televisivo Roda Viva da TV Cultura nosso Ministro
da Saúde fêz uma declaração grave, gravíssima. Eu tenho a fita
gravada em meu escritório. O Ministro da Saúde, José
Temporão, foi perguntado pelos jornalistas:
 
"Senhor Ministro, [se o aborto for legalizado], como o Brasil
terá condições de financiar [um milhão e meio de] abortos [que
dizem ser feitos todos os anos] se nos hospitais estão faltando
gazes, esparadrapos e os brasileiros em muitos locais não tem
condições de fazer até mesmo um simples exame de sangue?"
 
"Sabe o que o Ministro respondeu, senhor presidente?"
 
"SE O BRASIL LEGALIZAR O ABORTO, NÃO
FALTARÃO PARA ISSO RECURSOS
INTERNACIONAIS".
 
"Ele disse isso. Eu tenho a fita gravada. Isso é gravíssimo. É
gravíssimo, senhor presidente!"
 
Obviamente, nestas condições, o Ministro jamais se apresentará em
uma audiência pública para debater a questão do aborto. Além de
que seria obrigado a admitir haver mentido ao povo brasileiro
apresentando cifras fantásticas sobre mortalidade materna por aborto,
teria também que explicar quais são os recursos internacionais que ele
mencionou e com que o governo brasileiro conta para efetivamente
implantar o aborto no caso em que ele fosse aprovado.
 
Rejeitada a possibilidade da convocação de uma audiência com o
Ministro Temporão para adiar a votação, foram ainda colocados
outros argumentos mais engenhosos. Um dos deputados afirmou que a
Câmara está debatendo o aborto há mais de 16 anos e, como ele foi
eleito apenas há poucos anos, ainda não teve tempo de inteirar-se de
toda a discussão, pelo que recomendava o adiamento. Outros afirmavam
que havia projetos que estavam sendo discutidos na Câmara há mais de
vinte anos, e portanto não haveria motivo para que a votação fosse
adiada apenas porque a discussão já estava nos seus dezessete anos.
 
O deputado Pinotti voltou a mencionar, para justificar o projeto,
que houve diminuição do número de abortos nos países onde a prática
foi legalizada. O argumento, constantemente repetido pelos promotores
do aborto, é comprovadamente equivocado porque desconsidera os
inúmeros casos dos países, inclusive no primeiro mundo, como é o
caso da Inglaterra, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Nova
Zelância, Canadá, e vários outros, em que após a legalização
o número de abortos aumentou, continua aumentando ou até mesmo
explodiu, em vez de diminuir. Pinotti também colocou-se a favor do
adiamento da votação, sustentando que em todos os países do primeiro
mundo nunca o tema foi votado imediatamente, havendo ao contrário
sucessivas discussões até que se chegue a um plebiscito e,
finalmente, à aprovação da lei.
 
Em seguida, depois haverem sido rejeitados os sucessivos requerimentos
para adiar a votação, os deputados que já haviam apresentado seus
votos a favor retiraram-se do plenário, sendo substituídos pelos
respectivos suplentes.
 
REALIZADA A VOTAÇÃO, O PROJETO DE LEI
QUE LEGALIZARIA O ABORTO NO BRASIL,
DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO
PARTO, FOI REPROVADO POR UNANIMIDADE
DE 33 VOTOS CONTRA ZERO.
 
O noticiário da Câmara pode ser acessado nos seguintes links:
 
 
 
 
Os arquivos de aúdio de toda a sessão podem ser encontrados no site:
 
 
A notícia repercutiu amplamente na imprensa, onde praticamente todos
os jornais brasileiros noticiaram o ocorrido, embora sem maior
destaque.
 
No estrangeiro, merece menção o site de notícias Life News, o
qual, após comentar apresentar ao público americano as últimas
noticias da Câmara, terminou a matéria comentando o baixíssimo
índice de aprovação ao aborto no Brasil. O redator Steven Ertelt
comentou que os dados encontrados pelos institutos de pesquisas
brasileiros como os do IBOPE e Data Folha confirmam pesquisas
feitas no Brasil por empresas americanas como a realizada em 2006
pelo "Pew Research". Aparentemente até o momento esta pesquisa
não era do conhecimento dos brasileiros. Segundo Life News, o
Instituto Pew Research encontrou que em outubro de 2006
 
- 79% DOS BRASILEIROS ACHAVAM QUE O
ABORTO NÃO SE JUSTIFICA EM NENHUMA
HIPÓTESE.
 
- 16% ACHAVAM QUE JUSTIFICA-SE EM
ALGUNS CASOS EXCEPCIONAIS.
 
- SOMENTE 4% ACHAVAM QUE O ABORTO
JUSTIFICA-SE EM QUALQUER CASO.
 
Note-se que, segundo esta pesquisa o número dos que acham que o
aborto não se justifica em nenhum caso, somado com o número dos que
acham que o aborto se justifica apenas em casos excepcionais, tais como
o estupro ou risco de vida da mãe, REPRESENTAM UM
TOTAL DE 95% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, o
que está de acordo com os dados divulgados com o IBOPE em 2003
e 2005 que encontraram, respectivamente, uma taxa de aprovação
ao aborto em todo o Brasil de apenas 10% e 3%.
 
Pode-se conferir estes dados no endereço
 
 
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2. HISTÓRICO DO PROJETO DE LEI 1135/91
 
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O substitutivo do PL 1135/91 faz parte de um compromisso
oficial internacionalmente assumido pelo governo do presidente Lula de
legalizar totalmente o aborto no Brasil. Veja a cronologia de alguns
fatos importantes.
 
Não se esqueça que no Brasil, por incrível que isto possa parecer
diante dos fatos abaixo enumerados, a esmagadora maioria do povo
brasileiro é totalmente contrária à legalização do aborto e,
segundo os principais institutos de opinião pública, esta
reprovação está em contínuo aumento, ano após ano, pelo menos
desde 1994, tendo chegado ao seu ponto máximo no presente ano de
2008 e, ao que tudo indica, continuando a aumentar. O fenômeno
não é específico do Brasil e o mesmo está se verificando em outros
países do mundo. No Brasil o IBOPE realizou em 2003 uma
pesquisa de opinião onde era perguntado se o aborto deveria ser
permitido sempre que a mulher assim o decidisse, e foi encontrado um
núimero de apenas 10% do povo favorável à legalização da
prática. Este número depois desceu para somente 3% em 2005,
sefundo dados do mesmo IBOPE. Nos anos seguintes o Data Folha
mudou a pergunta e passou a perguntar às pessoas se achavam que o
aborto deveria continuar sendo um crime diante da lei, e encontrou-se
que em 2006 63% dos brasileiros respondiam que sim, porcentagem
que subiu para 65% em 2007 e agora em 2008 o número dos que
responderam afirmativamente subiu de novo para 68%. Sete em cada
dez brasileiros, segundo o Data Folha nos revela neste abril de
2008, querem que o aborto continue aser um crime e,
aparentemente, este número continua em crescimento.
 
O empenho alucinado do presidente Lula em promover o aborto nestas
condições deve-se aos fortes interesses internacionais que exigem a
imposição ao aborto e de todo o restante da cultura da morte, sem a
qual a mentalidade do aborto não poderia subsistir, não somente no
Brasil como em todo o mundo.
 
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1. DEZEMBRO 2004
 
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1. Em dezembro de 2004, o Presidente Lula assinou de próprio
punho o PLANO NACIONAL DE POLÍTICAS PARA
AS MULHERES, colocando entre as prioridades de seu governo a
legalização do aborto no Brasil. O documento ainda pode ser
encontrado no endereço
 
 
O plano estabelece à página 64 entre as prioridades do governo a de
número 3.6, pela qual pretende-se
 
"REVISAR A LEGISLAÇÃO PUNITIVA QUE
TRATA DA INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA
GRAVIDEZ. PROPOSTA MS/SPM 2005:
CONSTITUIR UMA COMISSÃO TRIPARTITE,
COM REPRESENTANTES DO PODER EXECUTIVO,
PODER LEGISLATIVO E SOCIEDADE CIVIL
PARA DISCUTIR, ELABORAR E ENCAMINHAR
PROPOSTA DE REVISÃO DA LEGISLAÇÃO
PUNITIVA QUE TRATA DA INTERRUPÇÃO
VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ".
 
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2. Abril 2005
 
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2. Em abril de 2005, o Governo Lula, em documento oficial
entregue à ONU, comprometeu-se internacionalmente a legalizar o
aborto no Brasil. Isto pode ser lido no documento chamado Segundo
Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e
Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU em
11 de abril de 2005, onde o governo Lula compromete-se a
legalizar o aborto no Brasil quando declara:
 
"Outro assunto que deve ser considerado é a questão dos direitos
reprodutivos. O atual governo brasileiro assumiu o compromisso de
revisar a legislação repressiva do aborto para que se respeite
plenamente o princípio da livre eleição no exercício da sexualidade
de cada um. O Código Penal brasileiro data de 1940. Apesar
das reformas que se introduziram, persistem algumas cláusulas
discriminatórias. O próprio Código estabelece duras penas para
quem aborta, exceto em casos de risco iminente para a mãe e nas
gestações frutos de estupro. A legislação brasileira ainda não se
ajustou à recomendação da Plataforma de Ação da Conferência
Mundial de 1995 sobre a Mulher, realizada em Pequim, na qual o
aborto foi definido como questão de saúde pública. O Governo do
Brasil confia que o Congresso Nacional leve em consideração um dos
projetos de lei que foram encaminhados até ele para que seja corrigido
o modo repressivo com que se trata atualmente o problema do aborto".
 
[Segundo Relatório Periódico do Brasil ao Comitê de Direitos
Humanos da ONU:
http://www.ohchr.org/english/bodies/hrc/hrcs85.htm]
 
Note que o compromisso aqui assumido não diz simplesmente que
deseja-se legalizar o aborto. O governo Lula afirma claramente à
ONU não que deseja legalizar, mas "corrigir o modo repressivo
con\m que se trata atualmente o prblema do aborto", isto é, revogar
todas as leis que penalizam o aborto e torná-lo por isso livre, sem
nenhuma lei penal ou repressiva em qualquer instância, em todos os
casos e em todos os tempos, como ficou claro em seguida.
 
------------------------------------
 
3. Agosto 2005
 
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3. Em agosto de 2005 o Governo Lula reconheceu junto à ONU
o aborto como direito humano, entregando ao Comitê do CEDAW o
documento intitulado "SEXTO INFORME PERIÓDICO DO
BRASIL AO COMITÊ DA ONU PARA A
ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO CONTRA A
MULHER" onde, às páginas 9 e 10, ele reconhece o aborto
como um direito humano da mulher e reafirma novamente diante da ONU
decisão do governo de revisar a legislação punitiva do aborto:
 
"As atividades que o Governo Federal brasileiro leva a cabo para
combater a desigualdade por motivo de gênero ou raça permitem apreciar
que ainda falta muito por fazer em defesa e promoção dos direitos
humanos no Brasil e, mais especificamente, na esfera dos direitos
humanos da mulher. De importância para este tema é a decisão do
Governo de encarar o debate sobre a interrupção voluntária da
gravidez. Com este propósito foi estabelecida uma Comissão
Tripartite de representantes dos poderes executivo e legislativo e da
sociedade civil, com a tarefa de examinar o tema e apresentar uma
proposta para revisar a legislação punitiva do aborto".
 
[Para acessar este documento, abra o endereço
http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/reports.htm role o
documento até o ítem Brazil e clique em "Sixth periodic report"]
 
Note-se que agora em agosto, mais ainda do que em abril, o Governo
Lula reconhecia diante da ONU que "a decisão de enfrentar o debate
sobre a interrupção voluntária da gravidez "pertence à defesa e à
promoção dos direitos humanos no Brasil e, mais especificamente, à
esfera dos direitos humanos da mulher". Isto já é mais di que
legalizá-lo ou simplesmente não puní-lo em nenhum caso. Não se
trata mais talvez de tolerar a prática do aborto como um mal
inevitável. O aborto é reconhecido agora como um bem e não apenas
como um direito entre todos, mas um direito dito direito humano, isto
é, um direito fundamental como aqueles que constam na Declaração
Universal da ONU de 1948. Este modo de ver as coisas, tão
claramente formulado e que decididamente não saíu da cabeça do
presidente Lula e nem, da cabeça de nenhum dos políticos
brasileiros, muda completamente o modo pelo qual toda a humanidade
considerou este tema até vinte anos atrás e, pressupõem,
necessariamente, como o veremos mais adiante, se se deseja realmente
implementar uma mudança social deste porte, uma mudança mais profunda
no próprio modo como deve ser concebida a sexualidade humana e a
família.
 
Deve-se notar também que da Comissão Tripartite, anunciada neste
documento entregue à ONU, que deveria ter representantes da
sociedade civil, o governo decidiu delibereadamente excluir todas as
pessoas e organizações que não estivessem completamente comprometidos
com a legalização do aborto, não obstante no Brasil 97% do povo
seja contra a legalização desta prática. Somente foram admitidos,
como representantes da sociedade civil, militantes de grupos a favor do
aborto ou outras pessoas publica e abertamente comprometidos com a sua
legalização. Não obstante, a imprenmsa e o governo sempre
declararam que todos os trabalhos estavam sendo organizados
democraticamente.
 
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4. Setembro 2005
 
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4. Em setembro de 2005 o Governo Lula entregou à Câmara dos
Deputados um projeto de lei que revoga todos os artigos do Código
Penal que definem como crime qualquer tipo de aborto, redefinindo a
prática como um direito e tornando-a legal durante toda a gravidez.
 
O projeto, sob uma aparente simplicidade de nove artigos que somente
revela todos os seus significados diante da análise dos especialistas,
era provavelmente a lei mais sofisticada sobre o tema que havia
aparecido até àquele ano na história recente, recolhendo todas as
novas orientações encaminhadas pela ONU e pelas organizações não
governamentais que se dedicam à imposição ao aborto e da cultura da
morte no mundo. Aparentemente o objetivo era fazer passar a lei no
Brasil sem despertar muita análise para depois exibí-lo ao primeiro
mundo como um exemplo a ser seguido. Tanto o governo como os seus
redatores procuraram esconder e inclusive negaram e negam até hoje,
contra todas as evidências e o parecer dos especialistas, que o
projeto legaliza o aborto por qualquer motivo durante todos os nove
meses da gravidez.
 
O projeto de lei passou a tramitar na Câmara sob a forma de
substitutivo do Projeto de Lei 1135/91, tendo como reatora a
deputada Jandira Feghali que a partir deste momento passou a ser a
principal aliada do governo no Legislativo na promoção do mesmo. A
Comissão de Seguridade Social e Família, onde seria votado o
projeto em dezembro de 2005 estava tecnicamente empatada naquele
momento entre deputados a favor da vida e a favor do aborto, e não foi
possível concluir a votação, adiada para o ano seguinte.
 
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5. Abril 2006
 
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5. Em abril de 2006 a descriminalização do aborto foi
oficialmente incluída pelo PT como diretriz do programa de governo
para o segundo mandato do Presidente Lula. O documento intitulado
"Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo",
oficialmente aprovado pelo Partido dos Trabalhadores no 13º
Encontro Nacional do PT ocorrido em São Paulo entre os dias 28
e 30 de abril de 2006, contém as seguintes diretrizes:
 
"Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo -
Eleição Presidencial de 2006:
 
[...]
 
35. As políticas de igualdade racial e de gênero e de promoção
dos direitos e cidadania de gays, lésbicas, travestis, transexuais e
bissexuais receberão mais recursos. O GOVERNO FEDERAL
SE EMPENHARÁ NA AGENDA LEGISLATIVA QUE
CONTEMPLE A DESCRIMINALIZAÇÃO DO
ABORTO".
 
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6. Setembro 2006
 
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6. Quatro dias antes do primeiro turno das eleições, em 27 de
setembro de 2006, o próprio Presidente Lula decidiu incluiu o
aborto em seu programa pessoal de governo para o segundo mandato.
Esperava-se este fato com certeza para 2007, mas não no final de
2006, exatamente quatro dias antes das votações. Dada a maciça
reprovação do público brasileiro à legalização do aborto e o
cuidado extremo que os demais candidatos tiveram durante todo o ano de
2006 em não mencionar o tema aborto em época de eleições, o que
aconteceu no dia 27 de setembro de 2006 foi simplesmente
inimaginável. Era visível que o próprio presidente foi sempre
cauteloso nos seus discursos em nunca mencionar também ele o tema
aborto. O que terá se passado em sua caneça, que outros motivos
teria tido para agir assim tão fora de contexto, ou simplesmente o que
teria acontecido, é uma coisa ainda hoje sem resposta.
 
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou na quarta
feira dia 27 um caderno de 24 páginas intitulado
 
"LULA PRESIDENTE: COMPROMISSO COM AS
MULHERES, PROGRAMA SETORIAL DE
MULHERES 2007 -2010",
 
onde, apesar da linguagem velada, REAFIRMA
INEQUIVOCAMENTE SEU COMPROMISSO EM
LEGALIZAR O ABORTO NO BRASIL. O documento
afirma que
 
"O Estado e a legislação brasileira devem garantir o direito de
decisão das mulheres sobre suas vidas e seus corpos. Para isso é
essencial promover as condições para o exercício da autonomia com
garantia dos direitos sexuais e direitos reprodutivos e de uma vida sem
violência. O Estado é para todas e todos, e deve dirigir suas
ações para a garantia de cidadania de todas as pessoas, ao invés de
se pautar por preceitos de qualquer crença ou religião".
 
[Lula Presidente: Compromisso com as Mulheres, pg. 16]
 
As próprias feministas reconhecem que o presidente está se
comprometendo inequivocamente com a legalização do aborto. Elas
apenas lamentam que Lula não tenha coragem de falar abertamente a
palavra aborto. Assim de fato escreveu Fernanda Sucupira, na Carta
Maio, cujo texto hoje não se encontra mais na Internet:
 
"Às vésperas das eleições, no entanto, as feministas lamentam que
nenhum candidato à presidência tenha se manifestado explicitamente
favorável à legalização da interrupção da gravidez indesejada.
Nesta quarta feira 27, o presidente Lula lançou em Brasília o
caderno temático "Compromisso com as Mulheres". No item que trata
de direitos reprodutivos, o documento diz que "o Estado e a
legislação brasileira devem garantir o direito de decisão das
mulheres sobre suas vidas e seus corpos. Para isso, é essencial
promover as condições para o exercício da autonomia". POR
MAIS QUE FIQUE CLARO QUE SE ESTÁ
FALANDO DE ABORTO, O TEXTO NÃO TRAZ
ESTA PALAVRA".
 
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7. O Legislativo em 2006.
 
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7. No ano de 2006, por tratar-se de um ano eleitoral, o PL
1135/91 não foi votado na Câmara dos Deputados. Nem sequer
se falou mais do assunto. A deputada Jandira Feghali, do Rio de
Janeiro, principal promotora do projeto, em sua tentativa de
eleger-se ao Senado silenciou todo o seu envolvimento histórico com a
questão do aborto e depois com a promoção do PL 1135. Em vez
disso apresentou-se como como a pessoa capaz de promover a indústria
naval no Estado de Rio Janeiro, onde se concentra o maior número de
estaleiros do Brasil. Um mês antes de da votação alguns cidadãos
do Rio de Janeiro decidiram distribuir pelas ruas da cidade folhetos
apresentando Jandira como a deputada relatora no Congresso da
legalização do aborto no Brasil. Jandira julgou que a iniciativa
era obra do Cardeal do Rio de Janeiro e acionou a Justiça
Eleitoral para entrar com ordem judicial na residencia do arcebispo
para procurar as provas que incriminariam o Cardeal Dom Eusébio
Scheid. Nada foi encontrado, mas o assunto passou à primeira
página dos jornais do Rio de Janeiro e, a menos de uma semana da
votação, Jandira passou da posição de evidente favoritismo na
prefer&encia dos eleitores para um segundo lugar, perdendo o cargo
para o seu adversário político, hoje o Senador Dornelles.
 
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8. O Legislativo em 2007
 
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8. Devido à saída da deputada Jandira Feghali de seu cargo como
deputada federal, a relatoria do projeto passou às mãos do Deputado
Jorge Tadeu Mudalen, também presidente em 2007 da Comissão de
Seguridade Social e Família. Após três audiências públicas, o
deputado reelaborou um parecer pedindo a reprovação do projeto. No
ano passado, em vez de um empate, havia uma ligeira maioria de
deputados a favor da vida na Comissão e, não se sabe bem por que
motivo, o projeto teve sua votação adiada para o ano de 2008.
 
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9. O Legislativo em 2008
 
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9. Este ano de 2008 a nova Comissão de Seguridade Social e
Família possui uma mais clara, mas ainda pequena, maioria de
deputados a favor da vida. O lobby profissional a favor do aborto
porém, pesadamente financiado por Fundações internacionais, está
presente, ativo e em funcionamento permanente no Congresso e pode
inverter a situação.
 
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3. NOVAS ESTRATÉGIAS DO GOVERNO LULA
PARA INTRODUZIR O ABORTO NO BRASIL.
 
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O governo federal percebe claramente que, devido à facilidade de
acesso à informação disponibilizada pelas novas tecnologias modernas
tais como a Internet e o surgimento de novas tecnologias médicas como
os últimos equipamentos de ultra-som que mostram com crescente
realismo o ambiente pré natal, a cada ano que se passa a aprovação
ao aborto diminui no Brasil. É cada vez mais evidente para todos que
existe vida humana antes do nascimento e que a legalização do aborto
baseia-se em idéias cientificamente ultrapassadas e insustentáveis no
mundo moderno, que somente continua a ser promovida por causa dos
pesados interesses políticos internacionais envolvidos na questão.
 
Por este motivo o Governo Lula, assim como se vê em outras nações
latino americanas, está introduzindo novas estratégias encaminhar a
legalização do aborto no Brasil. Na última semana de abril de
2008 acaba de realizar-se em Brasília a 1ª Conferência
Nacional de Juventude, um evenmto propositalmente preparado para ser
tão representativo dos jovens brasileiros quanto o era a Comissão
Tripartite preparada pelo governo em 2005, onde somente havia
profissionais da promoção do aborto e foram propositalmente excluídos
todos os que fossem a favor da vida. A 1ª Conferência Nacional da
Juventude começou a ser preparada pelo governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva em setembro de 2007, com a finalidade de
 
"IDENTIFICAR DESAFIOS E PRIORIDADES DE
ATUAÇÃO PARA O PODER PÚBLICO".
 
O evento foi realizado em conjunto com os grêmios e lideranças
estudantis após a coordenação haver enviado às escolas um kit
contendo documento-base do processo, cadernos temáticos e
orientações de como realizar as pré-conferências. Os documentos
finais elaborados pelo evento são absolutamente inverossímeis e
incompatíveis com o perfil conhecido dos estudantes brasileiros.
Segundo as resoluções e as propostas aprovadas pelos estudantes,
eles pedem ao governo
 
- IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
DE PROMOÇÃO DOS DIREITOS SEXUAIS E
DIREITOS REPRODUTIVOS
 
- LEGALIZAÇÃO DO ABORTO
 
- DIREITO DE ORIENTAÇÃO SEXUAL E DE
GÊNERO
 
- GARANTIA DE AUTONOMIA PARA JOVENS DE
AMBOS OS SEXOS E DIFERENTES
ORIENTAÇÕES SEXUAIS, (ISTO, ALÉM DA
MASCULINA E DA FEMININA)
 
- INCENTIVO DO APRENDIZADO AO RESPEITO
À LIVRE ORIENTAÇÃO AFETIVO-SEXUAL E DE
IDENTIDADE DE GÊNERO
 
- PROMOÇÃO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM
DESTAQUE PARA GAYS, LÉSBICAS,
BISSEXUAIS E TRAVESTIS
 
- CRIAÇÃO DE MATERIAL ESPECÍFICO DE
SEXO SEGURO PARA AS LÉSBICAS
 
- REVISÃO DO CURRÍCULO ESCOLAR PARA
GARANTIR O RECONHECIMENTO DE JOVENS
GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS E TRAVESTIS
 
- DEMOCRATIZAÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO
LAICA, NÃO
LESBOFÓBICA/HOMOFÓBICA/TRANSFÓBICA,
NÃO HETERONORMATIVA
 
- INCLUSÃO NAS GRADES CURRICULARES DAS
VÁRIAS SEXUALIDADES [ASSIM MESMO, NO
PLURAL] COMO DISCIPLINAS DE ENSINO
 
- PROMOÇÃO DE DIFERENTES MODELOS
ALTERNATIVOS DE FAMÍLIA
 
Estas propostas não condizem absolutamente com o perfil da população
nem da juventude brasileira. Em 2003 o governo brasileiro havia
feito, através de uma ONG que havia sido fundada pelo próprio
Lula antes de ser eleito presidente, uma pesquisa nacional sobre as
atitudes dos jovens no Brasil. A revista "ISTO É" teve acesso
à pesquisa e publicou em sua edição 1804 uma matéria sobre a
mesma. Na sua edição 1804 a pesquisa era tema da capa, sob o
título "Surpresa! A Juventude Brasileira é Careta". No
impressionante editorial, o diretor de Redação da ISTO É
afirmava que a pesquisa revelava que o jovem brasileiro era
 
"MUITO MAIS CONSERVADOR DO QUE OS
ESTEREÓTIPOS NORMALMENTE ACEITOS. A
MAIORIA É CONTRA O ABORTO. SÓ 20% SÃO A
FAVOR. ELES CONDENAM AS CAMPANHAS
FEITAS POR GRUPOS QUE DEFENDEM TEMAS
POLÊMICOS COMO A DESCRIMINALIZAÇÃO DA
MACONHA, A UNIÃO CIVIL ENTRE
HOMOSSEXUAIS E A LEGALIZAÇÃO DO
ABORTO: 58% DOS JOVENS OUVIDOS NÃO
GOSTAM DE NADA DISSO".
 
O editorial também afirmava que "a extensa pesquisa", em que haviam
sido ouvidos 3.500 brasileiros e brasileiras na faixa de 15 a
24 anos, tinha sido realizada pelo Instituto Cidadania, "uma
ONG fundada por Lula há quase 15 anos". Ademais, dizia
também o editorial,
 
"A PESQUISA PRETENDE SER UMA
CONTRIBUIÇÃO PARA POLÍTICAS PÚBLICAS E
ESTÁ SENDO ACOMPANHADA DE PERTO PELA
SECRETARIA GERAL DA PRESIDÊNCIA, QUE
PROMETE APROVEITAR SEUS RESULTADOS NA
FORMULAÇÃO DE PROGRAMAS".
 
 
Os resultados completos da pesquisa, anunciados pela ISTO É,
nunca mais foram publicados. O site web da pesquisa
(
www.projetojuventude.org.br) onde pode encontrar-se a primeira
parte da pesquisa, afirma que a pesquisa completa, onde seriam
encontrados os dados vistos pelos jornalistas da ISTO É, seriam
divulgados para o público no final de 2004. Esta promessa ainda
estava legível hoje em 2008. Mas nada foi publicado. De
2004 até hoje, por outro lado, o Data Folha tem constantemente
publicado que a reprovação ao aborto tem aumentado constantemente de
ano para ano desde 1994, e mais principalmente nestes três
últimos anos. O documento da 1ª Conferência da Juventude,
surgido na últim,a semana de abril de 2008, é absolutamente
inverossímil e é conseqüência do modo como o Partido dos
Trabalhadores organiza e seleciona os participantes destas
Conferências. As resoluções e as propostas apresentadas não
refletem a atitude dos estudantes brasileiros mas, em vez disso,
enquadram-se perfeitamente dentro dos compromissos assumidos pelo
líder do PT diante da ONU, especialmente no que diz respeito à
vontade de avançar em questões vinculadas à chamada "saúde
reprodutiva", artifício terminológico que os organismos
internacionais utilizam quando se referem à promoção do aborto ou à
sua simples e total legalização.
 
A técnica utilizada está sendo repetida em outros países da
América Latina e consiste em organizar eventos, congressos ou
conferências financiadas com fundos públicos nos quais se "pede" aos
governantes que levem à prática a planilha anti vida, anti família
que ordena a Nova Ordem.
 
Os governantes, para demonstrar "neutralidade" fazem declarações
prévias sobre o seu desacordo: "Eu sou católico" (Lula diante de
Bento XVI), mas em seguida avançam na direção que as grandes
fundações exigem sempre, entretanto, deixando assentado que "não
estão muito de acordo".
 
Observadores presentes à Conferência da Juventude realizada neste
final de abril em Brasília relatam que o evento contou com a presença
de uma série de ONGs financiadas externamente, especialmente o
Fundo de População da ONU, a Fundação Ford, a Federação
Internacional da Paternidade Planejada (IPPF), organização
cuja filial norte americana é proprietária de 20% das clínicas de
aborto dos Estados Unidos, a UNICEF, o Conselho Populacional
do Grupo Rockefeller e a Anistia Internacional, que agora luta não
mais apenas pelos direitos dos presos de consciência por motivos
políticos mas também para reconhecer o aborto como um dos direitos
fundamentais do homem. A Conferência obteve, ademais, especial
cobertura periodística da cadeia CNN de propriedade do magnata a
favor do aborto Ted Turner.
 
Em uma entrevista concedida por Lula no dia em que estava começando a
Primeira Conferência Nacional da Juventude, o presidente mostra
que já esperava os resultados da mesma para legitimar o seu programa de
governo. Perguntado pelo entrevistador sobre para que serviria a
primeira Conferência Nacional da Juventude, o presidente responde:
 
"Olha, esse encontro, Luciano, VAI SERVIR PARA A
GENTE DEFINIR MAIS UMA SÉRIE DE
POLÍTICAS SOCIAIS PARA A JUVENTUDE,
políticas de inclusão da juventude, JÁ COMBINADO COM
AS POLÍTICAS QUE NÓS TEMOS EM
ANDAMENTO. Primeiro, Luciano, é importante dar noção
para o povo brasileiro o que significa essa conferência. Ou seja,
essa conferência tem aproximadamente 2.280 delegados,
representando todos os estados, municípios e comunidades
tradicionais. Tudo que está sendo discutido na conferência foi
decidido pelos próprios jovens nos encontros preparatórios. O
objetivo principal: promover o direito à participação da juventude,
IDENTIFICAR DESAFIOS E PRIORIDADES
PARA QUE O PODER PÚBLICO POSSA ATUAR
JUNTO À JUVENTUDE BRASILEIRA. Eu penso que os
desafios deste encontro serão uma coisa extraordinária E QUE
ESSA CONFERÊNCIA VAI CARIMBAR
CONCRETAMENTE AS OBRIGAÇÕES DO ESTADO
BRASILEIRO PARA COM A JUVENTUDE
BRASILEIRA".
 
 
As "prioridades" estabelecidas pela "Conferência Nacional da
Juventude" podem ser consultadas nestes endereços:
 
 
 
 
 
 
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4. ENTENDA POR QUE O PL 1135/91
LEGALIZA O ABORTO DURANTE TODOS OS NOVE
MESES DA GRAVIDEZ.
 
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O projeto, apresentado pelo Governo Lula à Câmara no final de
2005, PROPÕE A LEGALIZAÇÃO TOTAL DO
ABORTO DURANTE TODOS OS NOVE MESES DA
GRAVIDEZ, DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O
MOMENTO DO PARTO.
 
No início do projeto, os artigos primeiro e segundo declaram que
 
"O Congresso Nacional decreta:
 
Art. 1º Toda mulher tem o direito à interrupção voluntária de
sua gravidez, realizada por médico e condicionada ao consentimento
livre e esclarecido da gestante.
 
Art. 2º Fica assegurada a interrupção voluntária da gravidez
até doze semanas de gestação",
 
o que, enganosamente, induz o leitor desavisado a crer que o aborto
será legal apenas durante as doze primeiras semanas de gravidez.
 
Porém, depois de vários outros artigos, quando o projeto se
encerra, seu último artigo declara que
 
"Art. 9º Revogam-se os arts. 124, 126, 127 e 128
do Código Penal".
 
Somente um advogado penalista sabe de memória o que são estes
artigos, o que faz com que o cidadão comum não perceba o verdadeiro
propósito do projeto. Consultando o Código Penal, porém,
qualquer pessoa poderá constatar que os artigos 124, 126,
127 e 128 do Código Penal são todos os dispositivos legais que
tipificam o aborto como crime. Revogando estes artigos, qualquer
aborto deixará de ser crime, por qualquer motivo e em qualquer
circunstância, desde a concepção até o momento do parto.
 
Na audiência pública realizada na Câmara no dia 22 de novembro de
2005, o ex Procurador Geral da República, o Dr. Cláudio
Fonteles, denunciou claramente esta armadilha diante dos
representantes da imprensa e dos deputados presentes, dizendo do
projeto anterior que:
 
"Há uma grave incoerência neste projeto. No artigo segundo está
sendo afirmado que a interrupção voluntária da gravidez está
assegurada até a décima segunda semana, de onde que está sendo
pretendido que o aborto seria permitido até os três meses. Mas no
artigo nono deste mesmo projeto permite-se o aborto até a ruptura do
saco amniótico, o que para nós no Direito significa o momento do
homicídio e não mais o momento do aborto. Como? Vejam o que está
escrito no artigo nono: "Revogam-se os artigos 124, 126,
127 e 128 do Código Penal". O que acontece então? Com
este artigo o aborto cessa de configurar crime no Brasil. Não se
pode dizer, como está sendo insistido, que com este projeto somente
se permite o aborto até o terceiro mês. Definitivamente não! Com
esta redação do artigo nono pode-se fazer o aborto no oitavo mês,
pode-se fazer o aborto até na véspera do nascimento, pode-se
fazê-lo e não será mais crime".
 
Um comentário apresentado à imprensa, mas publicado apenas no
Diário do Comércio de São Paulo, por um famoso professor de
Filosofia brasileiro atualmente lecionando em Washington, que ainda
pode ser lido na Internet afirmava que:
 
"O projeto derroga todos os artigos do Código Penal que classificam
o aborto como crime. Como no texto eles são citados apenas por
número, sem menção ao seu conteúdo, o público não atina de
imediato com a importância de sua revogação. E o fato é que,
cancelada a vigência desses artigos, nenhum aborto será crime, mesmo
praticado depois de doze semanas de gravidez, mesmo praticado cinco
minutos antes do parto, mesmo praticado em bebês completamente
formados e sãos. A redação mesma da lei foi obviamente calculada
para que o público e os próprios parlamentares, acreditando aprovar
uma coisa, consentissem em outra completamente diversa. O engodo vem
ainda reforçado pela propaganda, que alardeia a permissão limitada,
bem como pela totalidade da mídia cúmplice que esconde da população
o sentido real do projeto. NÃO SE CONHECE EXEMPLO
DE TAMANHA VIGARICE LEGISLATIVA EM
TODA A HISTÓRIA DO DIREITO UNIVERSAL.
TALVEZ AINDA MAIS DEPLORÁVEL QUE O
FENÔMENO EM SI É A PLACIDEZ INDIFERENTE
COM QUE OS "FORMADORES DE OPINIÃO"
ASSISTEM A ESSA COMPLETA DEGRADAÇÃO DO
SENTIDO MESMO DA ORDEM JURÍDICA".
 

55. Derrota esmagadora para os militantes pró-aborto
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/jan/08012805.html Derrota esmagadora para os militantes pró-aborto no Brasil
Comissão legislativa derrota, em votação unânime, a descriminalização do aborto
Matthew Cullinan Hoffman
 
BRASÍLIA, 8 de maio de 2008 (LifeSiteNews.com) — Numa vitória impressionante para o movimento pró-vida na América Latina, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados do Brasil rejeitou unanimemente uma lei que descriminalizaria o aborto. Os militantes pró-aborto vinham lutando em prol dessa lei desde 1991.
 
Os dois deputados pró-aborto da comissão se retiraram em protesto sem votar, deixando os deputados restantes rejeitarem a legislação por 33 a 0.
 
Os membros da comissão se abraçaram em lágrimas enquanto os militantes pró-aborto na audiência gritavam palavras pesadas contra eles e contra a Igreja Católica, que este ano iniciou uma campanha intensa para proteger o direito à vida.
 
A campanha, junto com importantes iniciativas dos evangélicos, resultou num aumento dramático no sentimento pró-vida no Brasil. Uma recente pesquisa de opinião pública revelou que 68% dos brasileiros agora se opõem à liberalização do aborto. No ano passado, eram 63%.
 
A legislação, que é conhecida como PL 1135/91, será em seguida considerada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, onde a expectativa é de que será rejeitada. O texto elimina penalidades criminais para o aborto. Outros projetos de lei que descriminalizam o aborto também estão em andamento no Congresso Nacional.
 
O voto representou uma derrota esmagadora para os militantes pró-aborto no Brasil, e em particular para o Ministro da Saúde de Lula, José Gomes Temporão. Temporão vem buscando desviar a atenção da questão dos direitos humanos do feto ao redirecionar o debate como questão de "saúde pública" devido aos perigos que ele alega estão associados aos abortos ilegais.
 
Aparentemente sentindo sua derrota inevitável, Temporão não testificou diante da comissão e em vez disso enviou representantes. Ele usou linguagem diplomática para denunciar a decisão, afirmando que a atual abordagem legal para com o aborto não foi realista e resultaria em "fracasso".
 
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
 
Fonte: LifeSiteNews
- -
Deus é Fiel
 
"A batalha é do homem, mas a vitória é de Deus"
 
graça e paz
Zenóbio _ Niterói-RJ

56. STF PRETENDE CRIAR JURISPRUDENCIA PARA LIBERAR ABORTO 26/05/2008 ...

Sábado, 24 de maio de 2008
 
A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA
VIDA HUMANA:
 
Conforme mensagem divulgada ontem pela Situação da Defesa da
Vida, o Supremo Tribunal Federal irá retomar quarta feira dia 28
de maio de 2008 o julgamento da Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADIN) 3510, sobre a
constitucionalidade das pesquisas com embriões no Brasil.
 
Se prevalecer o voto do Ministro Relator, como explicado mais
adiante, a sentença se tornará jurisprudência para a
IMEDIATA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO
BRASIL ATRAVÉS DA VIA JUDICIAL.
 
SEGUNDO OS MINISTROS DO STF ESTE SERIA
O JULGAMENTO DO SÉCULO, MAS JÁ TEM TUDO
PARA TORNAR-SE O ESCÂNDALO DO SÉCULO.
 
A imprensa informa que os ministros, contrariamente ao que costuma
acontecer no STF, tem pressa em dar a sentença e uma pequena
maioria inclina-se a permitir as pesquisas com embriões e a aprovar o
voto do Ministro Relator.
 
Conforme mostra o texto do voto do relator da ação, Ministro
Carlos Ayres de Britto, a sentença baseia-se fundamentalmente no
pressuposto que os embriões congelados são inviáveis. Conforme
afirmou o Ministro,
 
"ESTÁ HAVENDO UMA SUPERVALORIZAÇÃO DO
PAPEL DO EMBRIÃO. NÃO HÁ ASSASSINATO. O
EMBRIÃO IN VITRO, ENTREGUE A SI MESMO,
NA GÉLIDA SOLIDÃO DO SEU CONFINAMENTO,
NÃO TEM A MENOR CONDIÇÃO DE EVOLUIR
PARA A FORMAÇÃO DE UMA VIDA
VIRGINALMENTE NOVA".
 
 
Esta opinião, sobre a qual se baseará a substância das sentenças,
totalmente errônea e até a presente semana unânime entre os
Ministros, deve-se ao depoimento dos cientistas favoráveis às
pesquisas com embriões os quais, OU IGNORAVAM OS
FATOS CIENTÍFICOS ELEMENTARES DO SEU
PRÓPRIO OFÍCIO, OU MANIPULARAM
DESCARADAMENTE A OPINIÃO PÚBLICA AO SE
APRESENTAREM NA AUDIÊNCIA PÚBLICA
OCORRIDA NO STF EM MARÇO DO ANO
PASSADO, CONFORME MOSTRA
MANIFESTAMENTE O RELATÓRIO QUE ESTÁ
SENDO DIVULGADO ESTA SEMANA PELOS
DEPUTADOS DA FRENTE PARLAMENTAR EM
DEFESA DA VIDA, FAZENDO CRER AOS
MAGISTRADOS EXATAMENTE O OPOSTO
DAQUILO QUE NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS É
CONHECIDO ATÉ MESMO PELO COMUM DOS
CIDADÃOS.
 
Poderemos crer que tudo não passou de um lamentável engano se eles
pedirem desculpas pelos desinformação veiculada e admitirem
publicamente, diante dos magistrados e antes do pronunciamento da
sentença, que realmente não sabiam da verdade dos fatos sobre os
quais se apresentaram diante do público como especialistas.
 
A técnica foi utilizada na semana passada na Inglaterra com a qual
conseguiu-se fazer o Parlamento Britânico aprovar, na segunda feira
19 de maio de 2008, a clonagem de embriões simultanemente
humanos e animais.
 
[Para saber mais sobre as denúncias de manipulação da opinião
pública e a recente legalização na Inglaterra da clonagem de
embriões simultaneamente humanos e animais leia este boletim :
 
 
O relatório que começou a ser divulgado esta semana pelos deputados
federais, evidenciando como se manipula a verdade no Brasil não só
para a opinião pública mas até mesmo para Ministros da Suprema
Magistratura foi publicado pela Comissão Diocesana em Defesa da
Vida de Taubaté. Uma cópia da parte principal do documento pode
ser encontrada em
 
 
O documento cita numerosos trabalhos científicos de primeira linha e
vários outros artigos originais que mostram claramente que no mundo
desenvolvido é amplamente sabido que os embriões congelados são tão
viáveis quanto os embriões frescos e que, quando implantados no
útero materno, não importando o número de anos durante os quais
foram criopreservados, produzem a vida, sem qualquer diferença,
tanto uns quanto outros, mesmo depois de três, cinco, sete, oito,
doze e até treze anos. Os trabalhos científicos publicados
internacionalmente são unânimes em afirmar que não há limite
conhecido para o tempo com que é possível armazenar sob congelamento
um embrião. Não se conhece nenhum caso de embrião que ao ser
descongelado tivesse apresentado malformações devido ao tempo em que
permaneceu armazenado. Milhares já nasceram em todo o mundo. Os
protocolos das clínicas de fertilização assistida afirmam em
uníssono que "NÃO EXISTEM EVIDÊNCIAS QUE O
PROCESSO DE CONGELAMENTO SEJA
PREJUDICIAL À CAPACIDADE DO EMBRIÃO
DESENVOLVER-SE EM UM BEBÊ NORMAL". Nos
Estados Unidos existem agências especializadas na adoção de
embriões congelados e centenas destes embriões, a maioria congelados
por mais bem mais de três anos e hoje já nascidos, freqüentam as
escolas e inclusive participam ativamente, junto com os seus pais, de
campanhas contra a experimentação de embriões que não lhes teria
permitido existirem.
 
Só não sabiam disso os principais cientistas brasileiros, que assim
testemunharam diante dos Ministros:
 
"PARA QUE PRESERVAR ESTES EMBRIÕES
CONGELADOS MESMO SABENDO QUE A
PROBABILIDADE DE GERAR UM SER HUMANO É
PRATICAMENTE ZERO?"
 
[Mayana Zatz, pesquisadora da USP]
 
"A TÉCNICA DE CONGELAMENTO DEGRADA OS
EMBRIÕES. ELA DIMINUI A VIABILIDADE
DOS EMBRIÕES. A MAIORIA DAS CLÍNICAS DE
FERTILIDADE NÃO GOSTA DE USAR EMBRIÕES
CONGELADOS. SABE-SE QUE A VIABILIDADE
DOS EMBRIÕES CONGELADOS HÁ MAIS DE TRÊS
ANOS É MUITO BAIXA, PRATICAMENTE NULA E
A MAIORIA DAS CLÍNICAS REJEITAM O
TRANSPLANTE OU O IMPLANTE DESTES
EMBRIÕES".
 
[Ricardo Santos, pesquisador titular da Fundação Osvaldo Cruz]
 
A Frente Parlamentar em Defesa da Vida, presidida pelo Deputado
Luiz Bassuma e que tem como membros 200 Deputados Federais e 20
Senadores, ao tomar conhecimento do documento, acaba de protocolar
esta sexta feira dia 23 de maio junto ao STF uma cópia do mesmo
para cada Ministro do STF e convocou uma Audiência Pública na
Câmara dos Deputados em Brasília para denunciar publicamente estes
fatos.
 
A AUDIÊNCIA PÚBLICA OCORRERÁ NO
PLENÁRIO 12 DO ANEXO 2 DA CÂMARA DOS
DEPUTADOS EM BRASÍLIA ÀS 16:30 DO DIA
27 E CONTARÁ COM A PRESENÇA DE MEMBROS
DA COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA,
CIENTISTAS DE RENOME, O SUB PROCURADOR
GERAL DA REPÚBLICA DR. CLÁUDIO
FONTELES E DIVERSOS POLÍTICOS MEMBROS
DA FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA
VIDA.
 
[Se você mora em Brasília, compareça à Audiência Pública no
Congresso Brasileiro. Baixe aqui o seu convite:
 
 
MAS HÁ ALGO PIOR DO QUE TUDO ISSO: O
JULGAMENTO DO STF SERÁ UTILIZADO PARA
LEGALIZAR O ABORTO NO BRASIL PELA VIA
JUDICIÁRIA.
 
Conforme explicado abaixo pelo boletim do SDV, o tema transcende a
questão das células tronco porque, com base nesta sentença, o
Ministro Relator Carlos Britto pretende sustentar e inaugurar uma
nova jurisprudência segundo a qual, contrariamente à doutrina
defendida até hoje pela quase totalidade dos juristas brasileiros, A
CONSTITUIÇÃO DEFENDERIA A VIDA COMO
DIREITO SOMENTE APÓS O NASCIMENTO.
 
Isto é, no entendimento do Ministro, antes do nascimento a
Constituição não reconheceria o direito à vida. Portanto, punir
o aborto como um crime, durante os todos os nove meses da gravidez,
poderia ser julgado inconstitucional.
 
Nas palavras do voto do próprio Ministro, mais adiante no decorrer
desta mensagem citadas de modo mais amplo,
 
"TRATA-SE DE UMA CONSTITUIÇÃO QUE
SOBRE O INÍCIO DA VIDA HUMANA,
PERMITO-ME O TROCADILHO, É DE UM
SILÊNCIO DE MORTE. A NOSSA MAGNA CARTA,
QUANDO FALA DA DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA, É SEMPRE DE UM SER HUMANO JÁ
NASCIDO".
 
Portanto, caso seja aprovado pelos seus colegas do STF, o voto do
Ministro Carlos Ayres de Brito se tornará jurisprudência que
poderá ser utilizada pelas organizações a favor do aborto para a
IMEDIATA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO
BRASIL ATRAVÉS DA VIA JUDICIAL.
 
As organizações que no Brasil, contra a posição da esmagadora
maioria do povo, lutam para legalizarem o aborto, já ultrapassam as
duas centenas, e são pesadamente financiadas por Fundações norte
americanas que trabalham para a implantação do aborto em todo o
mundo. Estas organizações já compreenderam que no Brasil, onde
segundo o IBOPE 97% do povo é contra a legalização do
aborto, não será possível legalizar este crime através do Poder
Legislativo.
 
ELAS AGUARDAM A APROVAÇÃO DO VOTO DO
MINISTRO CARLOS BRITTO PARA ENTRAR COM
UMA AÇÃO EXIGINDO POR VIA JUDICIAL A
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL.
 
PEÇO, PORTANTO, QUE ENVIEM UM FAX OU
FAÇAM UM TELEFONEMA AOS MINISTROS DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E PEÇAM-LHES
QUE TOMEM CONHECIMENTO DO RELATÓRIO
QUE ESTÁ SENDO DIVULGADO PELOS
DEPUTADOS DA FRENTE PARLAMENTAR EM
DEFESA DA VIDA.
 
Os embriões humanos congelados são viáveis e, como afirma o
relatório,
 
"SE ELES PODEM PRODUZIR A VIDA, DEVEM
PRODUZIR A VIDA".
 
O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO O MAIOR
ATAQUE JÁ DESENCADEADO CONTRA A
DIGNIDADE DA VIDA HUMANA QUE JÁ HOUVE
EM SUA HISTÓRIA.
 
Não se trata de uma evolução espontanea do pensamento humano, como
se ele, deixado a si mesmo, se dirigisse por uma evolução natural ao
reconhecimento do aborto, da eutanásia e à destruição do respeito
devido à sexualidade humana e à familia. O que está acontecendo é
que duas dezenas de organizações internacionais trabalham febrilmente
desde os anos 50 para impor mundialmente a qualquer custo o aborto e
outras mostruosidades que, em seu conjunto, são chamadas de "cultura
da morte", sem as quais não se aceitaria o aborto.
 
O problema transcende o próprio Brasil e representa o coroamento de
investimentos estrangeiros de várias décadas que pretendem impor o
aborto não só ao Brasil como também a toda a América Latina e a
todo o mundo.
 
A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL
DESENCADEARÁ A APROVAÇÃO DESTA PRÁTICA
EM TODA A AMÉRICA LATINA, QUE TAMBÉM É
MAJORITARIAMENTE CONTRA O ABORTO.
 
É NECESSÁRIA AJUDA URGENTE.
 
Pede-se a leitura desta mensagem a qual, mesmo que seja longa, é
necessária para se poder entender como e até que ponto trabalham os
promotores da cultura da morte e por consequência, para saber como
defender-se. Pedimos a divulgação do conteúdo desta mensagem e
principalmente que se escreva, que se enviem fax e que se telefone aos
ministros do Supremo Tribunal Federal.
 
DEVE-SE LEMBRAR QUE A TODOS OS
MINISTROS, SEJA QUAL FOR A SUA POSIÇÃO
PESSOAL, DEVE-SE O MAIOR RESPEITO EM
QUAISQUER CIRCUNSTÂNCIAS. TELEFONANDO
OU ESCREVENDO SEJA SEMPRE EDUCADO AO
EXTREMO MAS NÃO DEIXE DE MANIFESTAR
CLARAMENTE SEU PONTO DE VISTA.
 
NO ENTANTO, TÃO OU ATÉ MAIS IMPORTANTE
DO QUE ISSO É QUE SE LEIA E ESTUDE TODO O
CONTEÚDO DESTA MENSAGEM A QUAL, MESMO
QUE SEJA LONGA, É NECESSÁRIA PARA SE
PODER ENTENDER COMO E ATÉ QUE PONTO
TRABALHAM OS PROMOTORES DA CULTURA DA
MORTE.
 
A imposição mundial da cultura da morte tem sido comparada com razão
a uma nova espécie de terrorrismo organizado. Uma rede de
organizações internacionais, pesadamente financiadas por fundações
internacionais e trabalhando em conjunto, amplia-se a trabalha desde
os anos 50 para implantar a cultura da morte no mundo, utilizando os
mais sofisticados recursos da tecnologia e das ciencias sociais e
políticas para impor o aborto, a eutanásia, a educação sexual
liberal e a destruição da família no mundo moderno.
 
A médio e longo prazo, SERÁ PRECISO O ESTUDO, O
DEBATE E A VEICULAÇÃO DE INFORMAÇÕES
CONSISTENTES E FUNDAMENTADAS PARA
ESTABELECER OS FUNDAMENTOS DE UMA
VERDADEIRA DEMOCRACIA.
 
Continuaremos informando os acontecimentos aos que estiverem recebendo
esta lista.
 
Agradecemos profundamente o grandíssimo bem que todos estão ajudando
a promover. A humanidade toda lhes deve muito pela atenção que
tiverem dado a esta mensagem.
 
Alberto R. S. Monteiro _ STF PRETENDE CRIAR JURISPRUDENCIA PARA LIBERAR ABORTO 26/05/2008
 

57. ) 31/05/2008 _ Lobby das CTE comemora vitória no STF   
 
 
Texto de uma ativista pró-legalização das pesquisas com células-tronco embrionárias (CTE), publicado no CMI-Brasil -
http://www.midiaindependente.org , mostrando o método por ela utilizado para fazer sua campanha. A autora publica freqüentemente artigos no site Brasil Wiki - http://www.brasilwiki.com.br , onde qualquer pessoa pode se cadastrar e enviar textos. Seria interessante que pessoas que defendem as causas da família, da vida, do Cristianismo e da liberdade de expressão e de religião fizessem o mesmo, isto é, também se cadastrassem lá para publicar artigos.
 
 
 
STF conclui julgamento histórico: Vitória da Vida
 

Por Mirna Cavalcanti de Albuquerque P. da Cunha 30/05/2008 às 18:32
 
Versa sobre o julgamento pelos STF da ADIN impetrada pelo ex-procurador-geral da República . O Pretório Excelso considerou constitucionais o artigo quinto da Lei de Biossegurança , que permite o prosseguimento dos estudos com as células-tronco embrionárias.
 

Ave, Tribunal-Maior!
 
Finalmente, após longa, angustiante e até mesmo desnecessária espera, o Supremo Tribunal Federal julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) impetrada pelo então procurador-geral da República, Claudio Fontelles.
 
Ocorre que as pesquisas com as células tronco-embrionárias foram suspensas por encontrar-se "sub-judice" o quinto artigo da Lei 11.105, de 25 de março de 2005, que, consoante sua ementa:
 
"Regulamenta os incisos II, IV e V do § 1o do art. 225 da Constituição Federal, estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados - OGM e seus derivados, cria o Conselho Nacional de Biossegurança - CNBS, reestrutura a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, dispõe sobre a Política Nacional de Biossegurança - PNB, revoga a Lei no 8.974, de 5 de janeiro de 1995, e a Medida Provisória no 2.191-9, de 23 de agosto de 2001, e os arts. 5o, 6o, 7o, 8o, 9o, 10 e 16 da Lei no 10.814, de 15 de dezembro de 2003, e dá outras providências."
 
Tendo em vista a importância dos estudos desenvolvidos com as células mencionadas retro, por representarem probabilidade de um futuro com melhor qualidade de vida (ou mesmo cura) para pacientes de diversas doenças para as quais no momento só há tratamentos paliativos, iniciei uma "campanha pessoal" no sentido de não só tornar o assunto mais conhecido para os leigos, como mostrar aos ministros do Pretótio Excelso, o quanto a Nação esperava - e dependia de sua decisão.
 
Escrevi para o BrasilWiki!( www.brasilwiki.com.br ), nesta linha de raciocínio, diversos artigos, a saber:
 
Em defesa da vida (04/05)
Escreva para os ministros do STF (04/03)
Pela vida, STF ! (06/03)
Esclerose múltipla (10/03)
Lei da vida: escrevam aos mMinistros ! (14/03)
Pedido de vista ou perdido de vista? (16/03)
É Hora de pressionar (09/04)
A igreja ou a vida?" (18/04)
Em defesa da vida de quem tem vida (27/05).
 
E também postei artigo de colega gaúcho : "Julgamento sobre as células tronco é suspenso com empate de quatro votos" (29/05).
 
Esses artigos, eu os enviava para amigos, conhecidos, médicos (brasileiros e estrangeiros - entre os quais diversos professores universitários), políticos em geral, bem como para os onze ministros que compõem nosso Tribunal Maior. Essas pessoas, por sua vez, se achassem por bem, enviavam-nos às pessoas de suas listas de endereços. Nasceu, assim, uma corrente de energia extremamente positiva.
 
Tudo isso iniciou-se em 4 de maio - um dia antes, portanto, do julgamento da ADIN, com a leitura do voto pelo relator do processo em tela, ministro Ayres Britto. Aquele ministro e sua laboriosa equipe haviam se debruçado sobre os livros. O voto foi de tal forma abrangente e profundo que praticamente exauriu a matéria. O ministro em questão não acolheu o pedido de inconstitucionalidade do artigo quinto da Lei de Biossegurança.
 
Mal havia ele terminado a leitura de seu voto e o ministro Carlos Alberto Direito pediu vistas ao processo. Antes, porém, que tal lhe fosse concedido, Ellen Gracie, então ministra presidente daquela Corte Máxima, votou no mesmo sentido do ministro-relator e discorreu sobre a clara constitucionalidade do artigo da lei frente às Normas Constitucionais vigentes.
 
Passados bem mais de dois meses, após o processo retornar à Casa, a 28 deste mês, foi o mesmo a plenário para continuar a votação que só terminou no dia seguinte, 29.
 
Todos os votos (inclusive os dos demais ministros que apoiavam a ADIN impetrada por Fontelles), foram excelentes: verdadeiras aulas magnas de Direito Constitucional e BioCiência.
 
Ayres Britto, Ellen Gracie, Carmem Lúcia, Marco Aurélio Mello, Celso Mello e Joaquim Barbosa foram os ministros que votaram ampla e irrestritamente pela constitucionalidade do artigo quinto da Lei 11.105. A maioria estava alcançada, já que são onze os ministros.
 
Os demais acolheram parcialmente, pois fizeram observações restritivas a egixir inúmeros e desnecessários procedimentos burocráticos, o que retardaria toda e qualquer pesquisa nova a ser iniciada.
 
Para os brasileiros, em 29 de maio de 2008 termina o ciclo da dúvida e se reinicia o das pesquisas. Uma nova era se inicia com este histórico julgamento.
 
Agradeço ao BrasilWiki! por ter sempre atendido aos meus apelos.
 
Agradeço a todos que escreveram aos ministros.
 
Agradeço até mesmo aos que postaram comentários negativos, pois assim fizeram com que a verdade se realçasse de per si.
 
Agradeço, principalmente, aos amigos que comentavam as matérias, contribuindo, assim, com seus pensamentos sobre as mesmas.
 
Agradeço, outrossim, aos ministros que se posicionaram a favor da ação de Fontelles, pois se portaram com a dignidade e mesmo a sabedoria que deles se esperava.
 
Acima e além, agradeço a Deus, por ter orientado os ministros todos, principalmente os seis acima nomeados.
 
É chegada a hora de a esperança poder renascer nos corações de criaturas que sobrevivem passando por tratamentos paliativos, às vezes dolorosos e caríssimos, mas que não lhes podem curar: apenas minorar as dores ou mesmo seqüelas das doenças ainda tidas como incuráveis.
 
Sabemos que os resultados científicos com respeito às células tronco-embrionárias ainda não foram consolidados. Assim, salvo um milagre, há, por certo, um longo caminho a ser percorrido. Não importa. Há de ficar na memória da nação brasileira este julgamento. Dia em que o primeiro passo foi dado em uma estrada iluminada pela radiosa luz da esperança.
 
Clicando no sítio abaixo pode ser lida a Lei de Biossegurança na íntegra, bem como relação, em ordem cronológica de nomeação, dos ministros de nossa Excelsa Corte.
 
 
Celso de Mello - o decano dos ministros, nomeado por José Sarney em 1989 (*1945. Expectativa máxima como ministro: 2014)
 
Marco Aurélio de Mello - nomeado por Fernando Collor em 1990 (*1946. Expectativa máxima como ministro: 2016)
 
Ellen Gracie - nomeada por Fernando Henrique em 2000 (*1948. Expectativa máxima como ministra: 2018)
 
Gilmar Mendes - nomeado por Fernando Henrique em 2002 (*1955. Expectativa máxima como ministro: 2025)
 
Antônio Cezar Pelluso - nomeado por Lula (*1942. Expectativa máxima como ministro: 2012)
 
Carlos Ayres Britto - nomeado por Lula em 2003 (*1942. Expectativa máxima como ministro: 2012)
 
Joaquim Barbosa - nomeado por Lula em 2004 (*1954. Expectativa máxima como ministro: 2024)
 
Eros Grau - nomeado por Lula em 2004 (*1940 . Expectativa máxima como ministro : 2010)
 
Enrique Ricardo Lewandowski - nomeado por Lula em 2006 (*1948. Expectativa máxima como ministro: 2018)
 
Carmen Lúcia Antunes Rocha - nomeada por Lula em 2006 (*1954. Expectativa máxima como ministra: 2024)
 
Carlos Alberto Menezes Direito _ nomeado por Lula em 2007 (*1942. Expectativa máxima como ministro: 2012)
 
= = =

Comentários 
Vitória do lobby das CTE realista 30/05/2008 18:42
Agora muita grana vai rolar pro bolso de quem atua no ramo. Cura, a partir de células-tronco embrionárias (CTE), nunca houve, em mais de 20 anos de pesquisa. Provavelmente contiuará não havendo. Mas, pelo menos, o Estado (povo) vai agora poder gastar bastante dinheiro com isso, e alguns espertinhos lucrar bem.
 
 
 
Fonte:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/05/421095.shtml
= =

58. ) EDUARDO BANKS _ Agora que não conseguimos ganhar no STF a disputa sobre as células-tronco, podemos partir para um segundo "round" na Câmara dos Deputados.
 
Logo após a aprovação da Lei de Biossegurança, eu escrevi um Projeto para criminalizar a pesquisa com células-tonco embrionárias; este meu projeto altera a redação do artigo 5º da Lei 11.105/2005, tornando um crime o que hojé é permitido pela lei e aprovado pelo Supremo.
 
Em 4 de maio de 2005, o Deputado Federal Takayama (PSC do Paraná) apresentou o meu Projeto, que virou o PL 5.134/2005.
 
Agora precisamos de mobilização para aprová-lo, porque o Relator da Comissão de Seguridade Social e Família votou pela rejeição, sendo aprovado por unanimidade, e agora o Relator da Comissão de Ciência e Tecnologia apresentou outro parecer pela rejeição.
 
Temos que zelar pela aprovação deste projeto, mandando para a Câmara a mesma Frente de militância que atuou no Supremo Tribunal Federal.
 
A nossa última esperança é mudar a Lei de Biossegurança, já que de julgado em Ação Direta de Inconstitucionalidade não cabe recurso, salvo embargos de declaração para aclarar o acórdão.
 
Por favor, espalhe esta mensagem aos quatro ventos. Precisamos pressionar a Câmara dos Deputados de um jeito que nunca se viu.
 
Aquele abraço e Paz de Cristo!
 
Rio de Janeiro, 31 de Maio de 2008.
 

 
http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=303685 Proposição: PL-5134/2005  -> Íntegra disponível em formato pdf
Autor:  Takayama - PMDB /PR 
 
Data de Apresentação: 04/05/2005
Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário
Regime de tramitação:  Prioridade
Situação: CCTCI: Aguardando Deliberação.
 
Ementa: Altera a redação do art. 5º da Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005, e dá outras providências.
 
Explicação da Ementa: Torna crime inafiançável a utilização e pesquisa com células-tronco obtidas de embrião humano.
 
Indexação: Alteração, Lei de Biossegurança, proibição, utilização, pesquisa, célula-tronco embrionária, comercialização, material biológico, crime inafiançável, pena de reclusão, multa, interdição, exercício profissional, Medicina, Enfermagem.
 
Despacho:
12/5/2005 - Às Comissões de Seguridade Social e Família; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD)
 
Legislação Citada 
 
Pareceres, Votos e Redação Final
  - CCTCI (CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA)
      PRL 1 CCTCI (Parecer do Relator) - Rodrigo Rollemberg 
  - CSSF (SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA)
      PAR 1 CSSF (Parecer de Comissão) 
      PRL 1 CSSF (Parecer do Relator) - Dr. Francisco Gonçalves 
      PRL 2 CSSF (Parecer do Relator) - Rafael Guerra 
      PRL 3 CSSF (Parecer do Relator) - Rafael Guerra 
      VTS 1 CSSF (Voto em Separado) - Dr. Talmir 
 
Apensados PL 6006/2005  
 

Última Ação:
 
29/5/2008 -   Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática  (CCTCI) -  Parecer do Relator, Dep. Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), pela rejeição deste, e do PL 6006/2005, apensado. 
 
 
Obs.: o andamento da proposição fora desta Casa Legislativa não é tratado pelo sistema, devendo ser consultado nos órgãos respectivos. Andamento: 
 
4/5/2005  PLENÁRIO  (PLEN)
Apresentação do Projeto de Lei pelo Deputado Takayama (PMDB-PR). 
 
 
12/5/2005  Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)
Às Comissões de Seguridade Social e Família; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD) 
 
 
16/5/2005  COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES  (CCP)
Encaminhada à publicação. Publicação Inicial no DCD de 17/05/2005 PÁG 18498 COL 02. 
 
 
18/5/2005  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Recebimento pela CSSF.
 
 
31/5/2005  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Designado Relator, Dep. Dr. Francisco Gonçalves (PTB-MG)
 
 
20/10/2005  Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)
Apense-se a este o PL-6006/2005. 
 
 
10/11/2005  Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)
Apresentação do Requerimento n.º 3421/2005, do Senhor Deputado Paulo Baltazar, que requer revisão do despacho aposto ao PL 6006/05, para determinar sua desapensação do PL 5134/05.
 
 
2/12/2005  Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)
Indeferido o Requerimento n.º 3421/05, tendo em vista que a apensação obedeceu ao disposto no art. 139, inciso I, do RICD.
 
 
7/12/2005  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Parecer do Relator, Dep. Dr. Francisco Gonçalves (PPS-MG), pela rejeição deste, e do PL 6006/2005, apensado. 
 
 
31/1/2007  Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)
Arquivado nos termos do Artigo 105 do Regimento Interno. DCD de 01 02 07 PÁG 272 COL 01. Suplemento A ao Nº 21. 
 
 
1/3/2007  Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)
Apresentação do REQUERIMENTO N.º 411, DE 2007, pelo Deputado(a) Takayama, que solicita o desarquivamento de proposição. 
 
 
25/4/2007  Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)
Desarquivado nos termos do Artigo 105 do RICD, em conformidade com o despacho exarado no REQ-411/2007. DCD 26 04 07 PAG 19125 COL 01 
 
 
17/5/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Designado Relator, Dep. Rafael Guerra (PSDB-MG)
 
 
27/6/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Apresentação do Parecer do Relator, PRL 2 CSSF, pelo Dep. Rafael Guerra 
 
 
27/6/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Devolvido ao Relator, Dep. Rafael Guerra (PSDB-MG)
 
 
3/7/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Apresentação do Parecer do Relator, PRL 3 CSSF, pelo Dep. Rafael Guerra 
 
 
3/7/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Parecer do Relator, Dep. Rafael Guerra (PSDB-MG), pela rejeição deste, e do PL 6006/2005, apensado. 
 
 
12/7/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Vista ao Deputado Dr. Talmir.
 
 
1/8/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Prazo de Vista Encerrado
 
 
8/8/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Retirado de pauta de Ofício.
 
 
21/8/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Retirado de pauta a requerimento do autor, contra os votos dos Deputados Rafael Guerra, Cida Diogo e Dr. Rosinha.
 
 
22/8/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Adiada a discussão por 05 (cinco) sessões a requerimento do Deputado Dr. Talmir.
 
 
5/9/2007  Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF)
Aprovado por Unanimidade o Parecer, apresentou voto em separado o Deputado Dr. Talmir
 
 
10/9/2007  Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática  (CCTCI)
Recebimento pela CCTCI, com a proposição PL-6006/2005 apensada.
 
 
13/9/2007  Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática  (CCTCI)
Designado Relator, Dep. Gustavo Fruet (PSDB-PR)
 
 
19/9/2007  Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática  (CCTCI)
Devolvida sem Manifestação.
 
 
29/11/2007  Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática  (CCTCI)
Designado Relator, Dep. Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
 
 
29/5/2008  Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática  (CCTCI)
Apresentação do Parecer do Relator, PRL 1 CCTCI, pelo Dep. Rodrigo Rollemberg 
 
 
29/5/2008  Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática  (CCTCI)
Parecer do Relator, Dep. Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), pela rejeição deste, e do PL 6006/2005, apensado.  

59 .  IGREJA AMERICANA REJEITA PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO
 
 
 
A Conferência dos Bispos dos Estados Unidos acaba de aprovar, esta sexta feira dia 13 de junho de 2008, por 191 votos contra 1, um documento inédito dedicado exclusivamente à questão das pesquisas com células tronco embrionárias.
 

Conforme as declarações dos bispos,
 
"UMA DECISÃO INICIAL DE DESTRUIR OS ASSIM CHAMADOS 'EMBRIÕES EXCEDENTES' PARA FINS DE PESQUISA IRÁ CONDUZIR A ABUSOS MUITO MAIORES, INCLUINDO A CLONAGEM HUMANA".
 

Os bispos afirmaram que a clonagem para produzir embriões humanos para pesquisa
 
"IRÁ INEVITAVELMENTE FACILITAR AS TENTATIVAS DE PRODUZIR CRIANÇAS NASCIDAS A PARTIR DE CLONAGEM. OS SERES HUMANOS SE TORNARÃO 'COMODIDADES' E A PROCRIAÇÃO SERÁ REDUZIDA A UM MERO PROCESSO DE MANUFATURA".
 
"PARECE INEGÁVEL", acrescentam os bispos,
 
 
 
"QUE UMA VEZ QUE SEJA ATRAVESSADA A LINHA MORAL FUNDAMENTAL QUE NOS IMPEDE DE TRATAR QUALQUER SER HUMANO COMO MERO OBJETO DE PESQUISA, NÃO HAVERÁ MAIS NENHUM PONTO FINAL. A ÚNICA POSIÇÃO MORAL QUE SUSTENTA A DIGNIDADE HUMANA DE TODOS É A REJEIÇÃO DO PRIMEIRO DEGRAU DESTA LADEIRA".
 
 
Um dia antes, na quinta feira dia 12 de junho, o Estado doColorado propôs um plebiscito para votar uma emenda constitucionalestadual que irá definir o óvulo humano fecundado como pessoa. Avotação ocorrerá em novembro deste ano. Os opositores do plebiscitoafirmam que a medida poderá não apenas acabar com o direito ao abortomas também paralisar a fertilização in vitro e a pesquisa comcélulas tronco embrionárias.
 
A Emenda 48, intitulada "DEFINIÇÃO DE PESSOA",
 
foi apresentada depois de assinada por 103.377 eleitores, bemmais do que o mínimo requerido de 76.047 requerentes. Mil etrezentos voluntários pro vida participaram da coleta das assinaturasem todo o Estado. A emenda proposta acrescetará uma nova seção noArtigo Segundo da Constituição do Estado do Colorado afirmando que "OS TERMOS 'PESSOA' OU 'PESSOAS' DEVERÃO INCLUIR QUALQUER SER HUMANO DESDE O MOMENTO DA FERTILIZAÇÃO".
 
A Emenda da Personalidade do Colorado é a primeira deste tipo nosEstados Unidos, e tem um sentido histórico especial, já que oColorado, em 1968, foi o primeiro estado americano a legalizar oaborto, seis anos antes da decisão Roe x Wade, que tornou o abortolegal nos Estados Unidos sem necessidade de motivo até os seis mesesda gravidez e por qualquer motivo nos últimos três meses da gravidez.Agora o Colorado tem uma chance de tornar-se o primeiro estado aestabelecer a personalidade do ser humnano desde a concepção.
 

"NOSSA ESTRATÉGIA É QUE, ATÉ QUE NÃO SE DEFINA O NASCITURO COMO PESSOA, AS LEIS NÃO PODERÃO PROTEGÊ-LO. COMO PODERIAM FAZÊ-LO, SE NEM SEQUER O RECONHECEM COMO PESSOA?",
 

afirmam os pró-vidas do Colorado.
 
"O OBJETIVO DE NOSSA CAMPANHA É GERAR UMA BOA DISCUSSÃO COM OS ELEITORES DO COLORADO SOBRE O QUE SEJA UM NASCITURO. SÃO PESSOAS? E SE O FOREM, MERECERIAM O MESMOS DIREITOS QUE O RESTANTE DE NÓS?"
 
Este conceito de personalidade está ausente da lei americana e foi abase da argumentação por detrás da decisão Roe x Wade de 1973que legalizou o aborto em todo o país. Se for aprovada, a emenda doColorado irá explorar uma fraqueza fundamental que os própriosjuízes que redigiram a decisão Roe x Wade admitiram que existia.
 

Os lobbies a favor do aborto, incluindo a Planned Parenthood,proprietária da maior cadeia de clinicas de aborto dos EstadosUnidos, estão mobilizando vultosas somas para vencer o plebiscito.Segundo seus porta vozes,
 
"A ASSIM CHAMADA 'EMENDA DA VIDA HUMANA' É PERIGOSA E ENGANOSA. A EMENDA TORNARIA O ABORTO ILEGAL NOS ESTADOSUNIDOS, MESMO NOS PRIMEIROS ESTÁGIOS DA GRAVIDEZ. ELA PODERÁ TORNAR ILEGAL O ABORTO MESMO NOS CASOS DE ESTUPRO, INCESTO E RISCO DE VIDA DA MÃE. A EMENDA É TÃO EXTREMA QUE PODERIA INCLUSIVE BANIR MUITOS PROCEDIMENTOS COMUNS DE CONTROLE DE NATALIDADE, PROIBIR A FERTILIZAÇÃO IN VITRO E A PESQUISAS COMCÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS".
 
 

IGREJA REJEITA PESQUISA COMCÉLULAS-TRONCO
 
 
 
 

A conferência episcopal católica dos Estados Unidos encerrou suasdeliberações nesta sexta-feira em Orlando (Flórida, sul) com aaprovação de um documento que rejeita o emprego de células-tronco embrionárias em estudos.
 
 
 
Trata-se da primeira declaração formal emitida por bispos(americanos) consagrada exclusivamente à questão. A Igrejacatólica considera o embrião um ser humano integral. Por estemotivo, condena o aborto e as manipulações genéticas.
 
 
 
As células-tronco são células indiferenciadas, tiradas do embriãoou de tecidos adultos, capazes de se multiplicar e de proliferar quantocultivadas. Os cientistas baseiam nesses tipos de células grandesesperanças para conseguir "reparar" órgãos enfraquecidos do corpohumano.
 
 
 
"Parece inegável que não há freio uma vez cruzada a linha moralfundamental que nos previne tratar outro ser humano como mero objeto deinvestigação", destaca o documento.
 
 
 
"A morte de criaturas humanas inocentes, ainda que para ajudaroutros, constitui um ato inaceitável em absoluto", menciona odocumento, citando o falecido Papa João Paulo II (EvangeliumVitae). "Assumir que os fins justificam os meios para legitimar amorte direta tem sido fonte de muitos males no mundo", afirmam os bispos.
 
fonte:
http://zenobiofonseca.blogspot.com
 
 

60. ) http://zenobiofonseca.blogspot.com Prezados amigos e líderes,
 
mais uma grande vitória foi obtida na votação do projeto de descriminalização do aborto na Câmara dos Deputados. A nossa mobilização deu certo, juntos somos forte e fazemos a diferença no amor de Jesus Cristo.
 
veja o notícia que publiquei em meu Blog ZENÓBIO FONSECA
graça e paz
 
Zenóbio - Niterói
 *****************************
 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara rejeitou nesta quarta-feira (09/07/08) o projeto de lei que descriminaliza o aborto (projeto de lei 1135, de 1991). Como indicavam as sessões anteriores que discutiram a matéria, os parlamentares contrários à descriminalização conseguiram maioria para aprovar o relatório do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da CCJ. Ele declarou o projeto inconstitucional, tendo como argumento o artigo 5 da Constituição Federal, que garante o direito da inviolabilidade da vida.
 
O projeto, que descriminaliza o aborto, já havia sido rejeitado anteriormente pela Comissão de Seguridade Social por 33 votos a 0, em uma sessão tumultuada que terminou com os deputados favoráveis ao aborto (que eram minoria) abandonando a votação nominal em protesto. Desta forma, a matéria vai agora ao Plenário da Câmara já tendo recebido previamente duas avaliações contrárias.
 
A matéria será arquivada se não houver recurso, em cinco sessões, para ser votada pelo plenário da Câmara. O PL1135/91 suprime o artigo 124 do Código Penal, que estabelece pena de 1 a 3 anos de prisão para quem comete aborto.
 
No inicio da sessão desta quarta, o deputado José Genoíno (PT-SP), tentou adiar a discussão por dez sessões, mas seu requerimento foi rejeitado pelos parlamentares (30 votos a 4). Genoíno é o autor de um projeto que tramita em conjunto com o 1135, que prevê a autonomia na decisão da questão do aborto e também determina que os hospitais públicos realizem o procedimento. Genoíno alegou que o assunto não poderia ser decidido próximo ao recesso parlamentar e ao período eleitoral. No entanto, os demais parlamentares argumentaram que a questão já havia sido discutida exaustivamente ao longo de 17 anos, desde que o projeto foi apresentado.
 
Os votos contrários foram dos deputados José Eduardo Cardozo (PT-SP), José Genuíno (PT-SP), Régis de Oliveira (PSC-SP) e Eduardo Valverde (PT-RO).
 
Ao se manifestar contra o relatório, o deputado Régis de Oliveira já previu que estaria com a minoria favorável à descriminalização do aborto na CCJ. "Não posso permitir que o Estado tome uma decisão pela mãe. Também não consigo acreditar que, em caso de uma eventual descriminalização - eventual, porque não vai passar aqui -, as mulheres vão começar a fazer aborto indiscriminadamente. Minha consciência é contra o aborto, mas, como legislador, não posso substituir a decisão soberana da mulher."
 
Teatro
 
O deputado Carlos Willian (PTC-MG) ilustrou sua fala contra a descriminalização e, portanto, a favor do relatório, com alguns acessórios. Durante a exposição, ele usou dois bonecos, simbolizando crianças, e um caixão branco pequeno. Atrás dele, outros dois deputados, Miguel Martini e Luiz Carlos Bassuma, auxiliavam a argumentação servindo como homens-sanduíche de cartazes com fotos de fetos abortados.
 
"Vocês querem matar essas crianças, querem acabar com essas criaturas que são felicidade no futuro do mundo, preferem colocar essas crianças em um caixão?", disse Willian. "O projeto de lei, esse sim, vai para o caixão", acrescentou, jogando uma cópia do projeto dentro do caixão que trouxera.
 
A manifestação do deputado arrancou risos da platéia favorável ao projeto que acompanhava a sessão e que, em seguida, protestou usando faixas roxas como mordaça.
 
Postado por Zenobio Fonseca no ZENÓBIO FONSECA em 7/09/2008 06:10:00 PM


61. ) Sábado, 19 de julho de 2008
 
A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA
VIDA HUMANA:
 
O serviço de notícias SDV (Situação da Defesa da Vida)
divulgou um boletim sobre a segunda derrota consecutiva no Congresso
Brasileiro do projeto de lei apresentado pelo governo Lula que
pretendia descriminalizar o aborto durante todos os nove meses da
gestação.
 
A implantação internacional do aborto nos últimos cinqüenta anos
inaugurou uma nova forma de terrorismo, mais organizada e mais
sofisticada do que qualquer outro tipo de terrorismo armado que já
houve na história. Esta nova ameaça não pode ser combatida pelos
métodos tradicionais das sociedades filantrópicas, dos movimentos de
caridade, das formas tradicionais de trabalho pastoral ou da política
partidária. Trata-se de algo inteiramente novo que exige em primeiro
lugar uma disposição intransigente de todos em divulgar e comentar as
informações que são sistematicamente negadas e filtradas pelos meios
convencionais de comunicação.
 
GOSTARIA DE PEDIR A TODOS QUE ESTUDEM,
DIVULGUEM E COMENTEM O MAIS POSSÍVEL
ESTA E OUTRAS MENSAGENS A RESPEITO DA
DEFESA DA VIDA.
 
Estou repassando o boletim divulgado pela SDV pelas informações
importantíssimas que contém.
 
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Para não receber mais minhas mensagens, escreva para
 
 
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O projeto que legalizaria o aborto durante todos os nove meses da
gravidez, agora duas vezes derrotado graças, sem nenhum exagero, ao
trabalho de muitos milhares de cidadãos, havia sido apresentado à
Câmara em 2005 por iniciativa do governo Lula, com pleno
conhecimento e aval do Presidente da República. A relatoria do
projeto ficou a cargo da ex deputada Jandira Feghali, que na época
apresentava-se como "histórica defensora do direito ao aborto", e
desempenhou no legislativo o papel da principal aliada do governo neste
infeliz empreendimento.
 
Recebendo o nome técnico de Substitutivo do PL 1135/95, o
projeto afirmava pretender tornar o aborto um direito até os três
meses da gravidez, mas revogava despretensiosamente em seu final o
artigo 124 do Código Penal. A armadilha talvez pudesse ter
passado desapercebida pelo povo e pelos legisladores, o que foi quase
conseguido, quando poucos minutos antes da primeira votação, já nos
últimos meses de 2005, um assessor de um deputados federal lembrou
em uma reunião da bancada pro vida que se o artigo 124 do Código
Penal era o dispositivo que definia o aborto como crime, revogado este
artigo todos os tipos de aborto deixariam de ser crime em quaisquer
circunstância, e com isto estaria na realidade legalizado qualquer
tipo de aborto, em qualquer circunstância, por qualquer motivo,
desde o momento da concepção até o momento do parto, mesmo que o
primeiro artigo do projeto definisse enganosamente o direito ao aborto
apenas durante o primeiro trimestre. Um golpe de mestre, mas
esperado. O presidente Lula estava simplesmente cumprindo o acordo
assumido naquele ano junto à ONU de, conforme consta nos documentos
oficiais das Nações Unidas, abaixo citados,
 
"CORRIGIR O MODO REPRESSIVO COM QUE SE
TRATA ATUALMENTE O PROBLEMA DO
ABORTO".
 
e
 
"APRESENTAR UMA PROPOSTA PARA REVISAR
A LEGISLAÇÃO PUNITIVA DO ABORTO".
 
A fraude legislativa havia sido desmascarada, mas até hoje a imprensa
brasileira, - toda a imprensa brasileira , a escrita e a falada -,
com a única exceção conhecida do Diário do Comércio de São
Paulo, silenciou tudo isto do público, com método e com
conhecimento dos fatos, omitindo que o principal promotor do projeto
foi sempre o próprio Presidente e afirmando continuamente que o
projeto legalizaria o aborto somente durante os três primeiros meses da
gravidez. Somente a Internet tem permitido quebrar esta censura e
divulgar os fatos reais.
 
Conforme afirmou o Diário do Comércio em 2005,
 
"NÃO SE CONHECEU UM OUTRO EXEMPLO DE
UMA FRAUDE LEGISLATIVA COMO ESTA EM
TODA A HISTÓRIA UNIVERSAL DO DIREITO E,
MAIS DEPLORÁVEL DO QUE ISTO, TEM SIDO A
PLÁCIDA INDIFERENÇA COM A QUAL OS
FORMADORES DE OPINIÃO ASSISTEM A ESTA
COMPLETA DEGRADAÇÃO DO PRÓPRIO SENTIDO
DA ORDEM JURÍDICA".
 
O absurdo foi tão grande que, embora ocultado ao público pela
imprensa, passou a chamar a atenção dos parlamentares brasileiros e
fêz com que estes começassem ter consciência da crescente rejeição
do povo à prática do aborto. A iniciativa do governo Lula acabou
dando origem, inicialmente através do Deputado Luiz Bassuma, à
formação de 4 Frentes Parlamentares em Defesa da Vida dentro do
Congresso Brasileiro, que hoje continuam crescendo e já congregam no
Congresso mais de 200 deputados federais e 40 senadores.
 
A votação do infame projeto, adiada em dezembro de 2005, custou
em 2006 à ex deputada Jandira Feghali a vaga que ela já
praticamente tinha garantida ao Senado. Provavelmente irá
custar-lhe novamente em 2008 a eleição para a prefeitura do Rio
de Janeiro.
 
Votado finalmente em maio de 2008 na Comissão de Seguridade
Social e Família da Câmara dos Deputados, o PL 1135 foi
derrotado pela unanimidade de 33 votos a zero.
 
Votado uma segunda vez no início de julho na Comissão de
Constitucionalidade da Câmara dos Deputados, o projeto foi
considerado inconstitucional e reprovado por 57 votos contra quatro.
Os tradicionais defensores do aborto sequer se apresentaram para esta
votação, exceto o Deputado petista José Genoíno, que afirma que
irá reunir as 52 assinaturas de seus colegas de parlamento
necessárias para desarquivar o projeto e levá-lo por uma terceira vez
à votação no plenário da Câmara, apesar de tudo indicar que será
novamente reprovado por idêntica esmagadora margem de votos.
 
O deputado José Genoíno não ignora que o projeto pretende tornar o
aborto totalmente livre no Brasil durante todos os nove meses da
gravidez, desde a concepção até o momento do parto. José
Genoíno aparentemente age como se pretendesse ocupar o vazio deixado
pela ex-deputada Jandira Feghali como principal aliado do governo
Lula na promoção do hediondo projeto.
 
Enquanto isso, representantes do governo Lula, julgando-se
obrigados a cumprir acordos assumidos internacionalmente sem o
conhecimento do povo, reafirmam sua intenção de implantar o aborto no
Brasil. O Ministro da Saúde, desprezando os fatos óbvios de que
o Congresso derrubou a legalização do aborto por reconhecer (1)
que o nascituro é um ser humano, (2) que a prática do aborto é
assassinato puro e simples e (3) por ter-se alinhado com a
esmagadora maioria do cidadãos brasileiros que os parlamentares
representam, acaba de declarar à imprensa que o governo
 
"NÃO VAI DESCANSAR ENQUANTO NÃO
CONSEGUIR A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO
BRASIL, E QUE O CONGRESSO NACIONAL NÃO
PODE CONTINUAR SENDO CONSERVADOR NUMA
QUESTÃO QUE É ESSENCIAL PARA A VIDA DAS
MULHERES BRASILEIRAS".
 
 
Reconhecendo os fatos já amplamente documentados segundo os quais a
reprovação ao aborto no Brasil, além de altíssima, tem aumentado
constantemente ano após ano, o governo Lula agora inicia um trabalho
para promover o aborto no meio universitário. O IPAS, conforme
noticiado pelo SDV, uma organização financiada por capital
estrangeiro que promove internacionalmente não só a legalização do
aborto como também a difusão do aborto clandestino e ministra
livremente, com apoio do governo nos hospitais públicos de todos os
estados brasileiros cursos de capacitação em aborto provocado para mil
novos médicos por ano, agora está iniciando também cursos de
capacitação para jovens do movimento estudantil para que possam
promover nas universidades a descriminalização do aborto.
 
 
A iniciativa do IPAS na realidade partiu do governo brasileiro. A
decisão de promover a descriminalização do aborto entre os jovens
universitários foi uma decisão tomada pelo governo Lula em agosto do
ano passado. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, em 13
de agosto de 2007 o Ministro da Saúde José Temporão
reuniu-se com representantes da União Nacional dos Estudantes
(UNE) para promover em conjunto com o movimento estudantil nas
universidades brasileiras a conscientização da necessidade da
descriminalização do aborto:
 
"A NOVA PRESIDENTE DA ENTIDADE, LÚCIA
STUMPF, DISSE QUE O MOVIMENTO
ESTUDANTIL É RESPONSÁVEL POR ESSES
DEBATES QUE ENVOLVEM A SAÚDE DOS
JOVENS, E QUE O MINISTÉRIO TEM APOIADO
A PROPOSTA. 'VAMOS LEVAR MATERIAL
INFORMATIVO, COMO FILMES, E PROMOVER
MESAS DE DEBATE. TAMBÉM SERÁ ELABORADA
UMA CARTILHA INFORMATIVA, PARA
DISTRIBUIÇÃO AOS ALUNOS', ADIANTOU.
SEGUNDO ELA, ATÉ QUATRO UNIVERSIDADES
EM CADA ESTADO SERÃO VISITADAS E O TEMA
DAS PALESTRAS VARIARÁ DE ACORDO COM A
NECESSIDADE DA POPULAÇÃO LOCAL".
 
 
O envolvimento do IPAS com o movimento estudantil, uma gigantesca
multinacional especializada em manipular, há mais de quarenta anos e
na maioria dos países do globo, a percepção da classe médica em
temas como aborto e direitos reprodutivos deve-se, ao que tudo
indica, ao fracasso dos esforços da UNE em promover o aborto no
meio universitário em seu primeiro ano de atividade. Lançada a
campanha da UNE em parceria com o governo federal em 27 de setembro
de 2007 no auditório Pedro Calmon da Universidade Federal do
Rio de Janeiro na Praia Vermelha, o evento deveria ter contado com
a presença já confirmada da Ministra Nilcéia Freire da Secretaria
da Política das Mulheres e do próprio Reitor da Universidade.
Com exceção dos próprios expositores, a maioria dos estudantes
presentes eram contrários ao aborto, os palestrantes quase foram
linchados, o reitor da universidade passou a ser execrado e a Ministra
Nilcéia Freire cancelou na último momento a sua presença.
 
As razões da reprovação crescente ao aborto que se verifica no
Brasil e que já é comum a vários outros países, aparentemente são
as mesmas em todos os lugares: enquanto houver um resto de democracia,
o desenvolvimento da ciência e das novas tecnologias de informação
já não permite esconder do público, como se fazia antigamente, que
o nascituro é um ser humano perfeitamente formado. Estão aí as
ultrasonografias agora tridimensionais que as gestantes levam para sua
casa muitos meses antes do nascimento de seus filhos, estão aí sites
e documentos acessíveis a todos a qualquer momento pelo computador,
estão aí os relatórios dos grupos cada vez mais numerosos dos que
defendem a vida, passando de computador em computador, através da
internet, literalmente entre milhões de usuários, expondo
detalhadamente todos os fatos que a mídia não quer divulgar.
 
Afirmar atualmente que o feto é uma parte do corpo da mulher ou que é
apenas um amontoado de células, como fazem os promotores do aborto
financiados pelas conhecidas fundações internacionais, não convence
a mais ninguém. Toda vez que alguém irradia tais absurdos pela
televisão ou os divulga pelos jornais, tantas mais vezes é
desmerecido pelos meios supostamente não convencionais de
comunicação, e quanto mais o governo trabalha para legalizar o
aborto, tanto mais se desgasta e mais a população entende o que vai
por trás e se torna crescentemente contrário à sua prática.
 
Creio que é importante apresentar uma retrospectiva dos números mais
recentes antes de repassar o boletim da SDV.
 
Agradeço profundamente o grandíssimo bem que todos estão ajudando a
promover. A humanidade toda lhes deve muito pela divulgação destas
informações.
 
Alberto R. S. Monteiro
 
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1. IBOPE, JUNHO DE 2003
 
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Uma pesquisa realizada pelo IBOPE, o principal instituto de
pesquisas de opinião pública, mostrou que em 2003 90% da
população brasileira era contrária ao aborto. Uma cópia desta
pesquisa, que ficou disponível durante muito tempo no site do
IBOPE, pode ser encontrada hoje no seguinte endereço:
 
 
Na página 9 do relatório da pesquisa encontra-se que à pergunta:
 
"Atualmente no Brasil o aborto só é permitido em dois casos:
gravidez resultante de estupro e para salvar a vida da mulher. Na sua
opinião a lei deveria ampliar a permissão para o aborto?",
 
de 2000 entrevistados apenas 10% responderam afirmativamente.
Isto significa que, em 2003, 90% da população brasileira
somente admitia o aborto em caso de estupro, e em nenhum mais.
 
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2. INSTITUTO CIDADANIA, NOVEMBRO DE
2003
 
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O baixíssimo valor encontrado pelo IBOPE era coerente com outra
pesquisa realizada pelo Instituto Cidadania, uma ONG fundada por
Lula há quase 20 anos, e que, apesar de anunciada, tanto quanto
se saiba, nunca chegou a ser publicada. Realizada durante os meses de
novembro e dezembro de 2003, a pesquisa ouviu 3.500
brasileiros e brasileiras na faixa de 15 a 24 anos. Embora
aparentemente inédita até hoje, os repórteres da revista ISTO É
tiveram acesso aos documentos do trabalho e publicaram uma reportagem de
capa que até hoje está disponível na Internet. O próprio diretor
de redação da semanário escreveu no editorial da revista:
 
"A reportagem de capa desta edição traz revelações surpreendentes
sobre a juventude brasileira. Juliana Vilas e Camilo Vannuchi,
debruçaram-se sobre os resultados da extensa pesquisa feita pelo
Instituto Cidadania, ONG fundada por Lula há quase 15 anos.
O resultado é também surpreendente por mostrar um jovem mais
conservador do que os estereótipos normalmente aceitos. A maioria é
contra o aborto. Só 20% são a favor. Eles condenam as campanhas
feitas por grupos que defendem temas polêmicos como a
descriminalização da maconha, a união civil entre homossexuais e a
legalização do aborto: 58% dos jovens ouvidos não gostam de nada
disso".
 
 
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3. DATA FOLHA, JANEIRO DE 2004
 
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O valor encontrado em 2003 pelo IBOPE em todo o Brasil foi
confirmado no ano seguinte pelo DataFolha, um instituto de pesquisas
vinculado ao jornal Folha de São Paulo, cuja tendência editorial
é a de favorecer o aborto. O DataFolha anunciou, em 25 de
janeiro de 2004, haver detectado uma queda "abissal" da
aprovação ao aborto em São Paulo. Segundo o relato dos
repórteres da Folha de São Paulo,
 
"Um dos aspectos que mais atraíram a atenção das pessoas ouvidas
pela Folha a respeito dos resultados das chamadas "questões morais"
da pesquisa Datafolha foi a queda abissal no índice de moradores de
São Paulo que apoiam a legalização do aborto. Saiu de 43% em
1994, quando a maioria da população se declarava a favor da
descriminilização, para 21% em 1997, para apenas 11% na
pesquisa atual, uma diferença de 32 pontos percentuais em relação
ao primeiro levantamento".
 
 
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4. IBOPE, MARÇO DE 2005
 
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No ano seguinte, no dia 7 de março de 2005, uma nova pesquisa
de opinião pública realizada pelo IBOPE nos mesmos moldes da de
2003, mostrou que a aprovação ao aborto de 2003 para 2005
havia diminuído de 10% para 3%. A pesquisa foi realizada em uma
amostra de duas mil e duas pessoas de 143 municípios,
semelhantemente à da pesquisa de 2003. A pesquisa foi comentada
nas páginas 63 a 65 da edição de 7 de março de 2005 da
Revista Época, mas a sua íntegra somente pôde ser encontrada na
edição impressa da revista. Os mesmos dados, porém, foram
reportados pelo programa FANTÁSTICO da Rede Globo de
Televisão, irradiado no domingo dia 6 de março de 2005. Em
síntese, a reportagem afirmava que, embora a maioria do povo
brasileiro apoie o aborto em casos difíceis como o estupro, 95%
ache que o governo deve distribuir anticoncepcionais, 97% concorde
com a distribuição de camisinhas, e 68% ache que a chamada pílula
do dia seguinte deva ser oferecida para a população, no entanto
 
"CATÓLICOS E NÃO-CATÓLICOS CONCORDAM
EM UM PONTO: APENAS 3% ADMITEM A
INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ POR UMA
DECISÃO DA MULHER".
 
Uma cópia da pesquisa integral do IBOPE em 2005 pode ser
encontrada hoje no seguinte endereço:
 
 
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5. MINISTÉRIO DA SAÚDE, JUNHO DE 2005
 
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O governo Lula, que estava para encaminhar ao Congresso o projeto de
lei que legalizaria o aborto durante todos os nove meses da gravidez,
assustado com estes dados, resolveu ele próprio encomendar, em junho
de 2005, uma pesquisa de opinião pública. O próprio ministro
Humberto Costa quis confirmar os dados do IBOPE e, segundo o
jornal Zero Hora e outros sites da Internet cujos links hoje não
estão mais ativos,
 
"uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde nos dias 18 e 19
de junho de 2005 em 131 municípios do país revelou que somente
11% dos entrevistados são favoráveis à descriminalização do
aborto".
 
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6. AMERICANOS PESQUISAM BRASIL EM
OUTUBRO DE 2006
 
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Recentemente o redator do site americano Life News, Steven
Ertelt, divulgou que os dados encontrados pelos institutos de
pesquisas brasileiros como os do Data Folha confirmavam pesquisas
feitas no Brasil por empresas americanas como a realizada em outubro de
2006 pelo "Pew Research". Aparentemente até o momento esta
pesquisa não era do conhecimento dos brasileiros. Segundo Steven, o
Pew Research encontrou em outubro de 2006 que:
 
- 79% DOS BRASILEIROS ACHAVAM QUE O
ABORTO NÃO SE JUSTIFICAVA EM NENHUMA
HIPÓTESE.
 
- 16% ACHAVAM QUE JUSTIFICAVA-SE EM
ALGUNS CASOS EXCEPCIONAIS.
 
- SOMENTE 4% ACHAVAM QUE O ABORTO
JUSTIFICAVA-SE EM QUALQUER CASO.
 
Pode-se notar que, segundo esta pesquisa, o número dos que acham
que o aborto não se justifica em nenhum caso, mais o número dos que
acham que o aborto se justifica apenas em casos excepcionais, tais como
provavelmente o estupro ou risco de vida da mãe,
REPRESENTAVAM UM TOTAL DE 95% DA
POPULAÇÃO BRASILEIRA.
 
 
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7. DATA FOLHA, ABRIL DE 2007
 
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No dia 4 de abril de 2007, domingo de Páscoa, a Folha de
São Paulo publicou em destaque uma reportagem segundo a qual a
rejeição ao aborto em todo o Brasil havia atingido um índice recorde
que vinha "CRESCENDO CONSTANTEMENTE DESDE
1993". A reportagem assinada por Michelle de Oliveira afirmava
que no Brasil
 
"HOJE SOMENTE 16% DIZEM QUE O ABORTO
DEVE SER PERMITIDO EM MAIS SITUAÇÕES,
ALÉM DE ESTUPRO E RISCO DE MORTE PARA A
MÃE, COMO DIZ A LEI ATUAL. O ÍNDICE É O
MAIOR JÁ VERIFICADO DESDE QUANDO A
PESQUISA COMEÇOU A SER FEITA, EM 1993.
DESDE ENTÃO, O PERCENTUAL DOS
FAVORÁVEIS A DEIXAR A LEI COMO ESTÁ TEM
CRESCIDO CONSTANTEMENTE".
 
["Maioria Defende que Lei sobre Aborto não seja Ampliada":
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200705.htm]
 
A pergunta dos pesquisadores, feita a uma amostra de 4.044
brasileiros em 159 municípios, foi se o entrevistado pensa que o
aborto deve continuar sendo crime no país:
 
"SETE EM CADA DEZ BRASILEIROS,
PRATICAMENTE, DEFENDEM QUE A LEI DE
ABORTO CONTINUE COMO ESTÁ. SEGUNDO
PESQUISA DATAFOLHA, 68% DOS
BRASILEIROS QUEREM QUE A LEI NÃO SOFRA
QUALQUER MUDANÇA. A TAXA DOS QUE QUEREM
QUE O ABORTO CONTINUE SENDO TRATADO
COMO CRIME ESTÁ EM ASCENSÃO. EM 2006,
OS QUE DEFENDIAM A LEI SOMAVAM 63%; EM
2007, ERAM 65%. A TAXA DOS QUE NÃO
QUEREM FLEXIBILIZAR A LEI CRESCEU 14
PONTOS PERCENTUAIS ENTRE 1993 E 2008".
 
 
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8. IBOPE, AGOSTO DE 2007
 
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Em agosto de 2007 foi divulgada pela mídia uma nova pesquisa
nacional sobre o aborto, encomendada ao IBOPE pelas Católicas
pelo Direito de Decidir, mas desta vez a íntegra da pesquisa não
chegou a ser publicada.
 
As Católicas alegaram que não havia interesse em saber o que pensava
o público sobre o aborto em si e que a pesquisa havia se centrado na
questão se o público sabia localizar os hospitais credenciados para
praticar um aborto em caso de estupro.
 
No entanto, os dados apresentados mostravam que, na sexta pergunta,
quando perguntados em que circunstâncias o aborto deveria ser
permitido,
 
SOMENTE 65% DOS BRASILEIROS AFIRMAVAM
QUE O ABORTO DEVERIA SER PERMITIDO EM
CASOS DE ESTUPRO, QUASE 10 PONTOS
PERCENTUAIS A MENOS QUE OS 74%
DETECTADOS NA PESQUISA DE 2005.
 
 
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9. DATA FOLHA, OUTUBRO DE 2007
 
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DOIS meses depois, em reportagem intitulada "Datafolha Revela o
Novo Perfil da Família Brasileira", publicada e anunciada em
destaque na capa na edição de domingo 7 de outubro de 2007, o
jornal Folha de São Paulo, revelava novos dados e voltava a
reconhecer que o Instituto Datafolha, de propriedade da mesma
Folha, detectou que os brasileiros estavam mais tolerantes com o
homossexualismo e menos tolerantes com o aborto em 2007 do que em
1998. A nova pesquisa destinada a determinar o perfil da família
brasileira, ouviu 2.093 pessoas em 211 municípios
brasileiros.
 
Segundo o Data Folha, em 1998 77% achavam muito grave que seu
filho tivesse um namorado do mesmo sexo, percentual que havia caído
para 57% na pesquisa de 2007.
 
Mas a "VARIAÇÃO MAIS SIGNIFICATIVA", dizia
a reportagem, havia ocorrido com a questão do aborto. Com relação
a este tema, continuava a reportagem,
 
"O PERCENTUAL DOS QUE ACHAVAM A PRÁTICA
DO ABORTO MUITO GRAVE FOI DE 61% EM 1998
PARA 71% EM 2007.
 
"O AVANÇO É ESPANTOSO", afirma ainda o texto da
Folha. "HOJE", segundo o Datafolha,
 
"SÓ 3% DA POPULAÇÃO CONSIDERAM
'MORALMENTE ACEITÁVEL' FAZER UM
ABORTO, CONTRA 87% QUE ACHAM ISSO
'MORALMENTE ERRADO' ".
 
 
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10. RIO CLARO, MAIO DE 2008
 
=========================
 
Mais recentemente divulgou-se que em maio de 2008 o Jornal
Cidade, de Rio Claro, município do interior do Estado de São
Paulo entre a capital e São José do Rio Preto, havia encomendado
uma pesquisa local e encontrado dados praticamente idênticos aos do
restante do Brasil. Em uma amostra de 700 entrevistados, apenas
89 pessoas ou 12,71% da população local, eram favoráveis à
realização do aborto. Quando a amostra era tomada apenas entre as
mulheres, este número era ainda menor:
 
"QUANTO À REGIÃO DO LEVANTAMENTO,
POUCO EXISTE EM TERMOS DE ALTERAÇÃO. A
MAIORIA, INDEPENDENTE DO BAIRRO, TEM
POSIÇÃO CONTRÁRIA. ENTRE AS MULHERES,
A DESAPROVAÇÃO DO ABORTO É MAIOR. NOS
NÚMEROS DA PESQUISA, 84,18% DAS
MULHERES NÃO APROVAM A PROPOSTA CONTRA
10,46% QUE ACEITAM. A PESQUISA FOI
REALIZADA EM RIO CLARO COM 700
ENTREVISTADOS. O MÉTODO APLICADO FOI O
DE ENTREVISTAS PESSOAIS E
DOMICILIARES, MEDIANTE QUESTIONÁRIO
ESTRUTURADO. A MARGEM DE ERRO ESTIMADA
É DE 3,77% PARA MAIS OU PARA MENOS".
 
 
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A SEGUIR:
 
A. BOLETIM SDV (SITUAÇÃO DA DEFESA DA
VIDA)
 
B. NOTÍCIAS DA CÂMARA
 
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BOLETIM SDV (SITUAÇÃO DA DEFESA DA
VIDA)
 
CÂMARA REPROVA NOVAMENTE PROJETO DO
ABORTO POR 57 VOTOS CONTRA 4
 
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RESENHA E CONTEXTUALIZAÇÃO
 
A COMISSÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DA
CÂMARA ACABA DE REPROVAR NOVAMENTE,
NESTA QUARTA FEIRA (9 DE JULHO DE
2008), POR 57 VOTOS CONTRA 4, O PROJETO
DE LEI DO GOVERNO LULA QUE LEGALIZARIA
O ABORTO DURANTE TODOS OS NOVE MESES DA
GRAVIDEZ.
 
Após ter sido reprovado, em maio deste ano, pela Comissão de
Seguridade Social e Família da Câmara por 33 votos contra 0
(zero), nesta quarta feira 9 de julho de 2008, o substitutivo
do PL 1135/91 foi novamente reprovado pela Comissão de
Constitucionalidade da Câmara por 57 votos contra 4 (quatro).
 
Com exceção do deputado José Genoíno, que valeu-se inutilmente
de todos os meios para adiar a votação por 10 sessões, todos os
demais deputados que militam abertamente a favor do aborto sequer
compareceram ao plenário da Comissão, para não amargar o vexame da
derrota. José Genoíno, entretanto, afirmou que fará o possível
para conseguir as 52 assinaturas de seus colegas da Câmara para
desarquivar o projeto e levá-lo à votação no Plenário da
Câmara.
 
Para o relator do projeto na Comissão de Constitucionalidade,
Deputado Eduardo Cunha, entretanto, a vitória na Comissão
reflete a opinião de toda a Casa:
 
"A VOTAÇÃO AQUI TEVE APENAS 4 VOTOS
CONTRÁRIOS AO RELATÓRIO, EM 61. OU
SEJA, SE FOR PARA PLENÁRIO, A PROPORÇÃO
SERÁ A MESMA. ESSE PROJETO NÃO VAI
VINGAR NO [PLENÁRIO DA] CÂMARA. A
VONTADE DOS PARLAMENTARES É PRESERVAR
A CONSTITUIÇÃO E O DIREITO À VIDA".
 
O projeto reprovado foi elaborado pela Comissão Tripartite designada
pelo presidente Lula e PRETENDIA TORNAR O ABORTO
TOTALMENTE LIVRE DURANTE TODOS OS NOVE
MESES DA GRAVIDEZ, DESDE A CONCEPÇÃO
ATÉ O MOMENTO DO PARTO. Para tentar conseguir a
aprovação, usou de linguagem enganosa, afirmando em seu artigo
primeiro que
 
"assegura a interrupção voluntária da gravidez até doze semanas de
gestação",
 
mas acrescentando em seu último artigo revogar todos os dispositivos do
Código Penal que criminalizam o aborto, com o que na realidade todos
os abortos deixariam de ser crime em quaisquer circunstâncias, até o
momento do parto, independentemente do que afirma o artigo primeiro.
 
A imprensa brasileira tem propositalmente ocultado este dado,
amplamente divulgado pelos grupos em favor da vida e pelas audiências
públicas ocorridas na Câmara Federal com a presença de jornalistas
de todos os principais veículos de comunicação. A Folha de São
Paulo, como tem feito toda a mídia desde 2005, ao divulgar ontem
a nova derrota do substitutivo do PL 1135/91, voltou a
publicar que
 
"pela proposta, deixaria de ser crime o aborto feito em gestações de
até 90 dias e os hospitais públicos ficariam obrigados a realizar o
procedimento".
 
 
O único jornal brasileiro que denunciou a vergonhosa ocultação
sistemática do verdadeiro propósito do governo para este projeto tanto
por parte do próprio governo como da imprensa em geral foi o Diário
do Comércio de São Paulo, que, em uma matéria publicada em
2005 intitulada "A APOTEOSE DA VIGARICE",
após comentar amplamente os fatos, denunciava que
 
"NÃO SE CONHECE UM OUTRO EXEMPLO DE UMA
FRAUDE LEGISLATIVA COMO ESTA EM TODA A
HISTÓRIA UNIVERSAL DO DIREITO. MAIS
DEPLORÁVEL DO QUE ISTO É A PLÁCIDA
INDIFERENÇA COM A QUAL OS FORMADORES DE
OPINIÃO ASSISTEM A ESTA COMPLETA
DEGRADAÇÃO DO PRÓPRIO SENTIDO DA ORDEM
JURÍDICA".
 
 
O projeto que legalizaria o aborto durante os nove meses da gravidez é
parte de um compromisso assumido pelo governo Lula junto a entidades
internacionais e perante a própria ONU, de legalizar o aborto no
Brasil. Em 11 de abril de 2005 o governo Lula entregou ao
Comitê de Direitos Humanos da ONU um documento no qual afirma que
 
"O ATUAL GOVERNO BRASILEIRO ASSUMIU O
COMPROMISSO DE REVISAR A LEGISLAÇÃO
REPRESSIVA DO ABORTO PARA QUE SE
RESPEITE PLENAMENTE O PRINCÍPIO DA
LIVRE ELEIÇÃO NO EXERCÍCIO DA
SEXUALIDADE DE CADA UM. O CÓDIGO PENAL
BRASILEIRO DATA DE 1940. APESAR DAS
REFORMAS QUE SE INTRODUZIRAM,
PERSISTEM ALGUMAS CLÁUSULAS
DISCRIMINATÓRIAS. O GOVERNO DO BRASIL
CONFIA QUE O CONGRESSO NACIONAL LEVE EM
CONSIDERAÇÃO UM DOS PROJETOS DE LEI QUE
FORAM ENCAMINHADOS ATÉ ELE PARA QUE
SEJA CORRIGIDO O MODO REPRESSIVO COM
QUE SE TRATA ATUALMENTE O PROBLEMA DO
ABORTO".
 
[Segundo Relatório Periódico do Brasil ao Comitê de Direitos
Humanos da ONU:
http://www.ohchr.org/english/bodies/hrc/hrcs85.htm]
 
Em agosto de 2005 o governo Lula entregou ao Comitê do Cedaw,
pertencente à ONU, um outro documento no qual reconhece o aborto
como um direito humano da mulher e reafirma a decisão do governo de
revisar a legislação punitiva do aborto:
 
"AS ATIVIDADES QUE O GOVERNO FEDERAL
BRASILEIRO LEVA A CABO PARA COMBATER A
DESIGUALDADE POR MOTIVO DE GÊNERO OU
RAÇA PERMITEM APRECIAR QUE AINDA FALTA
MUITO POR FAZER EM DEFESA E PROMOÇÃO
DOS DIREITOS HUMANOS NO BRASIL E, MAIS
ESPECIFICAMENTE, NA ESFERA DOS
DIREITOS HUMANOS DA MULHER. DE
IMPORTÂNCIA PARA ESTE TEMA É A DECISÃO
DO GOVERNO DE ENCARAR O DEBATE SOBRE A
INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ.
COM ESTE PROPÓSITO FOI ESTABELECIDA
UMA COMISSÃO TRIPARTITE DE
REPRESENTANTES DOS PODERES EXECUTIVO E
LEGISLATIVO E DA SOCIEDADE CIVIL, COM A
TAREFA DE EXAMINAR O TEMA E APRESENTAR
UMA PROPOSTA PARA REVISAR A LEGISLAÇÃO
PUNITIVA DO ABORTO".
 
[Para acessar este documento, abra o endereço
http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/reports.htm role o
documento até o item Brazil e clique em "Sixth periodic report"]
 
Mais tarde, em abril de 2006, a descriminalização do aborto foi
oficialmente incluída pelo PT como diretriz do programa de governo
para o segundo mandato do Presidente Lula e, quatro dias antes do
primeiro turno das eleições, em 27 de setembro de 2006, o
próprio Presidente Lula incluiu o aborto em seu programa pessoal de
governo para o segundo mandato, mesmo sabendo que a esmagadora maioria
do povo brasileiro que não só é contra o aborto como cresce de ano
para ano na rejeição ao mesmo.
 
Foi devido à maciça rejeição ao aborto por parte da população que
a Deputada Jandira Feghali, a principal aliada do governo Lula no
Congresso na luta pela aprovação do substitutivo do PL 1135,
querendo eleger-se senadora em 2006, ocultou durante um ano
qualquer referência à sua luta que antes disso ela própria
qualificava de "histórica" pelo aborto e em vez disso apresentou-se
aos eleitores cariocas como defensora da indústria naval no Rio de
Janeiro. Acabou perdendo as eleições ao cair subitamente do
primeiro para o segundo lugar na preferência do eleitorado quando três
semanas antes da votação grupos de voluntários começaram a
distribuir ao público em todo o Estado do Rio a informação de que
ela havia sido a principal aliada do governo na odisséia do aborto.
 
Atualmente Jandira é candidata a prefeita do Rio de Janeiro,
situada em segundo lugar na preferência do eleitorado. Desta vez
porém outras fontes lembrarão o público a respeito do currículo de
Jandira. Segundo notícia do jornal O Globo, a candidata situada
em terceiro lugar se encarregará da tarefa.
 
"A deputada federal Solange Amaral",
 
afirma O GLOBO,
 
"levou o aborto de volta ao debate eleitoral e usou isso para criticar
sua adversária Jandira Feghali. Candidata a prefeita pelo PCdoB
e segunda colocada nas pesquisas, Jandira é a favor da
descriminalização do aborto. Solange, em terceiro nas pesquisas,
disse que vai explorar o tema na campanha e afirmou que Jandira terá
que "se explicar" à população. Esta é a segunda campanha
eleitoral consecutiva em que Jandira Feghali é criticada por suas
posições em relação ao tema. Em 2006, quando perdeu a disputa
para Francisco Dornelles (PP-RJ) para o Senado, depois de
liderar as pesquisas durante a campanha, foi ultrapassada pelo
concorrente nas últimas semanas. Então deputada federal em
2005, a candidata do PCdoB foi relatora desse mesmo projeto
rejeitado ontem e deu parecer favorável à descriminalização do
aborto. Para tentar tirar a diferença de votos para a concorrente e
subir nas pesquisas, Solange não escondeu que pretende explorar o
assunto na campanha: "Precisa ficar claro para o eleitor do Rio que
há uma candidata a favor do aborto e que há outra contra o aborto. O
Rio precisa saber que há o substitutivo Feghali, que é até mais
radical que o projeto votado nesta quarta feira", disse a
candidata".
 
O principal promotor do aborto no Brasil, porém, não é a ex-
deputada Jandira Feghali, mas o próprio presidente Lula,
comprometido com organismos internacionais a legalizar o aborto neste
país.
 
Já no início de seu primeiro mandato o Governo Lula publicou duas
Normas Técnicas que
 
1. obrigam os médicos a praticarem o aborto em casos de estupro até
os cinco meses da gravidez,
 
2. negam o direito à objeção de consciência dos médicos que se
recusarem a praticar o aborto em casos de estupro, e
 
3. obrigam os médicos a aceitarem a palavra da gestante que se diz
estuprada, sem necessidade de apresentar qualquer prova ou documento.
 
Estas normas técnicas foram deliberadamente redigidas para abrir o
caminho para a apresentação do PL 1135, agora rejeitado duas
vezes pela Câmara dos Deputados. A organização internacional
IPAS, apoiada pelo governo, reconheceu recentemente ter sido o
agente que forneceu a assessoria técnica ao Ministério da Saúde,
na época dirigida pelo Ministro Humberto Costa, para a elaboração
destas normas. O IPAS (
http://www.ipas.org.br) é uma das
principais organizações mundiais não somente da promoção da
legalização do aborto como também na promoção do aborto
clandestino. No Brasil o IPAS promove há mais de uma década,
com o beneplácito do governo, cursos de capacitação em técnicas de
aborto provocado para mil novos médicos por ano nas principais
maternidades públicas de todos os estados da federação. A política
do IPAS é estar em todos os lugares do mundo onde ela possa
promover o aborto. No momento o IPAS trabalha principalmente nas
seguintes áreas: financia clínicas de aborto clandestino, fabrica e
distribui equipamentos para a prática do aborto, vendidos
independentemente do aborto ser ou não legal no país, promove cursos
de capacitação em técnicas de aborto para pessoal da área da
saúde, e procura identificar médicos interessados em entrar no ramo
do aborto, sendo este serviço legal ou não, auxiliando-os a iniciar
novos serviços. Estes serviços prestados pelo IPAS abrangem a
maioria dos países do mundo em desenvolvimento, inclusive países
populosos como o México, Brasil e Indonésia, onde o aborto é
tipificado pela legislação como crime.
 
Quando o leitor ouvir os promotores do aborto, a maioria deles
financiados direta ou indiretamente por fundações internacionais como
a Fundação Ford, Rockefeller, MacArthur e outras, que
financiam a implantação mundial do aborto, afirmarem que o aborto
deve ser legalizado porque é impossível coibir sua prática
clandestina, deve lembrar-se que as mesmas organizações que
financiam a legalização do aborto são as que financiam também a
proliferação da sua prática clandestina, que nosso atual governo é
parceiro deste projeto e nossa imprensa é conivente com ele.
 
Na quarta feira dia 10 de outubro de 2007, ao realizar-se no
Plenário 7 da Câmara dos Deputados a terceira audiência pública
para debater o substitutivo do PL 1135/91, o Deputado Luiz
Bassuma questionou contundentemente o projeto, e aproveitou para fazer
a seguinte denúncia:
 
"Senhor presidente, fazem 16 anos que esta Câmara vem resistindo
para que não se legalize o aborto no Brasil. Devemos nos organizar
cada vez mais porque esta questão do aborto é uma questão pequena
dentro de algo muito maior. É muito grave o que o governo está
fazendo ao tolerar, mais ainda, ao se omitir, na não repressão à
clandestinidade, à verdadeira máfia do aborto instalada no país com
clínicas clandestinas que enriquecem ou quando se vendem
indiscriminadamente medicamentos abortivos. No programa televisivo
Roda Viva da TV Cultura nosso Ministro da Saúde fez uma
declaração grave, gravíssima. Eu tenho a fita gravada em meu
escritório. O Ministro da Saúde, José Temporão, foi
perguntado pelos jornalistas:
 
"Senhor Ministro, [se o aborto for legalizado], como o Brasil
terá condições de financiar [um milhão e meio de] abortos [que
dizem ser feitos todos os anos] se nos hospitais estão faltando
gazes, esparadrapos e os brasileiros em muitos locais não tem
condições de fazer até mesmo um simples exame de sangue?"
 
"Sabe o que o Ministro respondeu, senhor presidente?"
 
"SE O BRASIL LEGALIZAR O ABORTO, NÃO
FALTARÃO PARA ISSO RECURSOS
INTERNACIONAIS".
 
"Ele disse isso. Eu tenho a fita gravada. Isso é gravíssimo. É
gravíssimo, senhor presidente!"
 
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CCJ APROVA ARQUIVAMENTO DO PROJETO
SOBRE ABORTO
 
 
09/07/2008
 
Elton Bomfim
 
Segundo o Deputado relator Eduardo Cunha, ficou caracterizado que a
vontade dos parlamentares é "preservar a Constituição e o direito
à vida".
 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ)
rejeitou nesta quarta-feira a proposta que descriminaliza o aborto
praticado pela gestante ou com seu consentimento (PL
1135/91). A matéria será arquivada se não houver recurso,
em cinco sessões, para ser votada pelo plenário da Câmara. A
comissão acolheu o parecer do relator, deputado Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), que considerou a proposta inconstitucional.
 
Atualmente, o artigo 124 do Código Penal (Decreto-Lei
2.848/40) prevê pena de detenção de um a três anos nesses
casos. O tema gerou defesas apaixonadas, tanto dos que apoiam quanto
dos contrários à descriminalização do aborto. A reunião teve
manifestações até com fotos de fetos abortados, penduradas no
pescoço de deputados.
 
OPINIÃO DA CASA
 
Para o relator da proposta, a vitória na comissão reflete a opinião
da Casa. "A votação aqui teve apenas 4 votos contrários ao
relatório, em 61. Ou seja, se for para Plenário, a proporção
será a mesma. Esse projeto não vai vingar na Câmara." De acordo
com Eduardo Cunha, ficou caracterizado que a vontade dos
parlamentares é "preservar a Constituição e o direito à vida".
 
TENTATIVAS DE ADIAMENTO
 
O deputado José Genoíno (PT-SP) tentou por várias vezes
impedir a votação com procedimentos regimentais, como o pedido de
verificação de voto, mas, diferentemente de ontem, quando conseguiu
cancelar a reunião por falta de quorum, nesta quarta não teve
sucesso. Para ele, que apresentou voto em separado, o aborto é
problema de saúde pública e não deve ser tratado com argumentos
religiosos. "Eu respeito as religiões, as crenças, mas não há
como tratar uma questão como essa na base de uma religião ou crença.
É um problema de saúde pública, a ser desenvolvido com
orientação, com saúde para a mulher."
 
Além de José Genoíno, votaram contra o parecer os deputados
Eduardo Valverde (PT-RO), José Eduardo Cardozo
(PT-SP) e Regis de Oliveira (PSC-SP).
 
=================================================
 
CCJ DA CÂMARA VETA PROJETO QUE
DESCRIMINALIZA ABORTO
 
 
Quarta-feira, 9 de julho de 2008
 
BRASÍLIA (Reuters) - A Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) da Câmara derrubou na quarta-feira, por 57
votos a 4, projeto de lei que propunha a descriminalização do
aborto, apresentado originalmente pelos ex-deputados Eduardo Jorge e
Sandra Starling, ambos do PT, em 1991.
 
O relator do projeto, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
recomendou o arquivamento por considerá-lo inconstitucional.
 
"O artigo 5o da Constituição é claro, o direito à vida é
inalienável. O feto é um ser vivente e portanto o aborto não pode
ser permitido sob pena de estarmos cometendo um crime", afirmou na
exposição de seu relatório.
 
O projeto de descriminalização do aborto foi desarquivado nessa
legislatura a pedido do deputado José Genoíno (PT-SP), que
não perdeu a esperança de levar o tema adiante.
 
"O Brasil é um país laico, religião e política não podem se
misturar. Essa é uma questão de saúde pública e, no mínimo, tem
de ser debatida", disse a jornalistas.
 
Os defensores do projeto precisam conseguir 51 assinaturas dos 513
deputados para levar a questão a plenário, independentemente da
decisão da CCJ.
 
Os partidos fecharam questão sobre o tema, contra ou a favor, mas em
todos há dissidências. José Eduardo Martins Cardoso
(PT-SP) acha que o resultado pode ser diferente na votação de
todos os deputados da Casa. "A posição da CCJ não serve de
espelho do plenário", afirmou.
 
A deputada e candidata à prefeita do Rio de Janeiro, Solange
Amaral (DEM), festejou o resultado.
 
"Falo como mulher e como parlamentar. O verbo a ser conjugado tem de
ser cuidar, preservar, educar, prevenir e não abortar".
 

62.
Alberto R. S. Monteiro _  14 de março de 2009  URGENTE: ABORTO EM RECIFE - BRASIL
 
Sábado, 7 de março de 2009
 
A TODOS AQUELES QUE COMPREENDEM O VALOR
DA VIDA:
 
Na semana passada, foi descoberta uma gravidez de gêmeos em uma
menina de 9 anos no nordeste brasileiro. O fato ocorreu na quarta
feira dia 27 de fevereiro de 2009 na pequena Alagoinha, uma
cidade de 14 mil habitantes no interior do Estado de Pernambuco.
 
A menina já estava com 4 meses de gestação. O pai dos bebês
seria o padrasto, um rapaz de 23 anos que vivia com a mãe da
criança. O pai biológico da menina, que atualmente vive também em
Alagoinha, havia se separado da mãe havia três anos. O padrasto
foi preso na própria quarta feira à noite e a população da cidade
chegou a tentar linchá-lo.
 
A mãe da menor era contra o aborto. O pai era radicalmente contra o
aborto. Contra toda a melhor medicina, os funcionários do hospital
deram a entender aos pais que a menina morreria se levasse a gravidez
adiante. Isto simplesmente não é verdade. No Brasil todos os anos
há 30.000 gestações de menores de 14 anos e não há nenhum
caso registrado de morte por causa da gravidez quando é oferecido um
acompanhamento pré natal e se permite o parto por meio de cesariana.
O modo como se mentiu aos pais para fazer com que consentissem com o
aborto é motivo de vergonha para qualquer serviço de saúde. O pai
da menina, impedido de falar com os médicos, quando entendeu que os
funcionários do hospital estavam mentido, pediu ajuda a um serviço
jurídico para impedir o aborto, um direito que a lei brasileira
garante, pois é crime realizar um aborto contra a vontade dos pais,
principalmente quando não há risco de morte. Os médicos do
hospital, porém, para garantirem que o aborto seria realizado mesmo
contra a vontade do pai, permitiram a sua transferência para um
paradeiro que permaneceu em sigilo até que o aborto se tivesse
consumado. O governo brasileiro e os meios de comunicação, tratando
os responsáveis por estes fatos como se fossem heróis, agora estão
se aproveitando do acontecimento para promover a agenda rumo a uma
completa legalização do aborto. O sucedido está sendo amplamente
divulgado de modo a ocultar os verdadeiros fatos ocorridos em um
gigantesco espetáculo midiático no qual o povo está sendo induzido a
crer que uma gravidez de uma menor de idade significa o mesmo que a sua
morte física.
 
O que foi divulgado a este respeito foi o que a imprensa quis que o
público soubesse. As pessoas diretamente envolvidas no caso expuseram
aos jornalistas que os procuraram todos os detalhes do que está
relatado nesta mensagem, mas nada foi publicado. As pessoas tem o
direito de saber a verdade, e de compreender o quanto o público e as
próprias vítimas estão sendo manipulados em função de interesses
internacionais com os quais o governo do presidente Lula é conivente.
 
PRECISAMOS DE SUA AJUDA.
 
Pede-se a todos que leiam, estudem, divulguem e discutam esta
mensagem de todos os modos possíveis. Passem-na a toda sua lista de
contatos, pedindo que façam o mesmo. Escrevam e peçam que escrevam
às autoridades das instituições de saúde envolvidas para que se
manifestem a respeito do ocorrido conforme explicado no fim desta
mensagem.
 
---------------------------------------------------------------------
 
O que aconteceu esta semana no Recife não é o primeiro caso deste
tipo. Há grupos que recebem financiamentos milionários de
Fundações internacionais para que estes eventos sejam explorados ao
máximo. Cabe aos que defendem a dignidade da vida humana, tomar
consciência do que está acontecendo e posicionar-se para que não
venham mais a repetir-se fatos vergonhosos como este, em que pessoas
simples são enganadas, fatos são escondidos e informações são
manipuladas e um povo inteiro é ludibriado com o único fim de produzir
mudanças profundas na opinião pública em função das agendas de
organismos internacionais.
 
Pede-se desculpas a todos pelo tamanho da mensagem, mas diante da
quantidade de fatos que são ocultados do público pelos meios de
comunicação, não é possível expor a verdadeira dimensão do que
está por trás de tudo o que está acontecendo nas poucas linhas de um
e-mail convencional. A defesa da dignidade da vida humana e do estado
democrático exige o esforço consciente de cada um dos cidadãos. O
primeiro deles é o dever de informar-se devidamente, e isto não pode
ser feito com bilhetes. Se passamos de uma monarquia a um regime
democrático, temos que pagar o preço que a sua manutenção exige.
 
Os que puderem ler esta mensagem até o fim compreenderão mais
claramente o que isto significa. A democracia pressupõe cidadãos que
busquem a consciência do que verdadeiramente sucede na sociedade.
Para não ser ideologicamente enganado é preciso buscar informação
sólida e coerente. Isto não se pode fazer com chavões ou pequenos
bilhetes. Se desejamos um Brasil que seja modelo de democracia, este
com certeza é um dos primeiros pontos onde começar.
 
Agradeço a todos pelo grandíssimo trabalho de conscientização que
estão ajudando a fazer. A acolhida e a difusão em todo o mundo que
estas mensagens tem recebido tem estado além de todas as mais otimistas
expectativas O extraordinário trabalho de cada um tem representado um
fator importantíssimo no sentido de impedir que genocídio
internacionalmente planejado se estenda para toda a América Latina.
 
CONTAMOS COM A COLABORAÇÃO DE TODOS
PARA QUE TAMBÉM NESTE CASO POSSAMOS
FAZER COM QUE TODA A VERDADE VENHA À
LUZ.
 
A seguir apresenta-se uma pequena introdução sobre a situação
política do aborto e da defesa da vida no Brasil. Conforme ficará
aparente no fim da mensagem, não é possível entender as verdadeiras
dimensões do que aconteceu no Recife durante a semana passada sem
colocar os fatos em todo o seu contexto internacional, e neste contexto
a situação política presente do Brasil tem muito o que explicar.
 
Em seguida, narram-se os fatos que aconteceram em Recife na semana
passada e que a imprensa, mesmo tendo pleno conhecimento dos mesmos,
insiste em não dar conhecimento ao público. Em vez disso, toda a
cobertura dada pelos meios de comunicação tem se centrado na pessoa de
um arcebispo, apenas com a finalidade de distrair o público do que
verdadeiramente aconteceu.
 
Antes do final, mostram-se como os fatos do Recife estão
internacionalmente interligados com uma série de projetos e
acontecimentos de que também não se dá nenhuma notícia ao público.
 
No fim, pedimos aos que receberem esta mensagem possam manifestar-se
através do envio de mensagens às autoridades responsáveis. É
importantíssimo que as pessoas se manifestem para impedir que fatos
como os aqui narrados, que são planejados desde o exterior para
promover a total implantação do aborto, voltem a repetir-se.
 
O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO O MAIOR E O
MAIS SOFISTICADO ATAQUE JÁ
DESENCADEADO CONTRA A DIGNIDADE DA
VIDA HUMANA QUE JÁ HOUVE EM TODA A SUA
HISTÓRIA. O problema transcende o próprio Brasil e
representa o coroamento de investimentos estrangeiros de várias
décadas que pretendem impor o aborto não só ao Brasil como também a
toda a América Latina e a todo o mundo.
 
Agradecemos a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover.
 
Continuaremos informando a todos o desenrolar dos acontecimentos.
 
Alberto R. S. Monteiro
 
=============================
 
LEIA A SEGUIR:
 
1. A SITUAÇÃO POLÍTICA DO ABORTO NO
BRASIL.
 
2. COMO TUDO COMEÇOU.
 
3. INTERNAÇÃO NO INSTITUTO MATERNO
INFANTIL DO RECIFE.
 
4. ERIVALDO EM RECIFE.
 
5. ERIVALDO RETORNA A RECIFE.
 
6. O ABORTO É REALIZADO.
 
7. POR QUE MENTE-SE?
 
8. RAPTO E ABORTO NA NICARÁGUA.
 
9. CONCLUSÃO.
 
10. O QUE FAZER.
 
=============================
 
1. A SITUAÇÃO POLÍTICA DO ABORTO NO
BRASIL.
 
=============================
 
Segundo pesquisas do IBOPE, mais de 90% da população
brasileira é contrária à legalização do aborto, e este número
continua em crescimento. Era exatamente 90% em 2003 e passou
para 97% em 2005. Em 2007 uma organização trabalha pela
legalização do aborto contratou o IBOPE para refazer a pesquisa
mas não quis revelar o resultado, alegando que este não seria do
interesse público, uma vez que o tema do momento era o aborto em casos
de estupro.
 
Quando assumiu o governo, apesar de consciente destes números,
também pesquisados pelo Ministério da Saúde, o presidente Lula
assinou de próprio punho, em dezembro de 2004, o PLANO
NACIONAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES
em que colocava entre as prioridades de seu governo a legalização do
aborto no Brasil. Em 2005 o governo Lula comprometeu-se duas
vezes, em documentos oficiais entregues à ONU e disponíveis até
hoje na Internet, a legalizar o a prática do aborto no Brasil
abolindo todas as restrições legais a todos os tipos de aborto. O
primeiro documento neste sentido foi entregue em abril de 2005 ao
Comitê de Direitos Humanos da ONU. Em um segundo documento,
entregue em agosto de 2005 ao Comitê do CEDAW da ONU, o
governo Lula reconheceu explicitamente a prática do aborto como um
direito humano.
 
No final de 2005 o governo Lula elaborou um projeto de Lei que,
entregue ao Congresso através da Secretaria da Política da
Mulher, pretendia extinguir do código penal todos os crimes de
aborto, tornando-o deste modo a prática totalmente legal durante
todos os nove meses da gravidez, desde a concepção até o momento do
parto. O projeto era tão absurdo que custou a eleição de sua
relatora, a Deputada Jandira Feghali, ao Senado. O projeto foi
em seguida reprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família
da Câmara por 33 votos contra ZERO e logo após na Comissão de
Constitucionalidade da Câmara por 57 votos a quatro. A maioria
dos deputados a favor do aborto ou não compareceu à votação ou
simplesmente retirou-se da sala da Comissão para não sofrer a
vergonha da escrachante derrota. O projeto deveria ter sido
arquivado, mas por iniciativa do deputado pernambucano José
Genoíno, deverá voltar a ser discutido no Plenário da Câmara.
 
Em abril de 2006 a descriminalização do aborto foi oficialmente
incluída pelo Partido dos Trabalhadores, atualmente o partido do
governo, como diretriz do programa de governo para o segundo mandato do
presidente Lula. Mais tarde, quatro dias antes do primeiro turno das
eleições para o seu segundo mandato, em 27 de setembro de
2006, o próprio presidente Lula incluiu o aborto em seu programa
pessoal de governo.
 
Durante o segundo mandato presidencial o Partido dos Trabalhadores
entendeu também que, apesar de que a quase totalidade da população
brasileira seja contrária à legalização do aborto e considere esta
prática como um homicídio, se um militante do PT não trabalhar
para promover a legalização do aborto no Brasil, poderá ser
processado, julgado e expulso do Partido dos Trabalhadores.
Defender a vida inocente não nascida, mesmo o aborto sendo
considerado pela legislação vigente um crime punido por lei, passou a
ser, segundo o Partido dos Trabalhadores, uma infração de Ética
tão grave que exige a expulsão do Partido. Os Deputados federais
Luiz Bassuma, do PT da Bahia e Henrique Afonso, do PT do
Acre, estão respondendo a processo na Comissão de Ética do
Partido dos Trabalhadores e podem ser expulsos do partido apenas por
defenderem a vida e serem contra a legalização do aborto. Outros
parlamentares do partido que também têm se pronunciado a favor da
vida, como o deputado Nazareno Fonteles, já estão na mira de novos
processos. Segundo a Secretaria de Mulheres do Partido, estes
deputados descumprem abertamente uma resolução partidária de 2007
que aprova o direito ao aborto. O site do Partido dos Trabalhadores
apresentou recentemente o processo de expulsão contra os deputados a
favor da vida como "UMA VITÓRIA DAS FEMINISTAS
DO PT". Segundo página oficial do site, "A
PARTICIPAÇÃO DESTES DEPUTADOS EM ATOS
PÚBLICOS CONTRA A LEGALIZAÇÃO" NÃO
PODE FICAR IMPUNE: "TEM QUE TER
CONSEQÜÊNCIAS E EXIGE A IMPOSIÇÃO DE
UMA SANÇÃO". Veja o que diz o site a este respeito no
seguinte endereço:
 
 
A implantação do aborto, ideologicamente vinculada com a
libertação da mulher, não é um anseio do povo brasileiro. Ela é
promovida e financiada por uma rede fundações internacionais bem
conhecidas cuja verdadeira finalidade é o controle do crescimento
populacional. O governo brasileiro é conivente com esta rede e este
é um dos motivos pelos quais é necessário implantar imediatamente a
Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a promoção do aborto no
Brasil. Os deputados Luis Bassuma e Henrique Afonso estão entre
os principais promotores da iniciativa. É por isso também que o
Partido tem pressa em expulsá-los. E é isto também o que está
por trás dos tristes acontecimentos que se sucederam esta semana na
cidade do Recife.
 
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2. COMO TUDO COMEÇOU.
 
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Tudo o que é relatado a seguir foi declarado inúmeras vezes diante
das câmaras e microfones de jornais, rádios e emissoras de televisão
pelos diversos participantes dos fatos ocorridos nos últimos dias em
Alagoinha e Recife. E, ao que se saiba, estas pessoas continuam a
ser entrevistadas e a dizer as mesmas coisas. Eles não querem
esconder nada e querem que o público saiba sobre o que realmente
aconteceu. Deveriam ser fatos públicos, mas não o são. Cabe ao
leitor desta mensagem divulgar os fatos que a imprensa insiste em
silenciar, para que as autoridades possam tomar as devidas
providências, proteger os direitos humanos, defender o estado de
direito, promover a verdadeira democracia e fazer com que nunca mais os
cidadãos mais simples sejam vergonhosamente usados para promover uma
agenda internacional contrária ao pensamento do povo brasileiro.
 
Quarta feira, dia 25 de fevereiro de 2009, na pequena
Alagoinha no agreste de Pernambuco descobriu-se que uma menina de 9
anos estava com quatro meses de gestação. O pai dos bebês,
supostamente o padrasto que vivia com a mãe da criança, foi
imediatamente preso e transferido para a Penitenciária de Pesqueira.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, ele poderá pegar mais de
15 anos de prisão em regime fechado. No Brasil não existe pena de
morte para semelhantes monstruosidades, mas para o fruto da
gestação, não importa se já esteja perfeitamente formado e que seja
certamente inocente, impõe-se uma morte que a lei não tem coragem de
aplicar ao próprio culpado.
 
O pai biológico da menina, que havia se separado da mãe havia três
anos, continua a residir na mesma Alagoinha e acompanhou os fatos
durante os primeiros dois ou três dias a alguma distância.
 
 
A imprensa começou imediatamente a falar de aborto, mas em nenhum
momento mencionou que tanto o pai biológico da menina, quanto a
própria mãe, eram contrários ao aborto. Aparentemente ninguém
sequer perguntou algo a este respeito para o casal. A imprensa
inclusive deu como certo que a criança corria risco iminente de vida
por causa da gravidez, e listou os motivos pelos quais a criança
poderia morrer por causa da gravidez.
 
O Diário de Pernambuco afirmou que poderia "haver uma obstrução
do parto, causado pela desproporção cefalopélvica, que ocorre
quando a abertura pélvica da mãe é pequena para permitir que a
cabeça do bebê passe durante o parto".
 
O Diário não disse que isto somente pode ocorrer quando o parto é
normal, e que nestes casos a medicina nunca deve permitir que a
gravidez chegue ao parto normal. Em vez disso realiza-se um parto
cesariano e o problema simplesmente deixa de existir.
 
O Diário também afirmou que outras complicações poderiam ocorrer,
como "a septicemia (infecção generalizada), o descolamento da
placenta por conta da hipertensão arterial, a hipertensão ocasionada
pela gravidez, inclusive pré-eclampsia e eclampsia, as quais, se
não forem tratadas, podem provocar parada cardíaca ou derrame,
resultando em morte, tanto para a mãe como para o bebê".
 
Em nenhum momento o Diário, ou qualquer outro das centenas de
jornais que repetiram o mesmo, explicou que estas complicações não
são repentinas. Ninguém vai dormir bem e acorda com uma septicemia,
ou infecção generalizada, mortal. Ninguém vai dormir bem e acorda
vítima de um derrame devido a uma eclâmpsia. Antes que se desenvolva
uma eclâmpsia deve desenvolver-se uma pré eclâmpsia, e antes que se
desenvolva uma pré eclâmpsia devem-se constatar alterações no
padrão da pressão arterial. Antes que uma infecção se transforme
em septicemia deve haver uma grande infecção, e antes disso uma
infecção e pelo menos uma febre. O descolamento da placenta por
conta da hipertensão arterial também não é repentino. A placenta
descola gradualmente e vai avisando o médico através de pequenas
hemorragias. Os descolamentos totais e repentinos de placenta são
raríssimos e mesmo assim quando ocorrem é durante um trabalho de
partos normal onde reside o maior perigo.
 
Tudo isto significa que, embora a gravidez seja considerada de risco,
a probabilidade de que uma criança grávida morra se tiver um bom
acompanhamento pré-natal e um parto cesário devidamente agendado é
praticamente nula. O próprio bom senso mostra isto. Quantos casos
as pessoas, médicos ou não, conhecem de crianças grávidas que
morreram de parto? São coisas que se fossem comuns, os jornais,
ávidos por sensacionalismo, o noticiariam fartamente. Nesta mesma
semana, por ocasião dos fatos ocorridos no Recife, o próprio
Diário de Pernambuco, publicou sem maior destaque uma nota em que a
médica legista que atendeu o caso, a Dra. Carmelita Maia, ainda
que declarasse "haver urgência para o procedimento" e que a menina
"precisava fazer esse aborto o mais rápido possível", quando
perguntada pelo repórter se havia notícias de outros casos semelhantes
no estado de Pernambuco, declarou:
 
"ESTOU CONCLUINDO MINHA TESE DE
DOUTORADO EM VIOLÊNCIA SEXUAL PELA
FUNDAÇÃO OSVALDO CRUZ, QUE ESTUDA A
GRAVIDEZ EM MENORES DE 14 ANOS.
VERIFIQUEI QUE EM UM PERÍODO DE UM ANO
50 CRIANÇAS NO RECIFE NESSA FAIXA
ETÁRIA TÊM BEBÊ".
 
 
A legista declara ter pesquisado o tema e encontrado cinqüenta
crianças na faixa etária abaixo de 14 anos que tiveram bebê no
Recife. Quantas morreram? Não menciona nenhuma.
 
E podemos ser mais explícitos: quantas foram as crianças que ficaram
grávidas, que tiveram um bom acompanhamento pré-natal e fizeram
parto cesariano morreram no Brasil nos últimos dez anos? A resposta
é uma só: provavelmente nenhuma, e foram muitas as crianças que
engravidaram nestes dez anos. O DataSus informa que 27610
crianças menores de 14 anos deram à luz crianças nascidas vivas no
Brasil em 2006. Em dez anos são cerca de trezentas mil
crianças. Este número impressionante mostra que a gravidez de
menores não é um evento raro. Estas trezentas mil crianças incluem
as que tiveram e não tiveram acompanhamento pré-natal e parto por
cesariana. A pergunta é: quantas crianças menores de 14 anos que
tiveram acompanhamento pré natal e parto cesariano morreram por causa
da gravidez? O Datasus não tem registro de nenhuma. Provavelmente
nenhuma criança menor de 14 anos que teve acompanhamento pré natal e
possibilidade de parto cesariano morreu no Brasil nos últimos dez
anos. O fato da gravidez ser de risco não significa necessariamente
que a mãe irá morrer, mas sim que precisará de um acompanhamento
especial. Simples assim e todo médico sabe disso.
 
Por que então os médicos que sabem destas coisas calam-se e não as
declaram publicamente? O motivo é simples. No Brasil onde o
governo Lula assina acordos internacionais para implantar o aborto
totalmente livre e o Comitê de Ética do Partido dos Trabalhadores
se prepara para processar e expulsar dois deputados pelo único crime de
terem sido contra o aborto, não é politicamente correto dizer estas
coisas para o público.
 
Mais difícil porém é explicar por que médicos, para-médicos e
funcionários de organizações não governamentais, sabendo que estão
mentindo ao induzir o público a acreditar que e menina irá morrer por
causa de uma gravidez, insistem tão abertamente em espalhar a
desinformação a todo o povo brasileiro. Tentaremos explicar por que
se mente desta maneira, conscientemente, com a conivência e o aplauso
da imprensa, durante o restante desta mensagem.
 
Entretanto o que é certo é que a mãe e o pai da criança eram
claramente contrários ao aborto. Sendo assim eles teriam que ter o
direito de serem informados claramente a respeito. E não o foram.
Como veremos a seguir, foram informados do modo mais vergonhosamente
fraudulento.
 
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3. INTERNAÇÃO NO INSTITUTO MATERNO
INFANTIL DO RECIFE.
 
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Verificada a gravidez da menina, as autoridades acionaram o Conselho
Tutelar. Os conselheiros verificaram que a mãe era contrária ao
aborto e decidiram encaminhá-la ao Instituto Materno Infantil de
Pernambuco em Recife. O IMIP é um hospital de referência no
estado de Pernambuco em maternidade e pediatria, fundado pelo Dr.
Fernando Figueira, um médico que fêz história em Pernambuco.
Antes de fundar o IMIP e várias outras instituições tão
relevantes quanto, o Dr. Fernando Figueira já havia lecionado
medicina no Hospital das Clínicas de São Paulo, nos Estados
Unidos, no México e na França, havia escrito diversos livros e
ocupado o cargo de Secretário de Saúde do governo de Pernambuco.
 
Na sexta feira dia 27 de fevereiro os conselheiros tutelares
dirigiram-se a Recife com a mãe da menina e a própria menina,
imaginando que as estavam encaminhando ao Instituto Médico Legal
para realizarem os exames de corpo de delito comuns nestas
ocorrências, e depois ao IMIP para iniciar os cuidados do pré
natal.
 
Em vez disso porém, após terem passado pelo IML, foram recebidas
no IMIP pelo serviço de assistência social do Hospital que
convidou a conselheira tutelar a assinar um documento que autorizasse o
aborto. A conselheira, surpresa, respondeu que não haviam vindo ao
IMIP para abortar e que não iria assinar o documento. A
assistente retrucou que já estava tudo combinado e que elas teriam que
assinar. Diante da nova negativa da conselheira, a assistente
entregou-lhe um pedido escrito de próprio punho em que solicitava um
"encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de
mostrar-se favorável à interrupção da gravidez da menina, com base
no Estatuto da Criança e do Adolescente e na gravidade do fato".
O Conselho deveria pronunciar-se a respeito até segunda feira dia 2
de março.
 
Mas já na noite daquela sexta feira os jornais passaram a anunciar que
o aborto seria realizado no sábado. Na sexta feira o Jornal do
Comércio anunciou que
 
"A MENINA DE 9 ANOS QUE ESTÁ GRÁVIDA DE
GÊMEOS E A IRMÃ DELA, DE 14 ANOS, QUE
TEM DEFICIÊNCIA, ESTÃO INTERNADAS NO
INSTITUTO MATERNO INFANTIL PROFESSOR
FERNANDO FIGUEIRA (IMIP), NA ÁREA
CENTRAL DO RECIFE. HÁ INFORMAÇÕES DE
QUE O ABORTO PODE SER REALIZADO NESTE
SÁBADO".
 
 
Ao meio dia de sábado o mesmo Jornal do Comércio anunciava o
Hospital haver confirmado o início dos procedimentos para o aborto,
que o procedimento já contava com o consentimento da família e que o
aborto seria realizado no mesmo sábado. Todas estas informações
eram falsas, mas já estavam sendo irradiadas para todo o Brasil pela
assessoria de imprensa do IMIP:
 
"A ASSESSORIA DE IMPRENSA DO INSTITUTO
MATERNO INFANTIL PROFESSOR FERNANDO
FIGUEIRA (IMIP) CONFIRMOU QUE SERÁ
REALIZADO UM ABORTO NA MENINA DE 9 ANOS
QUE ESTÁ GRÁVIDA DE GÊMEOS. A
INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ NESSE CASO,
QUE TEVE O CONSENTIMENTO DA FAMÍLIA, É
PREVISTA EM LEI E DISPENSA AUTORIZAÇÃO
JUDICIAL. OS PROCEDIMENTOS
NECESSÁRIOS PARA A REALIZAÇÃO DO
ABORTO SERÃO REALIZADOS NESTE SÁBADO
DIA 28".
 
 
A notícia, repetida também por outros jornais, assustou o Conselho
Tutelar de Alagoinha, pois havia sido combinado que nada seria feito
antes da segunda feira, quando o Conselho se pronunciaria e,
ademais, os conselheiros sabiam que a mãe da menina era contrária ao
aborto. Voltaram por isso no sábado ao Recife, uma viagem de três
horas de carro na ida e outras três horas de volta, para entenderem o
que estava acontecendo e verificaram que a criança brincava no
hospital, nenhum procedimento havia sido iniciado e perguntaram à mãe
o que ela pensava a respeito. A mãe então afirmou claramente diante
dos conselheiros que ela era contrária ao aborto,
 
"que pensava que o aborto não era correto, mesmo naquele caso, e que
ninguém tinha o direito de tirar a vida de ninguém".
 
Mas, profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs também que
havia assinado "alguns papéis por lá", sobre os quais porém não
sabia dizer de que se tratava. Cabe dizer que a mãe é analfabeta e
não assina sequer o nome. Para assinar os documentos mencionados, de
que ela não sabia explicar o conteúdo, foi-lhe pedido que gravasse
neles as suas impressões digitais.
 
Retornando no mesmo sábado à noite para Alagoinha, os conselheiros
preocuparam-se em procurar o pai da menina para que também ele se
pronunciasse a respeito do caso. Verificaram que o Sr. Erivaldo, o
avô dos dois bebês de cinco meses, tinha uma posição contrária ao
aborto e neste sentido ainda mais clara do que a da mãe. Erivaldo
concordou em dirigir-se ao IMIP na segunda feira, junto com o
conselho tutelar, para pedir a alta da filha.
 
Restava ainda resolver a questão do documento que havia sido pedido
para ser encaminhado pelo Conselho Tutelar ao IMIP. Tendo
verificado que ambos os pais da menina internada no IMIP eram
contrários ao aborto, os membros do Conselho Tutelar de Alagoinha
votaram no domingo por unanimidade encaminhar ao IMIP uma
solicitação no sentido de que, respeitada a vontade de ambos os
pais, que desejavam proteger as vidas dos dois bebês, não fosse
realizado o aborto.
 
Enquanto isso no Recife e em todo o Brasil, a imprensa continuava a
noticiar, inveridicamente, que os procedimentos do aborto já haviam
sido iniciados. Esta atitude da imprensa em veicular informações que
eram sabidamente falsas preparou a nível nacional uma expectativa de
sensacionalismo e o ambiente neurótico em que se desenrolariam os
acontecimentos que viriam a se suceder. Em sua edição de domingo
assim afirmava o Diário de Pernambuco:
 
"Os procedimentos para o aborto dos gêmeos esperados pela menina de
nove anos, vítima de abuso sexual, foram iniciados neste sábado. A
criança está internada, desde sexta-feira, na enfermaria de
gestação de alto risco no Instituto Materno Infantil (Imip),
assistida por uma equipe multidisciplinar. A família da criança
solicitou a interrupção da gravidez e o Imip, diante do risco que
corre a paciente, acatou o pedido".
 
 
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4. ERIVALDO EM RECIFE.
 
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Na segunda feira à tarde o Sr. Erivaldo, pai da menina internada,
dirigiu-se ao IMIP, juntamente com os membros do Conselho
Tutelar de Alagoinha, pedir a alta da filha e a suspensão dos
procedimentos de aborto. O ambiente já estava preparado para que ele
fosse acolhido do modo como o foi.
 
Recebidos pela mesma assistente social que havia pedido que o Conselho
Tutelar se pronunciasse a favor do aborto, os conselheiros
manifestaram que em Alagoinha todos os envolvidos estavam preocupados
pelas vidas das três crianças. A assistente retrucou imediatamente:
 
- "AQUI NÃO HÁ TRÊS CRIANÇAS. SÓ EXISTE
UMA CRIANÇA, O RESTO SÃO APENAS
EMBRIÕES".
 
- "Como podem ser embriões?", respondeu um dos conselheiros.
"A gravidez está quase de cinco meses, os bebês já estão
formados, já têm fígado e coração".
 
A assistente respondeu ainda que de fato eles tinham coração, mas
que isso não significava nada. Eram apenas embriões, e a menina
estava correndo risco de vida.
 
Os conselheiros retrucaram que haviam tomado informações a respeito,