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Observando as diversas culturas do mundo, vemos que cada povo tem sua própria idéia a respeito de um assunto qualquer.
Cada povo considera sua idéia como UNIVERSAL e a única CORRETA. Tomemos como exemplo a maneira de se VESTIR.

Muitas vezes uma determinada vestimenta que, para um povo, encaixa-se totalmente nos seus conceitos de MODESTIA, para outro povo é totalmente ESCANDALOSA .

Na Ilha de Yap (Micronésia), os chefes de aldeia exigiram que as mulheres usassem saias até os pés.
Para eles é chocante uma mulher mostrar qualquer parte das pernas. Já na Tribo do Ngbakas, no Zaire, as mulheres de família são proibidas pelos maridos de usarem blusas, porque naquela aldeia somente as prostitutas usam blusas, pois só elas tem dinheiro para comprar roupas melhores.

Além da maneira de se vestir, há muitos outros costumes que variam de povo para povo.
NÓS PENSAMOS QUE NOSSOS COSTUMES É QUE SÃO CERTOS E RIMO-NOS DOS COSTUMES DOS OUTROS.

Nossos costumes em outras partes do mundo podem ser considerados ridículos e engraçados.
SE NÃO ENTENDERMOS AS RAZÕES DE DETERMINADOS COSTUMES, NÃO PODEREMOS APRECIÁ-LOS NEM MUITO MENOS ACEITÁ-LOS.

POR EXEMPLO: na TAILÂNDIA, as mulheres não podem ocupar quartos do 1º andar do hospital e os homens do térreo; isso significaria que as mulheres são superiores aos homens, coisa inaceitável naquela CULTURA.
Também naquele país não se pode cruzar as pernas e mostrar a planta do pé para alguém; isso seria um grande insulto.

ENGRAÇADO? NÃO! APENAS DIFERENTE PARA NÓS, MAS COM SIGNIFICADO PARA ELES.
Muitas vezes saímos da nossa terra pensando que somos OS MELHORES, que os nossos COSTUMES é que são corretos.
Julgamos as atividades dos outros, sem entender por que aquele povo está agindo daquela forma, e agimos conforme os nossos costumes sem perceber como estamos sendo analisados por eles.
QUANTAS VEZES NÓS JULGAMOS UM POVO E O CONSIDERAMOS IGNORANTE, QUANDO NA REALIDADE ELE TEM MUITO A NOS ENSINAR.

Uma TRIBO DE ÍNDIOS, que vive de frutas e caça, mora em casas de palha e quase não usa roupas, muitas vezes tem uma vida normal muito melhor do que um povo de uma GRANDE CIDADE.
DEVEMOS TOMAR O CUIDADO DE NÃO DAR O TÍTULO DE “SELVAGEM” A UMA PESSOA QUE PARA NÓS E APARENTEMENTE INFEIROR, SÓ PORQUE ELES NÃO TEM OS MESMOS COSTUMES QUE NÓS.

A comunicação do EVANGELHO, é muito difícil se não imitarmos Jesus, o qual, para se fazer compreendido e mostrar amor, identificou-se com os homens, não só encarnando-se em forma humana, mas também encarnando-se culturalmente.

“Ele veio para os seus...”
Os seus eram o povo judeu.
Por isso, Ele falou a língua daquele povo, vestiu-se conforme os costumes da época, comeu o que eles comiam, dormiu onde eles dormiam – enfim, Jesus foi um judeu como todos os outros, humanamente falando.

DEVEMOS HUMILDIMENTE PROCURAR COMPREENDER UM POVO COM O QUAL TRABALHAMOS, FALANDO A SUA LÍNGUA E EVITANDO TODO ESCÂNDALO CULTURAL QUE POSSA FECHAR AS PORTAS PARA O EVANGELHO.

O amor de Deus manifestar-se-á através das nossas vidas quando pudemos comunicar o EVANGELHO identificados culturalmente com todos.
Em relação a LÍNGUA, também podemos encontrar diferenças bem contrastantes.
POR EXEMPLO: Tomemos a palavra “CORAÇÃO”.
Falamos que sentimos TRISTEZA AMOR ALEGRIA...
Referindo-nos ao nosso CORAÇÃO.
Isso para os Karrés, na África, não tem sentido, pois suas EMOÇÕES são localizadas no FIGADO .
Para os Conobos da Guatemala, as EMOÇÕES estão no ABDÔMEM.
E para os habitantes das Ilhas Marshall, na GARGANTA.
Quando os Habbes, da África, querem comunicar que estão tristes dizem: “MEU FIGADO ESTÁ DOENTE”.
E os seus vizinhos do Norte, os Bambaras, referem-se a tristeza dizendo: “MEU OLHO ESTÀ PRETO”.

Mas, apesar das diferenças culturais, a nossa mensagem é o EVANGELHO, compreensível a todos. Por mais diversas que sejam as CULTURAS e LÍNGUAS, o EVANGELHO pode ser transmitido a todos, sem exceção. Esse EVANGELHO tem três aspectos fundamentais para todos os que ouvem...

1 . É uma mensagem que satisfaz o ser humano em todas as áreas da sua vida (moral, sentimental, psicológica, social, material). Nenhuma fase da vida humana está excluída do senhorio de JESUS CRISTO.

2 . O EVANGELHO precisa ser compreendido por todas as pessoas em termos conhecidos dentro da sua maneira de pensar e viver.

3 . O ESPÍRITO SANTO é quem deve expressar para os convertidos a maneira de viver a vida cristã. O EVANGELHO, em cada cultura, será expresso de muitas formas, diferentes umas das outras, tendo cada uma, qualidades distintas, justamente por causa desta diversificação de costumes. Consideremos que nenhuma cultura conseguiu ainda uma expressão perfeita da vida cristã (incluindo a nossa), mas cada uma tem sua própria contribuição a dar, que deve ser feita com liberdade.

REFERÊNCIA: Costumes e culturas: uma introdução a antropologia missionária / Bárbara Burns, Décio de Azevedo, Paulo Barbero F. de Carminati. – 3ed. – São Paulo: Vida Nova, 1995. Baseado na obra de Eugene A. Nida Título original: Customs, culture and christianity

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