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Área: 1.223.201 km²
HISTÓRIA
, Apartheid , Fim do apartheid , Eleições multirraciais , ÚLTIMAS NOTÍCIAS , DADOS
GERAIS Cortada
pelo trópico de Capricórnio e banhada pelos oceanos Atlântico e Índico, a África
do Sul está localizada no sul do continente africano. No encontro dos dois oceanos
está o cabo da Boa Esperança, ponto estratégico das rotas comerciais européias
para o Oriente, descoberto no século XV pelo navegante português Bartolomeu Dias.
Na economia convivem a agricultura de subsistência, que sofreu poucas transformações
desde o século XIX, e uma moderna atividade industrial, a mais importante do continente.
A África do Sul é o maior produtor mundial de ouro e um dos líderes na extração
de diamante, além de possuir grandes reservas de cromita, urânio, antimônio, platina
e carvão. O turismo também é uma significativa fonte de divisas. Entre as principais
atrações estão as reservas de animais selvagens, como o Parque Nacional Kruger,
onde se pode observar, entre outros, os chamados "cinco grandes": elefante, leão,
leopardo, búfalo e rinoceronte. HISTÓRIA
- Os europeus chegam ao país em 1487, quando o navegador português Bartolomeu
Dias contorna o cabo da Boa Esperança. Situada na rota comercial para as Índias
e habitada por diversos grupos negros (bosquímanos, khois, xhosas, zulus), a região
é colonizada por imigrantes holandeses, franceses e alemães no século XVII. Os
colonos brancos (chamados bôeres ou africânderes) se fixam ali e desenvolvem uma
língua própria, o africâner. Em 1806, os ingleses tomam a Cidade do Cabo e lutam
contra negros e bôeres. Com os choques, os bôeres emigram para o nordeste (a Grande
Jornada, em 1836), onde fundam duas repúblicas independentes, Transvaal e Estado
Livre de Orange. A entrada dos ingleses no Transvaal resulta na Guerra dos Bôeres,
que termina com a vitória britânica. Apartheid
- A partir de 1911, a minoria branca, composta de africânderes e descendentes
de britânicos, promulga uma série de leis que consolida seu poder sobre a população
negra. A política de segregação racial do apartheid (separação, em africâner)
é oficializada em 1948, com a chegada ao poder do Partido Nacional (NP), que domina
a política por mais de 40 anos. O apartheid impede o acesso dos negros à propriedade
da terra e à participação política e os obriga a viver em zonas residenciais segregadas.
Casamentos e relações sexuais entre pessoas de raças diferentes tornam-se ilegais.
A
oposição ao apartheid toma forma na década de 50, quando o Congresso Nacional
Africano (CNA), organização negra criada em 1912, lança uma campanha de desobediência
civil. Em 1960, a polícia mata 67 negros que participavam de uma manifestação
em Sharpeville, favela próxima a Johanesburgo. O Massacre de Sharpeville - como
fica conhecido - provoca protestos no país e no exterior. Como conseqüência, o
CNA é declarado ilegal. Seu líder, Nelson Mandela, é preso em 1962 e condenado
à prisão perpétua. No
governo dos primeiros-ministros Hendrik Verwoerd (1958-1966) e B.J. Vorster (1966-1978),
a política do apartheid agrava-se. Uma série de leis classifica e separa os negros
em grupos étnicos, na tentativa de confiná-los em territórios tribais denominados
bantustões. Com o fim do império colonial português na África (1975) e a queda
do governo de minoria branca na Rodésia, atual Zimbábue (1980), o domínio branco
na África do Sul entra em crise. Em 1984, uma revolta popular contra o apartheid
leva o governo a decretar lei marcial. A comunidade internacional reage e a ONU
impõe sanções à África do Sul como forma de pressão. Acuado, o presidente Pieter
Botha promove reformas, mas mantém os aspectos essenciais do regime racista. No
mundo todo cresce o movimento pela libertação de Mandela. Fim
do apartheid - Com a posse de Frederik de Klerk na Presidência, em 1989, ocorrem
várias mudanças no país. Em 1990, Mandela é libertado e o CNA recupera a legalidade.
De Klerk revoga leis raciais e inicia o diálogo com o CNA. Sua política, criticada
pela direita, é legitimada por um plebiscito só para brancos, realizado em 1992,
em que 69% dos votantes se pronunciam pelo fim do apartheid. Entre os negros também
há resistência às mudanças. O Partido da Liberdade Inkatha, organização zulu,
disputa com o CNA a representação política dos negros. Seu líder, Mangosuthu Buthelezi,
acusa Mandela de traição. O confronto degenera em graves conflitos. Eleições
multirraciais - Inconformados com o avanço das reformas, líderes extremistas brancos
fundam em 1993 a Frente Nacional Africânder (FNA) e ameaçam criar um país independente
no Transvaal. Mesmo com essa resistência, De Klerk convoca para 1994 as primeiras
eleições multirraciais para um governo de transição. De Klerk e Mandela ganham
o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Em abril de 1994, Nelson Mandela é eleito presidente
da África do Sul. O CNA conquista 252 das 400 cadeiras da Assembléia Nacional.
A aliança com o NP viabiliza o primeiro governo multirracial do país. O
Parlamento aprova a Lei de Direitos sobre a Terra, restituindo propriedades às
famílias negras atingidas pela lei de 1913, que destinara 87% do território sul-africano
à minoria branca. Em 1996, o NP se retira do governo por discordar de alguns pontos
da nova Constituição, que entra em vigor em 1997. Criada em 1995 para investigar
crimes contra os direitos humanos durante o apartheid, a Comissão de Reconciliação
e Verdade (CRV) termina seu trabalho, em 1998, sem cumprir plenamente seu objetivo:
promover a reconciliação entre os cidadãos sul-africanos. Pesquisas revelam que
as mais de 7 mil confissões recebidas pela CRV - presidida pelo arcebispo Desmond
Tutu - pioraram as relações inter-raciais no país. O relatório final acusa tanto
autoridades do regime racista como organizações anti-apartheid de violação dos
direitos humanos. Mandela se nega a decretar anistia geral aos acusados. As
eleições parlamentares de junho de 1999 são vencidas pelo CNA, que forma coalizão
com o partido Frente Minoritária, assegurando dois terços das cadeiras da Assembléia
Nacional. O Partido Nacional, que governou o país entre 1948 e 1994, disputa as
eleições com o nome de Novo Partido Nacional (NNP). Thabo Mbeki, vice-presidente
e sucessor de Mandela na liderança do CNA, assume a Presidência. Ele tem o desafio
de garantir a continuidade do regime democrático, reduzir as diferenças sociais
entre brancos e negros e combater a Aids, que atinge cerca de 20% da força de
trabalho sul-africana. ÚLTIMAS
NOTÍCIAS - Em setembro de 1999, um tenente negro do Exército, Sibusiso Madubela,
mata seis soldados e um civil brancos numa base militar. Investigação do Ministério
da Defesa conclui que as Forças Armadas ainda são dominadas pelo racismo, apesar
das tentativas de integração. Em outubro, começa o julgamento de Wouter Basson
- o Doutor Morte -, chefe do programa de armas químicas e biológicas do país durante
os últimos dez anos de apartheid. Ele é acusado de assassinatos, conspiração e
fraude. Em setembro de 2000, o júri ainda não havia chegado ao veredicto final.
Leis abrangentes contra discriminação de raça, gênero e deficiência física e contra
o uso de termos racistas pela mídia são aprovadas, em janeiro de 2000. Três meses
depois, vários jornalistas, a maioria brancos, são convocados a depor na Comissão
de Direitos Humanos, acusados de produzir reportagens racistas. Em março, o presidente
Thabo Mbeki ordena ao Ministério da Saúde que convide cientistas norte-americanos
defensores da idéia de que a Aids é causada pela pobreza a visitar o país. Sindicatos,
veículos de comunicação e pesquisadores reagem, acusando o presidente de ignorância
científica e de desperdício de recursos, que poderiam ser usados no combate ao
vírus HIV. DADOS
GERAIS República
da África do Sul (Republic of South Africa/Republiek van Suid-Afrika). CAPITAIS:
Cidade do Cabo (legislativa), Pretória (administrativa), Bloemfontein (judiciária).
NACIONALIDADE:
sul-africana. DATA
NACIONAL: 27 de abril (Dia da Liberdade). GEOGRAFIA
- Localização: sul da África. Hora Local: +5h. Área: 1.223.201 km2. Clima: tropical
(maior parte), mediterrâneo extremo sul, árido tropical (NO), de montanha (O).
Área de floresta: 85 mil km2 (1995). Cidades principais: Cidade do Cabo (854.616),
Durban (715.669), Johanesburgo (712.507), Pretória (525.583), Port Elizabeth (303.353)
(1991). POPULAÇÃO
- 40,4 milhões (2000); composição: grupos étnicos autóctones 70% (zulus 20,5%,
chosas 18%, pedis 9%, sotos 7%, tsuanas 6%, tsongas 3,5%, suazis 2%, nedebeles
2%, vendas 2%), europeus 12% (holandeses, alemães, franceses, ingleses), eurafricanos
13%, indianos 3%, outros 2% (1996). Idioma: africâner, inglês, sepédi, sessoto,
setsuana (oficiais, entre outros). Religião: cristianismo 66,4% (independentes
reformistas católicos, metodistas, anglicanos, luteranos), hinduísmo 1,3%, islamismo
1,1%, judaísmo 0,2%, sem filiação 1,2%, outras 29,8% (1991). Densidade: 33,03
hab./km2. População urbana: 53% (1998). Crescimento demográfico: 1,5% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 3,25 filhos por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 51,5/58
anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 59‰ (1995-2000). Analfabetismo: 14,9%
(2000). IDH (0-1): 0,697 (1998). GOVERNO
- República presidencialista. Divisão administrativa: 9 províncias. Chefe de Estado
e de governo: presidente Thabo Mbeki (CNA) (desde 1999). Principais partidos:
Congresso Nacional Africano (CNA), Democrata (DP), da Liberdade Inkatha (IFP),
Novo Nacional (NNP),Legislativo: bicameral - Assembléia Nacional, com 350 a 400
membros eleitos por voto direto; Conselho Nacional das Províncias, com 90 membros
(6 delegados permanentes e 4 especiais de cada uma das 9 províncias). Constituição
em vigor: 1997. ECONOMIA
- Moeda: rand; cotação para US$ 1: 6,82 (jul./2000). PIB: US$ 133,5 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 4%; PIB indústria: 32%; PIB serviços: 64% (1998). Crescimento
do PIB: 1,9% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 3.310 (1998). Força de
trabalho: 16 milhões (1998). Agricultura: milho, cana-de-açúcar, uva, outras frutas.
Pecuária: bovinos, aves, caprinos, ovinos. Pesca: 513,6 mil t (1997). Mineração:
carvão, ouro, minério de ferro, diamante, cromita. Indústria: química, petroquímica,
carvão, alimentícia, equipamentos de transporte, siderúrgica (aço e ferro), máquinas,
metalúrgica. Exportações: US$ 28, 2 bilhões (1998). Importações: US$ 29,9 bilhões
(1998). Parceiros comerciais: EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha, Irã, Itália. DEFESA
- Efetivo total: 82,4 mil (1998). Gastos: US$ 2,1 bilhões (1998). RELAÇÕES
EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU,
OUA, SADC. Embaixada: Tel. (061) 312-9500, fax (061) 322-8491, e-mail: saemb@tba.com.br
- Brasília, DF. Fonte : Almanaque Abril 2001 www.tvi.iol.pt - Justiça na África do Sul?! Comparem estas duas notícias: - Nota – Esperem até acabar a propaganda comercial que depois aparecem as imagens a que me refiro. Espero que ainda não as tenham retirado da internet. Agora comparem com a notícia ao fim do Jornal moçambicano Matinal de hoje que junto em anexo. O que estará por detrás destas notícias?! Retrocesso na África do Sul? O que pensar disto? _ Camilo matinal 6ª
feira,31 de Agosto 2012 Nº 152 Propriedade: Matinal, Lda.
Editor: Humberto Mandlate Celular: 829766696 82 5654258 840529687 email: matinal@tvcabo.co.mz Sede:
Rua. José Breves
Breves A
“passeata” que estava agendada para Por Humberto Mandlate este Sábado pelo Movimento Islâmico na cidade de Maputo foi cancelada por alega- damente os seus mentores terem logrado entregar ao Governo o manifesto que con- tém as suas reivindicações, com destaque para o fim da onda de sequestros que se regista no país e atinge aquele segmento da sociedade em particular. Outro motivo que se alega para o cancelamento da marcha é o facto de para o mesmo dia ter sido marcada uma manifestação dos Desmobi- lizados de Guerra. Entretanto, a jovem sobrinha do malogrado empresário Ayob que tinha sido raptada uma semana na capi- tal já se encontra “no convívio familiar”. No
quadro da sua acção socialmente res- ponsável, a empresa TDM-Telecomunicações de Moçambique entregou recentemente à Escola Primária do 1º Grau no Posto Administrativo de Massangulo, na província do Niassa, duas novas salas de aula e igual número de casas de banho para profes- sores. Actualmente com 946 alunos e 14 turmas, a Escola Primária de Ngaúma beneficiou igualmente de 125 carteiras, cinco secretárias, igual número de cadeiras para professores e de uma pintura geral às anteriores três salas de aula já existentes naquele recinto escolar. Moçambique
e Japão assinaram esta manhã o Acordo para Financiamento do Projecto de Construção de uma Escola Secundária na Província de Nampula, no valor de aproximadamente USD 13 milhões. A cerimónia decorreu no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, e o acordo foi rubricado pelo vice-ministro da instituição, Eduardo Koloma, Eiji Ha- shimoto, embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Reino do Japão, e Ryuchi Nasu, Representante da Agência Japonesa para a Cooperação Internacional em Mo- çambique. ASSINATURAS
MENSAIS – Singulares: USD 20 Entidades nacionais: USD 35 matinal
31 de Agosto de
2012 Nº 1512 De
Segunda a Sexta-feira Sidumo
n.º 240, 3º andar-.Maputo GABINFO-Dispensa DE-2005 Cuidado! Previna-se, Sida
ainda não
tem cura Reforma
e desenvolvimento da Função Pública Lançada
Estratégia para 2011-2025 Na
presença do Presidente Armando Guebuza teve início esta manhã na capital o Fórum Alargado de Gestores dos Recursos Humanos do Estado, no qual foi lançada a Estratégia para Reforma e Desenvolvimento da Função Pública 2011-2025. Distribuição
de electricidade na zona urbana e arredores EDM
precisa de USD 250 milhões Para
reabilitação da rede de distribuição da electricidade na zona ur- bana da capital e arredores, a Electricidade de Moçambique (EDM) está a mobilizar USD 250 milhões. Eleições
em Angola Reclamações
da oposição ignoradas Com
o favoritismo a pender para o MPLA nas eleições angolanas desta sexta-feira em que concorrem nove partidos políticos e coligações, tudo indica que o respectivo líder José Eduardo dos Santos vai-se manter du- rante mais cinco anos no poder que detém há mais de três décadas. “Caso
Marikana” Mineiros
detidos acusados de homicídio -Julius
Malema continua a tirar dividendos políticos da situação Os
275 mineiros detidos na sequência da morte de 34 colegas seus quando a 16 deste Agosto agentes da Polícia dispararam contra trabalhadores em greve que alegadamente tentavam enfrentá-los, foram acusados do crime de homicídio. Básket
Show 2012 mcel
distribuíu prémios A
mcel atribuíu esta quinta-feira os prémios aos vencedores do torneio desportivo inter-escolar Básket Show 2012, numa cerimónia realizada em Maputo. Entidades
Estrangeiras: USD 40 1/5 matinal
31 de Agosto de 2012 Nº 1512 Reforma
e desenvolvimento da Função Pública Lançada
Estratégia para 2011-2025 Na
presença do Presidente Armando Guebuza teve início esta manhã na capital o Fórum
Alargado de Gestores dos Recursos Humanos do Estado, no qual foi lançada a Estratégia para Reforma e Desenvolvimento da Função Pública 2011-2025. No
encontro, que conta com a participação de 800 represen- tantes de funcionários do Estado, foram divulgados dados estatísticos relativos à reforma em curso na Função Pública. Com uma faixa en- tre os 26 e 41 anos, o número de funcionários no Aparelho do Estado é actualmente estimado em 250.720, o que representa um crescimento de 30% comparativa- mente a 2009. Cerca de 88% dos agentes do Estado estão colocados nas províncias e distritos, mais 41% em relação aos que existiam em 2009. Há uma tendência positiva no incremento salarial definido pelo Estado com vista a criar incentivos para tornar os distritos pólos de desenvolvimento. No seu discurso,Armando Gue- buza enalteceu os avanços já registados no processo de reforma em curso na Função Pública, destacando a melhoria que se regista no atendimento atempado das reclamações e queixas apre- sentadas
pelos cidadãos. Sublinhou que estes «merecem uma resposta em tempo útil de todas as questões que colocam, sejam elas positivas ou negativas». Referiu que após anos de reformas estruturantes nota-se uma evolução na massa laboral no Aparelho do Estado, realçando que foram tomadas várias medidas para conformar a Administração Pública «com o modelo que adoptámos e prosseguimos, sempre orientado para o desenvolvimento». Não
basta o diploma Segundo
Guebuza, os agentes do Estado devem continuar a inovar e estarem claros sobre a missão que lhes cabe. «Os investimentos na formação devem ser explorados por todos nós», frisou, adiantando que o trabalhador da Função Pública não deve olhar apenas para o diploma mas «saber aproveitar os conhe- cimentos e habilidades adquiridos para melhorar o seu desempenho». Para o Chefe do Estado, a Estratégia
de Reforma e Desen- volvimento da Função Pública hoje lançada «traduz as nossas aspi- rações até 2025 de uma adminis- tração assente nos valores da integridade e profissionalismo fundamentais para a reforma no sector público em geral». Burocratismo,
deixa-andar e corrupção Armando
Guebuza exortou todos os agentes do Estado e outros protagonistas, incluindo parceiros de Moçambique no processo do desenvolvimento, a prosseguirem com o combate ao burocratismo, espírito do deixa- andar e corrupção. matinal Subscrição
Mensal Singular USD 20 Entidade
Estrangeira USD 40Ent. Nac Ent. Est O
valor pode ser pago em MTn de acordo com o câmbio do dia. Entidade
Nacional USD 35 Singular Fonte:
imensis.co.mz 2/5 matinal
31 de Agosto de
2012 Nº 1512 Distribuição
de electricidade na zona urbana e arredores EDM
precisa de USD 250 milhões Para
reabilitação da rede de distribuição da electricidade na zona urbana da capital
e arredores, a Electricidade de Moçambique (EDM) está a mobilizar USD 250 milhões. O
anúncio foi feito esta quinta- feira em Maputo pelo director da área de distribuição de energia na cidade de Maputo, Neves Xavier, que garantiu estarem a decorrer nego- ciações com o Governo indiano para financiar o projecto que contempla a reabilitação de 300 quilómetros de rede subterrânea na zona urbana e instalação de novos cabos aéreos de média tensão nos arredores. A medida deve-se ao facto de a rede de transporte de energia eléctrica ter atingido o limite da sua capacidade na cidade de Maputo, uma vez que foi montada há cerca de 30 anos para satisfazer um determinado número clientes. Xavier falou também do problema que resulta das oscilações e avarias na cidade de Maputo e bairros periféricos, originado, entre outros factores externos, pela sobrecarga e degradação da rede. Sobre os factores externos, referiu- se à movimentação por parte dos empreiteiros de máquinas pesadas sobre os cabos, e escavações que provocam
cortes nos cabos con- dutores. «As novas construções não tomam em consideração a rede subterrânea», frisou, destacando a existência de zonas outrora não parceladas mas que já no momento do parcelamento para se erguerem obras a EDM não foi consultada. «Isso fez com que edifícios fossem erguidos em cima da rede», disse Neves Xavier, acrescentando que para colmatar o problema a Electricidade de Moçambique está a montar 47 monoblocos na cidade de cimento, ao mesmo tempo re- forçando a capacidade da rede subterrânea. «Também está prevista a montagem de mais de 60 novos Postos de Transformação (PT’s) nas zonas peri-urbanas, reabilitação da rede de média tensão nos arredores da cidade com fundos próprios», sublinhou. Contadores montagem
de novos contadores. «Já temos o desenho de um projecto a ser negociado com a Índia, que prevê a incorporação de outras iniciativas cuja execução precisa de comparti- cipação de outros parceiros», afirma o director da área de distribuição de energia na cidade de Maputo, que condena a existência na capital de projectos cujo consumo supera os 10MW que a rede pública não é capaz de sustentar. Cortes
e perturbações Para
o director adjunto da Área de Distribuição da Cidade de Maputo, Amilton Alissone, outro problema é o de condutores não protegidos que provocam cortes e perturbações. «A substituição destes condutores vai acontecendo paulatinamente nos bairros periféricos onde há cortes frequentes. A substituição dos con- dutores e instalação dos monoblocos é um processo dinâmico que deriva do desenvolvimento da cidade de Maputo», afirmou. Uma
das apostas da EDM para combater o roubo de energia é a Básket
Show 2012 mcel
distribuíu prémios A
mcel atribuíu esta quinta-feira os prémios aos vencedores do torneio desportivo inter-escolar Básket Show 2012, numa cerimónia realizada em Maputo. A Escola Secundária Zona Verde, campeã em masculinos, recebeu 15 mini laptops e igual número de pacotes iniciais, enquanto a Secundária Noroeste-I, vice-campeã, teve 15 telemóveis e igual número de pacotes iniciais. Ao terceiro classificado, Escola Se- cundária Josina Machel, foram entregues 15 telemóveis e igual quantidade
de pacotes iniciais. Em femininos, as equipas as Escolas Secundárias da Polana (1º Lugar), Matola (2º) e Estrela Ver- melha (3º) receberam 15 telemóveis igual número de pacotes iniciais cada. No concurso das cheerleaders a Escola Secundária Josina Machel, primeira classificada, recebeu 20 telemóveis e igual número de pacotes iniciais, enquanto os vencedores do concurso de dança, Havaianas Dance, tiveram como prémio quarto telemóveis e igual quantidade
de pacotes iniciais. Acima
das expectativas Na
cerimónia de entrega dos prémios, o administrador Comercial da maior operadora de telefonia móvel do país, Cláudio Chiche, fez uma avaliação positiva do torneio deste ano afirmando que «decorreu acima das expectativas». Por ter sido eleito melhor jogador em campo, Carlos Manhiça da Escola Noroeste I recebeu um cheque de 15 mil Meticais. Anuncie
Aqui! Mais barato, mais rentável 3/5 matinal
31 de Agosto de 2012 Nº 1512 Eleições
em Angola Reclamações
da oposição ignoradas Com
o favoritismo a pender para o MPLA nas eleições angolanas desta sexta-feira em
que concorrem nove partidos políticos e coligações, tudo indica que o respectivo líder José Eduardo dos Santos vai-se manter durante mais cinco anos no poder que detém há mais de três décadas. Ao
abrigo da nova Constituição, o Presidente da República de Angola é o líder do partido que obtém a maioria parlamentar. Os analistas
praticamente não têm qualquer dúvida de que os quase 10 milhões de eleitores num universo de aproximadamente 21 milhões de Comentário A
face visível da nossa pobreza! As
declarações proferidas esta quinta-feira pelo presidente da Associação dos Transpor- tadores Rodoviários de Maputo (ATROMAP), Luís Munguambe, confirmam a intenção de agravar as tarifas por parte dos operados daqueles que são os mais po- pulares transportes de passa- geiros, os chapas. Diz Munguambe que a actual tarifa já “passou para a história”, sublinhando não saber onde os seus colegas inventam dinheiro para manter em circulação as suas viaturas que não produzem lucros! Falou dos custos que a manutenção dos chapas acarreta, aliados ao mau estado das vias de acesso, o que segundo ele leva muitos dos operadores a desistir da actividade. Ainda que re- conhecendo os baixos rendi- mentos do grosso da população moçambicana, e os baixos salários que a maioria dos tra- balhadores aufere, Luís Mungua- mbe afirmou ter chegado a hora de se incrementar o preço das tarifas actualmente em vigor. Vozes
há que não descartam a hipótese de um levantamento popular caso o Governo não encontre urgentemente uma so- lução para o bicudo problema dos transportes de passageiros que tende a tomar proporções mais alarmantes em todos os centros urbanos do país, Maputo e Matola em par ticular. Enquanto uns concordam com o aumento de tarifas desde que se criem con- dições para acabar com o sofri- mento a que diariamente estão sujeitos os utentes dos trans- portes de passageiros, outros defendem que a crise só será ultrapassada com mais estradas em boas condições. Mas para os mais cépticos, nem o projecto da Grande Circular de Maputo e Matola vai acabar com as impressionantes enchentes a que se assiste todos os dias nas paragens daqueles dois Municípios onde pessoas desesperadas ex- põem aquela que é seguramente a face visível da nossa pobreza! Humberto
Mandlate habitantes
votarão maioritariamente no MPLA, que assim terá a maioria na Assembleia Nacional de 220 membros. A UNITA- segundo maior partido angolano agora sob lide- rança de Isaías Samakuva- alegou não haver condições para eleições livres e transparentes, apontando a não publicação de uma lista eleitoral completa como um dos principais factores. Segundo aquele principal partido da oposição, apesar dos insistentes pedidos a questão da lista incompleta não foi resolvida, o que criou confusão sobre o local onde as pessoas deveriam votar. Também houve falta de trans- parência, que deu origem a alegações de que pretendia-se favorecer o partido no poder. Pressões
ignoradas O
encontro que Samakuva tinha solicitado com José Eduardo dos Santos não chegou a realizar-se, e a Comissão Nacional de Eleições ignorou as pressões para que o pleito de hoje fosse adiado alegando que não existiam problemas. Em declarações prestadas à BBC, o porta-voz da UNITA Alcides Sakala disse que as eleições não foram organizadas de forma transparente, nem seguidos correctamente os processos preconizados na lei. «Isso faz-nos recear a ocorrência de uma fraude», frisou. Estas são as segundas eleições em Angola desde o fim da guerra civil de 27 anos que devastou o país a seguir à independência em 1975, e foram antecedidas de uma campanha que no cômputo geral foi ordeira. (BBC) 4/5 matinal
31 de Agosto “Caso
Marikana” de
2012 Nº 1512 Mineiros
detidos acusados de homicídio -Julius
Malema continua a tirar dividendos políticos da situação Os
275 mineiros detidos na sequência da morte de 34 colegas seus quando a 16 deste
Agosto agentes da Polícia dispararam contra trabalhadores em greve que alegadamente tentavam enfrentá-los, foram acusados do crime de homicídio. A
medida, que está a levantar uma generalizada controvérsia política na África do Sul, insere-se na doutrina do “propósito comum” que era utilizada pelas forças do apartheid contra activistas negros que se opunham ao então dirigente Partido Nacional, alegadamente porque os mineiros em causa- que esta quinta- feira compareceram perante o Tri- bunal Judicial de Ga-Rankuwe onde o seu pedido de liberdade condicional mediante pagamento da caução foi adiado até próxima semana- estavam entre os que incitaram a Polícia naquela data. Há especulações de que os críticos vão acusar o partido no poder, ANC, de se comportar como o já defunto regime do apartheid. De acordo com o porta-voz do Ministério Público, Frank Lesenyego, dos 275 acusados estão incluídos os que na altura estavam desarmados ou formavam a retaguarda de apoio dos grevistas. Lesenyego adianta que está- se perante uma “lei comum” em que «as pessoas são acusadas de pro- pósito comum numa situação em que existem suspeitos com armas ou sem elas, e confrontam ou atacam a Polícia, com ocorrência de tiroteio e mortes». “Bizarro
e chocante” Para
o constitucionalista Pierre de Vos, a decisão de acusar os mineiros do crime de homicídio «é bizarra, chocante, e constitui um flagrante abuso do sistema de justiça criminal para proteger a Polícia e/ou políticos como Jacob Zuma e Nathi Mthethwa (ministro da Polícia)». Citou um MATINAL
Um jornal que através do e-mail encaixa perfeitamente no seu celular 3G artigo
relacionado com uma lei de 1956 sobre manifestações violentas, segundo o qual “qualquer indivíduo que colabore na promoção de um crime, incite ou instigue outra pessoa a cometer um crime é como se ele ou ela fosse autor (a) desse mesmo crime”. Ainda segundo Pierre de Vos, o Ministério Público parece estar erradamente a misturar (deliberada- mente ou por mera ignorância) as coisas, por um lado argumentando que os mineiros provocaram a Polícia, e por outro lado alegando que eles pretendiam suicidar-se ao istigar os agentes daquela corporação a matá- los. «Mesmo que fosse verdade que os mineiros provocaram a Polícia, isso nunca os responsabilizaria de ter ma- tado os seus colegas. Quando muito, a provocação podia ser um factor a ter em conta quando se quisesse sa- ber se os agentes policiais envolvidos no massacre devem ou não serem considerados culpados de homicídio», frisou. Ofensiva
de Malema Ao
mesmo tempo que continua a manifestar a sua “solidariedade” para com os grevistas da mina de Marikana pertencente à terceira maior com- panhia produtora de platina no mundo, a Lonmin, o ex-líder da Liga Juvenil do ANC Julius Malema tentou esta quinta-feira obter vantagens políticas na mina de ouro de Grootvlei no Rand Oriental- onde os traba- lhadores não recebem os seus salários há cerca de dois anos- desde que foi tomada no âmbito dos sistemas de empoderamento da Aurora (Aurora Empowerment
Systems) . Parte da companhia Aurora pertence a Khulubuse Zuma, um sobrinho do Presidente Jacob Zuma, e Zondwa Mandela, neto de Nelson Mandela. Os cânticos de Malema incitando ao afastamento de Zuma do poder, como “Phansi, Zuma, Phansi” (abaixo Zuma) foram entusiasticamente recebidos pelos trabalhadores da referida mina, que desde a sua passagem para a gestão do Aurora Empowerment Systems em Outubro de 2009 tem passado por momentos difíceis. Alega-se que os directores da Aurora- Khulubuse Zuma, Zondwa Mandela e os con- selheiros do Presidente sul-africano Michael Hulley e Thulani Ngubane apropriaram-se fraudulentamente dos bens da mina que agora só tem um único poço em funcionamento. “Pior
que o apartheid”! Julius
Malema exortou os mineiros da Grootvlei a lutar pelos seus direitos e exigir o que merecem. «Pensávamos que seria bom ser negro depois de 1994, mas é pior que na era do apartheid. Agora são as próprias pessoas a que pertencemos que nos matam», afirmou, ao mesmo tempo incitando os mineiros a tornar as minas “ingovernáveis” até que os “brancos escutem”! Defendendo um salário-base mensal de 12.500 randes “para todos”, acrescentou que «este país é o que é hoje por vossa causa como mineiros, por isso devem reclamar o lugar que vos pertence por direito na África do Sul». (Mail&Guardian/Sapa). 5/5. www.tvi.iol.pt
- POLÍCIA
SUL-AFRICANA FUZILA MINEIROS EM GREVE _ Imagens impressionantes junto a uma das
maiores minas de platina do mundo _ Redacção | Isabel Semedo | 2012-08-16
... A polícia sul-africana massacrou a tiro um grupo de mineiros em greve
que, alegadamente, ignoraram as ordens para dispersar, numa das maiores minas
de platina do mundo. «O número que temos é de 36 mortos», afirmou esta sexta-feira
o secretário-geral do sindicato mineiro NUM, Frans Baleni, ... Antes,
o ministro da polícia, Nathi Mtetwa, já tinha confirmado que mais de 30 pessoas
morreram ... - - Justiça na África do Sul?! Comparem estas duas notícias: - Nota – Esperem até acabar a propaganda comercial que depois aparecem as imagens a que me refiro. Espero que ainda não as tenham retirado da internet. Agora comparem com a notícia ao fim do Jornal moçambicano Matinal de hoje que junto em anexo. O que estará por detrás destas notícias?! Retrocesso na África do Sul? O que pensar disto? _ Camilo - - www.noticias.terra.com.br ... JOHANNESBURGO, 31 Ago 2012 (AFP) -Doze mil trabalhadores de uma mina de ouro sul-africana explorada pelo grupo Gold Fields ... África do Sul indicia por assassinato mineiros detidos durante greve em mina ... Diário do Grande ABC ... mina de ouro sul-africana explorada pelo grupo Gold Fields greve, declarada ilegal pela justiça, ... - - www.noticias.uol.com.br ... Um tribunal sul-africano indiciou nesta quinta-feira por assassinato os mineiros presos no dia 16 de ... - - www.pt.euronews.com ... Polícia sul-africana abre fogo sobre mineiros em greve q aguardavam respostas das negociações ... - - www.veja.abril.com.br ... Depois do confronto que matou 34 grevistas na África do Sul, na última quinta- feira, os trabalhadores da ... - - www1.folha.uol.com.br ...20 ago – Os mineiros sul-africanos enfrentaram nesta segunda-feira a ameaça de demissão da empresa Lonmin e mantiveram, pelo décimo dia ... África do Sul: Mineiros seguem em greve após morte de 34 ... - - www.exame.abril.com.br ... 20 ago. 2012 – Marikana - Apenas 27% dos trabalhadores da mina sul-africana de Marikana, onde 34 trabalhadores foram mortos a tiros pela polícia na ... Policiais atiram contra mineiros em greve na África do Sul ... - - www.brasildefato.com.br ... 7 ago. 2012 – Um batalhão de policiais da África do Sul abriu fogo nesta quinta-feira (16/08) contra um grupo de mineiros que organizava uma greve na ... - - www.estadao.com.br ... 23 ago. 2012 – Famílias de luto choram seus mortos em missas que lembram os 34 mineiros em greve mortos pela polícia na semana passada, na África do ... . www.uniaonet.com/africadosul.htm
- 06/12/2013 - Ola queridos irmaos e amigos. Bom dia. Paz. Hoje esta sendo um
dia de muita tristeza aqui na Africa. Com a morte do Sr. Nelson Mandela, Africa
perdeu um grande referencial de reconciliação entre povos, tribos e etnias. |