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05. Carta aberta a Sua Santidade, o Papa Bento XVI. - Pastor Ricardo Gondim- www.ricardogondim.com.br São Paulo, 12 de maio de 2007. Sua Santidade,
Respeitosamente o saúdo com paz da parte de Deus. Percebo-lhe feliz em sua visita ao nosso país; sinta-se bem vindo.
Espero que acontecimentos de bastidores não lhe tragam constrangimento
– sempre existem futricas privadas nas instituições humanas.
Alegrei-me também de perceber sua coragem em defender alguns princípios
inegociáveis para a igreja católica como o aborto. Concordo que os fetos
não podem ser considerados meros apêndices indesejáveis do corpo das
mulheres, podendo ser extirpados sem critério.
Alegrei-me de vê-lo abraçando duas velhinhas magras e pobres - acredito
que elas eram conterrâneas minhas. Sua Santidade não imagina como os
idosos sofrem no Brasil. A grande maioria depende que seus familiares
os acolham e, geralmente, são considerados um estorvo. Lembrei-me de
minha avó, Sua Santidade, que viveu seus últimos dias abandonada sem
afeto e sem atenção. Ela ficou cega, e porque vivia na casa de um tio
muito mau, angustiou-se até a morte com o desdém e o abandono.
Alegrei-me quando vi Sua Santidade rodeado de sacerdotes de tradições
religiosas não alinhadas à sua. No Brasil, nutríamos um medo muito grande
que a lenha já seca da Inquisição, que Sua Santidade já presidiu, ardesse
novamente. Regozijei-me pelo rabino sorridente que pediu sua bênção.
Espero que ele se sinta perdoado, principalmente, depois do constrangimento
de haver quebrado um dos Dez Mandamentos, e de ser preso nos Estados
Unidos.
Permita-me dizer-lhe, com toda reverência, que fiquei muito, muito,
triste com os termos que Sua Santidade se referiu aos evangélicos. Por
favor, entenda-me, não estou com melindres. Eu mesmo tenho criticado
bastante os evangélicos pelos seus sérios problemas doutrinários e pelas
suas enormes dificuldades éticas.
Longe de mim ousar corrigi-lo, papa Bento XVI, mas o termo “seita”,
é sociologicamente anacrônico; ele comunica uma atitude preconceituosa
em relação aos outros, por isso, o considerei despropositado para uma
declaração pública, mesmo dirigida ao seu clero.
Entristeci bastante porque notei que Sua Santidade ainda repete o
antigo pressuposto agostiniano de que “fora da igreja não existe salvação”.
Não o censuraria, até porque reconheço a distância que nos separa -
Sua Santidade lidera centenas de milhões de crentes e eu cuido apenas
de uma comunidade local –, contudo, referir-se ao grupo religioso que
mais cresce na América Latina como “seita”, revela a falta de sintonia
dos seus assessores com os eventos daqui.
Permita-me – com toda reverência – fazer algumas considerações sobre
o crescimento dos evangélicos neo-pentecostais:
1. Os evangélicos crescem porque conseguiram juntar o discurso doutrinário
protestante com a simbologia mística que o catolicismo tanto difundiu
no Brasil. Acredito que bispos e teólogos católicos terão enorme dificuldade
para arrefecer a força dessa combinação. Saiba que existem similares
evangélicos até mais fortes para as pílulas milagrosas do Frei Galvão
– acredito que um erudito como o Papa Bento XVI não dá muito valor para
pedacinhos de papel, em forma de pílula, com preces escritas que precisam
ser engolidos para fazer milagre, também não acredito muito nessas coisas.
Os evangélicos agora se valem de rosas ungidas, copos d’água poderosos
e dos vales com sal grosso para “amarrar demônios”. Parece-me que a
máquina de criar símbolos é mais eficiente entre os neo-pentecostais
até porque, todo dia, surge um novo objeto milagroso. Agora que a mensagem
protestante foi adubada com a simbologia católica, o terreno ficou fértil.
2. Os evangélicos crescem, Sua Santidade, porque vêm de um começo
belicoso – eles são filhos do fundamentalismo que reagiu fortemente
ao “Liberalismo Teológico” da sua Alemanha. Os evangélicos aumentaram
o número de fiéis porque, por muitos anos, enxergaram a igreja católica,
como uma instituição adversária e partiram para cima dela.
Portanto, quando Sua Santidade os chama de “seita”, eles se sentem
provocados e vão investir ainda mais contra os frágeis católicos nominais.
Anote o que prevejo: a sangria dos católicos nominais continuará até
depois de seu papado.
Oro a Deus que se esvazie a retórica antagônica entre nós, afinal
de contas, trabalhamos pela mesma causa. Sua Santidade, sou amigo de
alguns padres e, confesso: suas colocações me causaram desconforto;
pareceu que em seu papado, antigas rusgas da Reforma recrudescerão.
Pior, achei que houve uma atitude desprezível da cúria do Vaticano
em relação às pequenas igrejas como a minha, que lutam com tanto esforço
para anunciar o Evangelho com integridade.
Escrevo-lhe com carinho, em nome da harmonia entre os cristãos.
Um conservo de Jesus,
Ricardo Gondim.
(Via_Orlando) José Maria e Silva _ 16 May 2007 Caro Carlos Ferreira,
O cerco às religiões está cada vez mais intenso. O jornalista Reinaldo Azevedo, em seu blog na revista “Veja”, observou que, consultando o Google, percebe-se que Bento XVI foi tratado como cão, enquanto Marcola é visto como intelectual. Em Goiânia, na discussão do Plano Diretor, chegou a se cogitar em exigir das igrejas evangélicas que, quando fossem abrir um templo, consultassem antes a população da vizinhança para saber se ela concordava. Isso com base no suposto barulho dos cultos. Ora, os cultos nunca passam de 10, 11 horas da noite e não oferecem risco algum. Já os bares, que não precisam consultar a vizinhança para ser instalados ficam abertos a madrugada inteira, atraindo marginais e gerando crimes. Como se vê, trata-se de mera implicância com as religiões, como a turma dos gays está fazendo com o papa ao questionar os gastos com sua visita. Publiquei, no domingo passado, 13 de maio, um texto sobre a visita do papa, no Jornal Opção de Goiânia, que talvez te interesse. Com base no sociólogo Durkheim, faço uma defesa do cristianismo. Remeto-o abaixo e em anexo. Um abraço. José Maria e Silva jornalista e sociólogo *** "Se Machado de Assis existiu, então o Brasil é possível" (Nélida Piñon, escritora) 06. O PAPA NO BRASIL Estado laico, Estado louco Se depender do Estado laico dos uspianos e de Lula, a nudez grotesca do travesti na via pública não poderá ser criticada — mas um bebê poderá ser extirpado do útero da mãe como um tumor JOSÉ MARIA E SILVA Com uma deselegância indigna de um Estado civilizado, o governo brasileiro deixou claro — ainda durante a visita do Papa Bento XVI — que não está disposto a dialogar com o Vaticano a respeito de questões como o aborto. Trata-se de mais um estelionato eleitoral cometido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde que tomou posse em 1º de janeiro de 2003. Mesmo sendo uma bandeira histórica do PT, a legalização do aborto foi propositalmente escondida durante a campanha de Lula com vistas à reeleição. Em 22 de outubro de 2006, às vésperas do segundo turno, quando o PT demonizava Geraldo Alckmin como suposto membro da Opus Dei, escrevi no Jornal Opção, semanário de Goiânia: “Lula esconde dos eleitores que a implantação do aborto é uma das principais políticas públicas de seu governo, perdendo apenas para a santificação do homossexualismo. Em seu programa com vistas à reeleição, o presidente petista propõe ‘a descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia’. Ou seja, tirar a vida de um bebê deixará de ser crime; mas criticar a conduta de um travesti passará a sê-lo”. Na época, o artigo parecia excesso de radicalismo da minha parte; todavia, surpreendendo até a mim mesmo, que não esperava tanta celeridade dos petistas nessa questão, em menos de seis meses do segundo mandato, o governo Lula já se dedica a promover uma completa inversão dos valores morais da sociedade brasileira. Se depender do Estado laico petista, a nudez grotesca do travesti na via pública não poderá mais ser criticada, mas um bebê inocente poderá ser extirpado do útero de sua mãe como se fosse um tumor maligno. No Congresso, parlamentares petistas que são contrários à Lei da Homofobia — um projeto inegavelmente inconstitucional — estão sendo coagidos a mudar de idéia e apoiar sua aprovação. O alinhamento obrigatório com o partido pode se estender aos seus membros que são contrários ao aborto, como o deputado Luiz Bassuma, do PT da Bahia, presidente da Frente Parlamentar Mista de Defesa da Vida e Contra o Aborto. Como fez pacto com o mercado e já não tem autoridade para pregar a revolução econômica, o PT está empenhado em alinhar consciências morais, impondo sua agenda socialista no campo dos costumes. Para isso, o PT conta com três grandes aliados — as universidades, o Ministério Público e o Judiciário. Hoje, a “moral” de esquerda — tão cara à pensatriz Marilena Chauí — se tornou majoritária entre intelectuais, promotores e magistrados, a exemplo do que ocorreu nos regimes totalitários da primeira metade do século XX. Hitler só se tornou possível porque a mentalidade predominante naquele momento histórico não hesitava em sacrificar o indivíduo no altar da coletividade — característica inerente a todos os regimes totalitários, seja o nazismo, seja o marxismo, fazendo deles “irmãos siameses”, como observa o sociólogo francês Alain Besançon. É o que está ocorrendo no Brasil, em que a pessoa de bem foi completamente destituída de sua individualidade — hoje, só o criminoso goza do privilégio de ser indivíduo no Brasil. Enquanto bandidos são “sujeitos de direitos” dentro da própria cadeia, recebendo tratamento personalizado do Estado brasileiro, as vítimas são meras estatísticas nos prontuários de delegacias, hospitais e necrotérios. Quanto mais monstruoso é um assassino, como Champinha ou Beira-Mar, melhor é o atendimento personalizado que recebe. E se uma vítima — como o menino João Hélio — é arrancada do anonimato pela comoção pública, não faltam afamados intelectuais uspianos, como o sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, para devolvê-lo às estatísticas, sob a alegação de que não se deve chorar um burguês, ainda que esse “burguês” seja uma inocente criancinha. Há muito os intelectuais marxistas mataram Deus — e não vêem a hora de aniquilar o indivíduo, feito à imagem e semelhança divina. Daí o ódio que devotam ao Papa Bento XVI, porque este Papa, mais do que João Paulo II, não transige com o perigoso relativismo do mundo moderno, que não hesita em fazer do homem uma massa de modelar nas mãos de falsos profetas, como o próprio Marx. Durante a visita do Papa, boa parte do noticiário da imprensa devotou-se à missão de jogar a população brasileira, inclusive os católicos, contra o Sumo Pontífice. Em que pese a Rede Globo se mostrar mais favorável ao Papa (provavelmente, devido à sua guerra particular contra os evangélicos), o jornalismo do canal Globonews, na TV paga, deu amplo espaço para os críticos do Vaticano. Num trocadilho malévolo com sua nacionalidade, Bento XVI chegou a ser chamado de “pastor alemão”. Mas o mau exemplo vem da própria Europa: o diário londrino The Times disse que o Papa “chegou atirando” ao Brasil, apenas porque Bento XVI — como não poderia deixar de ser — defendeu a sacralidade da vida. Ora, o grande sábio francês Émile Durkheim (1858-1917), verdadeiro pai da sociologia, também sustentava a sacralidade do indivíduo humano, apesar de ser um ateu assumido. Mas Émile Durkheim só era capaz de não crer em Deus e, mesmo assim, respeitar profundamente o indivíduo, porque nunca se imaginou capaz de reconstruir o mundo à imagem e semelhança de sua própria cabeça, como quis Jean-Jacques Rousseau, o pai de todos os revolucionários, e Karl Marx, seu discípulo mais charlatão. Seguindo o exemplo de Aristóteles, o maior de todos os filósofos, Durkheim tinha a humildade dos sábios, inclusive para reconhecer que — mesmo sendo um homem de ciência, ateu e racionalista — muito devia à religião. Se os tutores uspianos do presidente Lula — que lhe mandam repetir psitacideamente o vocábulo laico — conhecessem verdadeiramente Durkheim, o Brasil não estaria chafurdando no abismo moral da anomia, como ocorre hoje. Como sociólogo e um dos reformadores do ensino na França, justamente no momento em que se dava a separação entre Igreja e Estado no país, Durkheim ajudou a forjar, na prática, as Repúblicas laicas do mundo contemporâneo. Enquanto o megalômano Marx queria destruir o universo por se julgar capaz de construir outro, Durkheim, humildemente, limitava-se a tentar tornar este mundo um pouco menos ruim do que sempre foi. Mesmo sendo um dos pais espirituais da República laica, Durkheim nunca deixou de reconhecer o papel da Igreja na formação do Ocidente e na construção do indivíduo. No livro A Evolução Pedagógica, publicado postumamente em 1938, mas iniciado no ano de 1904, como um curso de história do ensino na França, no âmago das reformas que promovia na escola francesa, Durkheim resgata a importância da Igreja na Idade Média, mostrando que ela foi a única instituição capaz de garantir o mínimo de ordem na convulsa Europa das invasões bárbaras: “De todas as escolas municipais que ilustraram a Gália a partir do século IV, não resta nada; todas elas foram varridas, levadas pela torrente da invasão; apenas as escolas dos mosteiros e das igrejas permaneceram abertas. Foram os únicos órgãos da educação pública, os únicos lugares onde não houvera uma parada total, uma irreparável solução de continuidade do progresso humano”. E diante do papel vital da Igreja Católica em meio à “torrente furiosa” dos invasores, Durkheim não hesita em declarar: “Não tivesse estado lá a Igreja naquele momento, estava acabada a cultura humana e podemos perguntar-nos o que teria sido da civilização”. Nessa obra-prima da história da educação (infelizmente menosprezada pelos doutrinadores marxistas que infestam as faculdades de pedagogia), Durkheim mostra que o ensino oferecido pelo cristianismo não se limitava a adornar o aluno com habilidades externas, como se fazia na Antigüidade Clássica, mas procurava alcançar o âmago de sua personalidade, o que significava criar o próprio indivíduo, construindo nele um “estado interior e profundo”, que fora abortado no suicídio de Sócrates, alguns séculos antes. Ao contrário do que acredita a ignorância laica que se passa por ciência avançada, o indivíduo não é uma invenção da Renascença ou da ascensão da burguesia — ele nasce como filosofia em Sócrates e encarna-se como história em Cristo. O que são Sócrates e Jesus senão dois indivíduos que desafiam a Acrópole e o Sinédrio, buscando a verdade em si mesmos como imagem e semelhança de um Logos universal? Antes de ser institucionalizado pelo Império Romano, graças à disciplinada missão do soldado Saulo de Tarso (batizado Paulo), o cristianismo era uma espécie de pedagogia do livre-arbítrio contra as normas do Estado teocrático, daí a perseguição de que foi vítima durante séculos. Quando Jesus Cristo pronuncia sua célebre frase sobre o Império Romano (“Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”), ele separa — pela primeira vez na história da humanidade — a Religião do Estado, desencarnando da figura do Rei a essência de Deus e fazendo nascer, verdadeiramente, a consciência individual. E é em nome dela que prega o Papa Bento XVI — contra esse Estado laico cada vez mais louco. (Publicado no Jornal Opção, www.jornalopcao.com.br, de Goiânia) 07. ) http://cincosolas.blogspot.com A Alma Católica dos Evangélicos do Brasil (enviado por Ericson _ www;projetoperu.com - 07/03/2008 ) Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram
se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos,
o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de
ver o mundo (“cosmovisão”). O crescimento do número de evangélicos
no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões
neste ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos
evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica.
É um fato que a conversão verdadeira
(arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas
não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa
vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda
continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos
antigos. É o caso dos crentes de Corinto, por exemplo. Alguns deles
haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas,
ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia,
haviam sido lavados, santificados e justificados “em o nome do Senhor
Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.9-11), sem que
isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse
ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela
duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira
grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que
dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento
e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto
à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os
levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo
e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos,
mas com a alma grega pagã.
Da mesma forma, creio que grande
parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar
às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências
que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica,
no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da
nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado,
que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não
somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso
historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia
Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a
essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que
é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?
1) O gosto por bispos e apóstolos
Na Igreja Católica, o sistema papal
impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção
entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo
comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas
normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma,
uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto
da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na
alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim
consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios
evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados, mesmo após Lutero
ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira.
A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição
da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão
dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.
2) A idéia de que pastores são mediadores
entre Deus e os homens
No Catolicismo, a Igreja é mediadora
entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos,
as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos
como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles
que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho
no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo
para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam
o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou
para os evangélicos, com poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas
históricas, os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor
fosse mais poderosa do que a deles e como se os pastores funcionassem
como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo
vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do
evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração
dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração
da irmã fulana, que é profetisa”, etc.
3) O misticismo supersticioso no
apego a objetos sagrados
O Catolicismo no Brasil, por sua
vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo
e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos,
uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos
e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento
espantoso, entre setores evangélicos, do uso de copo d’água, rosa
ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de
beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração
no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão,
sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão),
o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos
líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado,
ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na
alma católica dos evangélicos.
4) A separação entre sagrado e profano
No centro do pensamento católico
existe a distinção entre natureza e graça, idealizada e defendida
por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja
Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades
coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado,
substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no
mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar
as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir
Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as
ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado
de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Falta-nos
uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme
a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação,
temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada,
permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos,
do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros
países, os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições
de ensino que, além de serem tão competentes como as outras, oferecem
uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda
de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que
o sagrado e o profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos
e freqüentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir
e prevalecer, a não ser por uma profunda reforma de mentalidade
entre os evangélicos.
5) Somente pecados sexuais são realmente
graves
A distinção entre pecados mortais
e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira
há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais
privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto
que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem
somente castigos temporais.
A nossa cultura se encarregou de
preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto
se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a
maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi
reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido
uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido
reeleito ou de que teria sido reeleito por uma margem tão grande.
Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado
é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento
é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido,
admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça,
orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas
acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério,
prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo,
etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis
aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma
dos evangélicos?
O que é mais surpreendente é que
os evangélicos no Brasil estão entre os mais anticatólicos do mundo.
Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica), o Brasil
é um dos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados
nas igrejas evangélicas. O anticatolicismo brasileiro, todavia,
se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria e em questões
éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo
o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos
que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei
acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os
brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na
maneira de ver o mundo.
Temos de trazer cativo a Cristo todo
pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa
também de conversão (2 Co 10.4-5). Quando vejo o retorno de grandes
massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar
no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si
bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto
se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é,
na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neocatolicismo
tardio que surge e cresce em nosso país, onde até os evangélicos
têm alma católica.
Augustus Nicodemos Lopes, Dr.
Doutorou-se em Hermenêutica e Estudos Bíblicos (Ph.D., NT) no Westminster Theological Seminary e é mestre em Novo Testamento pela Potchefstroom University. É Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. É autor de vários livros, além de diversos artigos. Fonte : Cinco Solas de Fé para hoje
( http://cincosolas.blogspot.com )
07. ¿Que es el AMOR? ¿Que es AMAR? (20/03/08) Buenos días estimados hermanos en Cristo, Primeramente felicitarles por la excelente labor que se están realizando con pagina WEB, realmente es un gran apoyo para todos los cristianos. En esta oportunidad les insinúo que por favor me ayuden a resolver algunas preguntas , mencionarles que soy Católico (laico), y mi inquietud es con el fin de saber la verdad de los evangelios y tener bases bíblicas de los fundamentos del cristianismo, y de poder crecer en mi fe. 1. ¿Que es el AMOR? ¿Que es AMAR? 2. Según Mc 12.29-31 y Mt 22.36-40, Jesús dijo que el mandamiento mas importante es amar a Dios y luego amar al próximo como a nosotros mismos. En este sentido, se dice que primero tenemos que recibir amor y llenarnos del amor de Dios para poder dar amor, y para esto debemos dejarnos amar por Dios. Entonces: A) ¿Cómo podemos DEJARNOS AMAR por Dios? ¿Cómo nos LLENAMOS de ese AMOR de Dios, cada vez más y más? B) Luego como podemos nosotros AMAR a Dios e incrementar este amor hacia él amándolo (y perfeccionando este amor) cada vez más y más? C) Cómo podemos AMARNOS a nosotros mismos e incrementar ese amor (perfeccionando este amor) hacia nosotros, cada vez más y más? y como amar, incrementar y perfeccionar ese amor hacia el próximo? 3. ¿Que es la SALVACIÓN? 4. ¿Cómo podemos obtener, lograr La SALVACIÓN? (Esto, implica OBRAS? Por qué si o por qué no? 5. ¿Que es la Conversión? ¿Cuando se puede decir que uno esta convertido? ¿Es decir que es lo que tuviese que ocurrir, o que es lo que uno tuviera que hacer, decir, creer, pensar, sentir, etc., para decir con certeza: Me he CONVERTIDO? 6. ¿Que significa “SER CRISTIANO”? ¿Qué se tiene que hacer o qué tiene que ocurrir para ser un verdadero Cristiano? Cual es la relación entre ser Convertido y ser Cristiano? 7. Cuando se puede decir con certeza: Ahora SOY CRISTIANO? En última instancia quien decide si uno es Cristiano o no (quien o quienes tienen la última palabra), es decir quién tuviera la autoridad, discernimiento para decir si uno es Cristiano o no? 8. ¿ Que significa “NACER DE NUEVO”? y cual es su relación con la conversión y cual la relación con el Bautismo? 9. ¿Que significa ser CREYENTE (es decir cuando se dice que uno es Creyente)? Un creyente es necesariamente un Cristiano o no? 10. En todo caso, entre Conversión, Nacer de Nuevo, Bautismo, Ser Creyente y Ser Cristiano existe un “secuencia” por así decirlo? Es decir cuales son primero y cuales van después? Hay un orden o relación claramente diferenciable? 11. Cual es la importancia del BAUTISMO en Agua? Por qué y para qué se da este Bautismo? Que es lo que hace el Espiritu Santo en nosotros en este Bautismo en Agua (es decir la relación del Espiritu Santo y el Bautismo en Agua, ya que se dice que nos da DONES, es verdad? Y que Dones nos da)? Seria este Bautismo requisito para la Salvación? 12. Que se puede decir (cual es la verdad) del BAUTISMO EN EL ESPIRITU SANTO (Como ocurrió en Pentecostés)? 13. ¿Quienes exactamente y cuando “armaron” la SANTA BIBLIA? Es decir quienes fueron los que dijeron: “Este libro entra a la Biblia, este no, este va primero, esta va después”, etc. Actualmente hay pruebas tangibles, contundentes, de ello (es decir pruebas de quienes “armaron” la Biblia)? 14. ¿Que se puede decir de la Biblia versión Reina – Valera? Por quienes fue traducida? Por que alguna vez escuché que esta Biblia fue concebida por la iglesia Católica, que fue una Biblia Católica, esto es verdad? 15. Qué es la IGLESIA y por qué y para qué esta la Iglesia en el mundo? Existe una relación entre IGLESIA y la SALVACIÓN? Cual es esta relación? 16. ¿Que pasa primeramente con las personas cristianas de distinta fe o denominación (como los católicos, ortodoxos, luteranos, etc, etc.), son salvos? y en segundo lugar, que pasaría también con personas de religiones ajenas al cristianismo por ej: Islam, Budismo, Hinduismo, Religiones indígenas, etc., ellos serian salvos? 17. Tengo algunos amigos que son “Cristianos Evangélicos” y ellos me indican que ni los SANTOS ni MARIA, la madre de JESÚS, pueden INTERCEDER por nadie (es decir que no escuchan nuestras oraciones) por que están “dormidos”, ellos me dicen que toda persona cuando muere, esta “dormida”, inclusive mencionan un lugar denominado EL SENO DE ABRAHAM, que es el cielo, pero en realidad una antesala del cielo, y que en la segunda venida de Jesucristo, recién estas personas que “duermen” en el Seno de Abraham, despertaran e irán al CIELO (al lado de Dios) propiamente dicho (Bueno, al menos eso es lo que yo entendí). Pero hasta entonces, estas personas no sienten, no hablan, no ven y mucho menos escuchan nuestras oraciones. Esto es lo que ellos dicen, y quisiera que por favor me de los argumentos y citas bíblicas que apoyen la postura de que efectivamente ellos (ni los Santos, ni María) pueden interceder por nosotros, y que tampoco pueden escuchar nuestras oraciones. (Mis amigos no se acordaban de los pasajes bíblicos). 18. Que son exactamente ADORACIÓN, DEVOCIÓN, VENERACIÓN y ALABAR? Cuales son las diferencias entre estas (Adoración, devoción, alabar y veneración)? 19. Que significa exactamente la acción de encender velas (en la iglesia, en nuestras casa, cuando se ora, etc..)? Es malo hacerlo? Y que se puede decir de arrodillarse? LES AGRADEZCO INFINITAMENTE POR SUS RESPUESTAS, DISCULPEN LA EXTENSIÓN DE LAS PREGUNTAS, TRATE DE RESUMIRLO LO MAS QUE PUDE. POR FAVOR, ESPERO SUS RESPUESTAS, YA QUE QUIERO TENER FUNDAMENTOS SÓLIDOS DEL CRISTIANISMO, Y CRECER EN FE. QUE LA PAZ DE CRISTO ESTE CON USTEDES, FRATERNALMENTE, JUAN CARLOS ARANDA Juan Carlos Aranda _ Calle Osvaldo Canedo 616 _ Zona hipódromo, Cochabamba, BOLIVIA
(591)(4) 4245479 - Cel.:(591)70374217
08. _ Católicos divididos Revista “Isto è” -
Pela primeira vez em três décadas, os principais movimentos sociais não estarão ao lado do PT nas eleições presidenciais Alan Rodrigues Uma transformação política silenciosa vem ocorrendo no seio da Igreja Católica do Brasil, cujo papel político nas últimas décadas esteve intrinsecamente ligado ao Partido dos Trabalhadores. É cada vez mais evidente o fim da hegemonia do PT entre as lideranças religiosas e os leigos que atuam nos movimentos sociais ligados à Igreja Católica. Espécie de caixa de ressonância do petismo nas camadas mais pobres da sociedade, boa parte das chamadas pastorais sociais resolveram sair da clausura e proclamar o rompimento com o governo Lula. Com ataques duros direcionados ao Palácio do Planalto, muitas dessas organizações agora apostam suas fichas em outras legendas. Considerada nos bastidores da Igreja como o maior racha político depois da redemocratização do País,“É o fim de uma hegemonia política, os católicos ficaram mais maduros” a divisão dos católicos ganhará visibilidade a partir do dia 4 de maio, em Brasília, quando mais de 300 prelados brasileiros estarão reunidos na 48ª Assembleia- Geral dos Bispos do Brasil, evento anual tido como o mais importante encontro da cúpula católica do País. , entende dom Cristiano Jakob Krapf, bispo de Jequié (BA). “A Igreja nunca esteve tão dividida”, admite dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, um dos fundadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT). A portas fechadas, a reunião dos bispos debaterá durante nove dias a conjuntura política nacional e, prioritariamente, o novo papel das comunidades eclesiais de base (CEBs) – grupo interno da Igreja que surgiu na década de 60 incentivado pelo Concílio Vaticano II para ampliar a leitura dos textos litúrgicos. No Brasil, alinhadas à teologia da libertação, as CEBs ganharam musculatura lutando contra a ditadura militar. Assim como o sindicalismo, do qual veio o presidente Lula, as comunidades eclesiais de base tiveram um papel fundamental na construção e fundação do PT. Como braço dos petistas dentro da Igreja, elas assumiram funções importantes em todas as eleições de Lula e, claro, na sua chegada ao poder. No novo cenário político católico, os dirigentes dessas comunidades – elas são quase 50 mil espalhadas pelo Brasil – estão migrando em massa para o PV, o PSOL e até para o PSTU. “Perdemos a capacidade de nos indignar”, escreveram na última semana as lideranças das Cebs em uma carta entregue aos bispos que participarão da reunião da CNBB. “Está tudo muito confuso, existe muito ressentimento com Lula por causa da defesa do neoliberalismo e do lançamento do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH)”, avalia dom Tomás. A defesa da legalização do aborto e da união civil entre pessoas do mesmo sexo, proposta pelo PNDH, indignou todas as correntes da Igreja Católica e as unificou na crítica ao governo petista. “O PT não soube tratar a Igreja como parceira histórica”, avalia o vereador petista Toningo Kalunga, da cidade de Cotia (SP), dirigente das comunidades de base. Mas, nesse novo cenário, Dilma pode ganhar o apoio de um segmento da Igreja que historicamente esteve ligado ao PSDB: a Renovação Carismática. Com a transferência do vereador paulistano – e provável candidato ao Senado – Gabriel Chalita do PSDB para o PSB, boa parte desse movimento católico que tem como estrelas principais os padres celebridades Marcelo Rossi e Fábio de Melo tende a apoiar a candidata governista. Isso, claro, se o principal nome do PSB, o deputado cearense Ciro Gomes, desistir de disputar a Presidência da República. “Para evitar uma eleição plebiscitária e assegurar que a questão ecológica entre como prioridade na pauta das eleições, muitos religiosos estão investindo no apoio a Marina Silva e a outras legendas”, explica Sérgio Coutinho, professor de teologia do Instituto São Boaventura, em Brasília. Assessor da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Coutinho alerta que, hoje, as lideranças da Igreja estão divididas basicamente em três setores: os ambientalistas, os desenvolvimentistas e os espiritualistas, esses últimos, defensores da “volta para a sacristia” dos religiosos militantes. “De certa forma, a Igreja se despolitizou”, diz. Ainda é cedo para avaliar os possíveis estragos que esse racha provocará na campanha eleitoral, mas o certo é que, para não ficar “pagão”, Lula terá que se desdobrar para atrair a cúpula da CNBB e transferir seu prestígio entre os 73% de católicos brasileiros. O PT e o governo sabem disso e não querem comentar a crise entre os dirigentes religiosos, mas estão à procura de um novo Frei Betto, ex-assessor de Lula e uma das vozes mais respeitadas entre os católicos de esquerda, para acenar a bandeira branca para os católicos. Veja tambem no : www.uniaonet.com/espcatolico02.htm Índice : 1. Maria e a União de todos os religiosos. 2. A verdade sobre Maria. 3. Ato ecumênico hindus-católicos. 4. Adoração de Maria. |
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